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Claudio Sampei

São Paulo / SP - Brasil
49 anos, Consultor

Por que natação?


Passei por muito perto de todos os esportes mais "tradicionais" da colônia, mas acabei caindo na piscina.

Do Nihongakko (Escola Japonesa) de São Bernardo onde estudei saíram grandes nomes do tênis de mesa, como por exemplo Hugo Hoyama. No mesmo Nihongakko, eu tinha amigos judocas e freqüentemente ia assistir aos campeonatos. Da mesma forma, fui várias vezes assistir campeonatos de Kendô, esporte praticado por pessoas da família, de um parentesco um pouco distante, mas próximos no dia-a-dia durante minha infância. Nenhum desses esportes me chamou a atenção.

Também não me interessei pelo Karatê, depois de levar um soco no estômago de um amigo que queria me mostrar como era, e nem por outra lutas marciais, depois de tentar praticar e sempre sair desanimado de levar tantos socos e pontapés.

Joguei baseball durante alguns poucos anos no time do Kodama de Santo André, mas também desisiti: acordar cedo aos domigos para ir treinar enquanto minha família ia para a praia se divertir não me agradava nem um pouco. Até que jogava bem, mas não era meu caminho. Meu pai diz que se meu avô fosse vivo eu jogaria por mais tempo: meu avô Itsumu era fanático por baseball. Mas meu próprio pai parou de jogar baseball ainda menino, quando meu avô faleceu.

Saindo um pouco dos esportes da colônia, futebol nem pensar. Apesar de gostar e jogar todos os dias na escola e no Nihongakko, eu era sempre um dos últimos a ser escolhido para formar os times e quase sempre ia jogar de goleiro. Volley também: mesmo jogando todos os sábados, nunca consegui sacar direito.

Na natação me dei bem. Nada de espetacular, mas sempre ajudava minha equipe com pontos importantes para conquistar campeonatos e defendi São Bernardo por diversas vezes nos Jogos Abertos do Interior. Viajei bastante por causa da natação, fiz muitos amigos e cresci num meio bastante saudável. Acho que foi uma boa escolha... Ou eu não tinha outra escolha.


Enviada em: 05/11/2007 | Última modificação: 05/11/2007
 
« A natação e a colônia japonesa Saci e Mula-sem-cabeça »

 

Comentários

  1. Yassuda Renato @ 10 Jan, 2008 : 17:35
    Prezado Claudio Sampei; Li seu comentário no BLOG da Redação e creio que você deve ter acompanhado os filhos de minha prima Suzana ou de minha prima Maria Estela. Faz muito tempo que não as vejo, mas sei que os filhos dela foram até Fukuoka, terra natal de minha avó, Shiduno. A província de meu avô era Kagoshima, mas na verdade nossa família teve origem nas terras do Daymio Kenshin UESUGUI em 1530, onde fomos vassalos à seu serviço como samurais. À propósito, a paisagem que aparece de fundo em sua foto parece muito com Amsterdã (Holanda). Fiz um estágio na Holanda em 1997 e atualmente sou executivo de uma empresa de origem holandesa, por isso achei familiar a paisagem.Por favor, me informe se acertei. Um abraço e sucesso. Renato

  2. Amilton Izumizawa @ 27 Fev, 2008 : 17:04
    Claudio, Será que somos parentes "distantes" ? Pois minha avó paterna chamava-se NATSU SAMPEI, sei que meu pai tinha um primo no Centro de SP, e é claro, trabalhava com fotografia.

  3. Claudio Sampei @ 31 Mar, 2008 : 00:06
    Olá Amilton! Infelizmente não devemos ser parentes. Meu avô Itsumu Sampei chegou sozinho ao Brasil e o restante da família Sampei da linhagem dele se mantém toda no Japão.

  4. Rita de Cássia Arruda @ 8 Abr, 2008 : 00:30
    Parabéns, Claudio !!! Adorei ler seus relatos. Gostei especialmente de "Saci e Mula sem cabeça". Muito interessante a forma como as duas culturas se entrelaçaram em sua infância. Assim também, tiro o chapéu para gente como você, que se preocupa com o desenvolvimento sustentável de nosso planeta. Sucesso para o Projeto Mottainai é o que desejo. A propósito... Preciosa essa sua foto de quando era bebê. Legal !!! Você foi um "kodomo" muito fofo mesmo.

  5. Hiroshi Fujii @ 17 Ago, 2008 : 02:32
    Olá Claudio. Gostaria de saber se Yoshinobu Sampei é seu parente. Não o conheci, mas meu irmão Jorge o conheceu no Japão, precisamente em Osaka. Jorge diz que perdeu contato, mas gostariamos de retomá-lo porque o Sr. Yoshinobu era amigo de meu pai, Tsutomu Fujii, que trabalhou no Nippak Shimbun até o final de sua vida. Gratíssimo pela atenção. Aguardo sua reação Hiroshi

  6. hfujii.lapresse@itelefonica.com.br @ 17 Ago, 2008 : 02:36
    Oi Claudio. Faltou enviar meu endereço para uma eventual resposta. Abs. Hiroshi hfujii.lapresse@itelefonica.com.br

  7. Claudio Sampei @ 17 Ago, 2008 : 03:41
    Olá Hiroshi, infelizmente não temos nenhum Yoshinobu em nossa família. abraço

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