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  Conte sua históriaClaudio Sampei › Minha história

Claudio Sampei

São Paulo / SP - Brasil
49 anos, Consultor

Saci e Mula-sem-cabeça


Sempre ouço nikkeis falando sobre as histórias do Japão que seus pais ou avós contam. Eu não ouvi histórias assim: meu avô paterno Itsumu morreu quando meu pai ainda era criança, meu avô materno Shusuke morreu quando eu ainda era criança e minha avó materna Toyo se lembra pouco do Japão, pois chegou ainda pequena ao Brasil.

Cresci junto à minha avó materna Miyoko (ou Mioco, pela dificuldade de romanização do japonês na época), nascida em 1920 já no Brasil, na cidade de Santo Anastácio, interior de São Paulo: meu bisavô Asami chegou da província de Fukushima no terceiro navio, em 1912. E as histórias que minha obaachan Miyoko contava (e ainda conta) eram as histórias do interior, muitas vezes parte do folclore brasileiro. Ouvi várias histórias de saci e mula-sem-cabeça, contadas em japonês. Minha avó, apesar de nascida no Brasil, foi criada como japonesa e fala e escreve muito melhor o japonês do que o português.

Dos meus pais também nada de histórias do Japão: os dois nascidos na capital paulista contam as histórias de como São Paulo era antigamente. Histórias do campo de futebol que ficava no cruzamento entre a Avenida Faria Lima e a Avenida Rebouças, próximo de onde meu pai Jorge nasceu, no bairro de Pinheiros, e do medo dos loucos que fugiam do Sanatório Charcot, na Vila Livieiro, ao lado da Via Anchieta, onde cresceu a minha mãe Irene.


Enviada em: 05/11/2007 | Última modificação: 05/11/2007
 
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Comentários

  1. Yassuda Renato @ 10 Jan, 2008 : 17:35
    Prezado Claudio Sampei; Li seu comentário no BLOG da Redação e creio que você deve ter acompanhado os filhos de minha prima Suzana ou de minha prima Maria Estela. Faz muito tempo que não as vejo, mas sei que os filhos dela foram até Fukuoka, terra natal de minha avó, Shiduno. A província de meu avô era Kagoshima, mas na verdade nossa família teve origem nas terras do Daymio Kenshin UESUGUI em 1530, onde fomos vassalos à seu serviço como samurais. À propósito, a paisagem que aparece de fundo em sua foto parece muito com Amsterdã (Holanda). Fiz um estágio na Holanda em 1997 e atualmente sou executivo de uma empresa de origem holandesa, por isso achei familiar a paisagem.Por favor, me informe se acertei. Um abraço e sucesso. Renato

  2. Amilton Izumizawa @ 27 Fev, 2008 : 17:04
    Claudio, Será que somos parentes "distantes" ? Pois minha avó paterna chamava-se NATSU SAMPEI, sei que meu pai tinha um primo no Centro de SP, e é claro, trabalhava com fotografia.

  3. Claudio Sampei @ 31 Mar, 2008 : 00:06
    Olá Amilton! Infelizmente não devemos ser parentes. Meu avô Itsumu Sampei chegou sozinho ao Brasil e o restante da família Sampei da linhagem dele se mantém toda no Japão.

  4. Rita de Cássia Arruda @ 8 Abr, 2008 : 00:30
    Parabéns, Claudio !!! Adorei ler seus relatos. Gostei especialmente de "Saci e Mula sem cabeça". Muito interessante a forma como as duas culturas se entrelaçaram em sua infância. Assim também, tiro o chapéu para gente como você, que se preocupa com o desenvolvimento sustentável de nosso planeta. Sucesso para o Projeto Mottainai é o que desejo. A propósito... Preciosa essa sua foto de quando era bebê. Legal !!! Você foi um "kodomo" muito fofo mesmo.

  5. Hiroshi Fujii @ 17 Ago, 2008 : 02:32
    Olá Claudio. Gostaria de saber se Yoshinobu Sampei é seu parente. Não o conheci, mas meu irmão Jorge o conheceu no Japão, precisamente em Osaka. Jorge diz que perdeu contato, mas gostariamos de retomá-lo porque o Sr. Yoshinobu era amigo de meu pai, Tsutomu Fujii, que trabalhou no Nippak Shimbun até o final de sua vida. Gratíssimo pela atenção. Aguardo sua reação Hiroshi

  6. hfujii.lapresse@itelefonica.com.br @ 17 Ago, 2008 : 02:36
    Oi Claudio. Faltou enviar meu endereço para uma eventual resposta. Abs. Hiroshi hfujii.lapresse@itelefonica.com.br

  7. Claudio Sampei @ 17 Ago, 2008 : 03:41
    Olá Hiroshi, infelizmente não temos nenhum Yoshinobu em nossa família. abraço

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