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  Conte sua históriaTieko Fujiye › Minha história

Tieko Fujiye

São Paulo / São Paulo - Brasil
47 anos, Professora e diretora de escola

Final de Ano


Está prestes a acabar o ano de 2008, chegando ao final das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, vou me reportar ao dia que meus avós paternos, tios, tias e meu pai chegaram ao Brasil, dia 10/12/1930, com muita esperança de algum dia retornar ao Japão para reencontrar parentes e amigos que lá deixaram. Minha tia Tsuruno foi a única que retornou com o marido apenas para reencontrar uma das irmãs e sobrinhos que lá deixou, relembraram as cartas que não chegaram, os momentos de angústias que passaram na época da 2ª Guerra Mundial, tanto os que ficaram no Japão e os que estavam no Brasil. A grande maioria dos imigrantes acabaram não voltando ao país de origem.
Nas Comemorações do Centenário pudemos constatar como os imigrantes foram e são patriotas, honram a sua pátria, mesmo estando longe, mesmo muitos deles terem adotado o Brasil como sua pátria, tivemos demonstrações calorosas no que se refere à perpetuação da cultura, a volta às origens, talvez uma cultura que só exista aqui no Brasil, que acolheu todos os imigrantes japoneses e permitiu a disseminação da tradicional cultura japonesa.
Os valores éticos foram valorizados ao longo do tempo para fazer com que a história do Brasil ficasse enriquecida pela participação de várias etnias.
Só nos resta almejar a paz e que 2009 seja um ano além de próspero, pleno nas atitudes humanas, de dedicação e de justiça entre os homens.


Enviada em: 23/12/2008 | Última modificação: 03/01/2009
 
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Comentários

  1. Sílvio Sano @ 9 Jan, 2008 : 12:11
    Tieko, traz um fato que não era tão incomum assim no meio da comunidade, em que o pai, mesmo tendo nascido no Japão e vindo, aos 8 anos de idade, para o Brasil, considerava-se mais brasileiro do que japonês, apesar de o mesmo não ocorrer com a mãe. Mas isso, somados aos decretos de Getúlio Vargas, na época da 2ª Guerra, proibindo o uso de língua estrangeira no país e o fato de se morar em localidades que não tenham a presença da comunidade, acaba justificando o desconhecimento da língua por parte de muitos descendentes, não apenas das novas gerações. Imagine em relação à cultura daquele país. Então, esse clima do momento, devido à comemoração do centenário, acaba trazendo a reflexão sobre a importância de se conhecer as próprias raízes, conforme pode se observar em vários comentários, principalmente de jovens, neste site.

  2. Richard Seitty Takahashi @ 24 Mar, 2008 : 21:31
    Durante muitos anos, meus tios, avô e mãe contaram diversas histórias e acontecimentos passados pela família Fujiye, porém nunca com tamanho detalhamento. Fico feliz com a realização do projeto porque além de registrar a história de parte da minha família, pude conhecer fatos que não conhecia e adquirir uma nova visão sobre a época em que ainda não era nascido.

  3. Tizuru Fujiye Takahashi @ 24 Mar, 2008 : 21:57
    O relato nos mostra as recordações e lembranças sobre nossa família. Fiquei muito emocionada ao ler cada texto dos quais alguns nem conhecia. Vale lembrar que somos "kibishii", fortes, íntegros, leais com o nosso próximo e isso foi a melhor herança que tivemos da família.

  4. Jessica Emilly Takahashi @ 6 Abr, 2008 : 20:13
    Lembro-me que no oshougatsu meu ditian contava muitas histórias, sobre sua vinda ao Brasil, infância, adolescência. Duas das histórias que ele sempre repetia era de quando estava no Belém do Pará , lá só havia manga e mamão para comer: conserva de mamão, doce de manga, okasu de mamão verde... e a outra de quando estava na 4ª série e ainda não entendendo bem o português, acabou entrando na catequese por engano e por isso sabia todos os mandamentos, orações do Catolicismo apesar de ser budista. Relembrar as histórias de família, faz com que eu sinta a presença de antepassados tão queridos que já se foram.

  5. Roberto Silva Martins @ 1 Set, 2008 : 16:13
    Tenho certeza que a Tieko consiguirá atingir todas as suas metas e objetivos na vida, pois é ser humano fantástico e merece ter sucesso em tudo que estiver trabalhando em prol de outras pessoas. Parabéns Tieko por tudo, e obrigado por eu estar trabalhando juntamente com você. De seu amigo Roberto, educador universitário.

  6. Sandra, Shigueo e Shoiti @ 4 Set, 2008 : 10:35
    Tieko San, Deus do céu comtemplou o intento do teu coração ainda menina e viu Deus que era bom. Guiou-te e prosperou a tua jornada e hoje desfrutamos desta benção que é ter filhos em uma escola onde você Tieko San é diretora e tem dirigido o que Deus confiou em tuas mãos com responsabilidade, dedicação amor e muito carinho. A tua família é linda, amamos a tua foto com um aninho de idade. Te desejamos felicidades e riquezas celestiais para sempre.

  7. Tieko @ 21 Out, 2008 : 17:10
    Sandra, Shigueo e Shoiti, depende do olhar de cada um, eu que agradeço a confiança depositada por muitos dos pais da nossa escola, que acreditam que a base de uma boa formação é dada principalmente pela escola pública.

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Este projeto tem a parceria da Associação para a Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil

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