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Kimi Nii

São Paulo / SP - Brasil
73 anos, artista plástica

Uma viagem feliz para o Brasil


A gente veio pra cá de navio em 1957. A viagem foi alegre, minha mãe estava feliz de voltar pro Brasil. Viemos pelo Canal do Panamá, foi interessante. Mas quando se é criança não tem noção do que tem que ver. Quando o navio chegou ao porto de Santos, tinha uma comitiva enorme, todos irmãos da minha mãe. E duas irmãs do meu pai que ficaram por aqui casaram. Fomos todos para a casa da vó Kumayo (materna). Achava meus primos lindos, eles me abraçavam, me beijavam...

Vir para o Brasil foi a grande felicidade. Logo quando cheguei estranhei o café da manhã brasileiro. Não tinha nenhuma vontade de comer pão com manteiga, café com leite... Queria comida, arroz, misoshiru. Achei chocante entrar de sapatos em casa. Era tudo muito rústico aqui e as pessoas não tinham idéia de que o Japão era mais desenvolvido. Tudo era mais sujo, mais rústico, mais atrasado... E olha que o Japão estava em reconstrução. Por outro lado, achava muito chiques aquelas luminárias em todas as casas que eu ia, todas tinham luminárias de cristal na sala de estar ou de jantar. O que mais gostei no Brasil foi a sensação de espaço e o afeto, as pessoas todas muito afetuosas. A irmã da minha mãe, Laura, casou com um filho de italianos, Jeremias Meneguini. A tia Laura fugiu da família pra se casar – naquele tempo não existia morar junto, era casar mesmo. A família Mayumi ficou seis anos sem falar com eles, depois retomaram o contato. Os italianos são muito alegres nas festas! Outro tio meu casou com uma brasileira, era o filho querido da avó, porque na família tinha mais mulheres. Então o filho ideal de repente casou com uma mineira. Na geração dos meus primos 50% casaram com brasileiros. A família do meu marido, José Cavalcanti, é de Pernambuco. Tivemos três filhos, todos casados: Cazuma, pai do meu neto Akytã, Diogo e Kenzo.

Depoimento à jornalista Patrícia Patrício
Fotos: Chi Qo e arquivo pessoal de Kimi Nii


Enviada em: 05/03/2008 | Última modificação: 07/03/2008
 
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Comentários

  1. mariana_figueiredo4@hotmail.com @ 5 Mar, 2008 : 20:30
    Parabéns! Com certeza temos que valorizar muito mais a diversificada cultura do nosso país. Seu trabalho é muiito legal. De verdade! Parabéns novamente por expor a sua história aqui.

  2. mat5 @ 7 Mar, 2008 : 13:29
    parabens

  3. Madoka Otsuka @ 29 Mar, 2008 : 09:26
    Li a história de vida, e as fotos de Kimi Nii. Dá um livro a história toda da família. Sou fã dos trabalhos dela, infelizmente só conheço através de fotos. As fotos do ateliê, no bairro do Butantã, enviadas por ela e do Chi Qo estão estupendas! Muito boas, adoreeei. Li que ela morou na mesma cidade que eu, Embu. As flores que ela plantou no jardim, me lembraram meu pai e minha avó, já falecidos, que também adoravam a helicônia, e que belo título: jardim de afetos perfumados. Pelas fotos passa a imagem de uma mulher forte, vigorosa, jovem e bonita. Parabéns Kimi Nii, adorei o seu nome e significados. Sayonara Madoka Otsuka

  4. ivantaba@hotmail.com @ 10 Abr, 2008 : 23:17
    Obrigado, por compartilhar a história da sua vida, com todos nós. Este depoimento, é um relato dos sobreviventes que sentiram o drama deste período. Ler sobre a vida de Kimi é sentir toda a sua sensibilidade que se transforma em obra de arte.

  5. Adriana Matsumoto @ 29 Ago, 2008 : 08:20
    Parabéns! Acompanho seu trabalho através das peças fotografadas para a Revista Casa Cláudia. Gostaria muito de poder comprar algumas cerâmicas para minha casa.

  6. t.sugui@hotmail.com @ 29 Ago, 2008 : 14:09
    Conheci a Kimi Nii nos anos 60, e fico contente que ela continua ainda na luta. Parabens. Tomoaki Sugui

  7. jorge @ 7 Nov, 2008 : 11:24
    muito interessante

  8. djucilene@yahoo.com.br @ 10 Nov, 2008 : 21:28
    muito interessante,seu trabalho conheci algumas pecas através de um amigo.

  9. CERAMISTAS GOSTARTA DE MANTER CONTATO COM @ 15 Ago, 2010 : 06:56
    Kimi Nii GOSTARIA SABER COMO POSSO DIVULGAR SEUS TRABALHOS E APRIMORAR MINHAS PESQUIZAS SOBRE CERAMISTAS

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