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Agnês Mäyümi

São Paulo / São Paulo - Brasil
46 anos, Biomédica Embriologista e Acupunturista

Infância


Minha mãe morou no Rio Grande do Sul até os seus 16 anos,época em que arranjou emprego e se mudou para São Lourenço (MG) e depois a procura da familia Yamaguchi,foi para o Rio de Janeiro onde, pôde conhecer algumas primas, uma tia e sua avó, alguns minutos antes de sua morte; por intermédio destas primas, soube do paradeiro do restante da Familia Yamaguchi em São Paulo,onde veio morar no bairro da Casa Verde, na casa da dona do Salão onde ela e uma de suas primas trabalhavam como cabeleireiras, onde no ano de 1970 uma prima do meu pai o levou para conhece-las, ele que havia chegado ao Brasil em 1965 a bordo do Navio Sakura-Maru, vindo da província de Nagasaki e tendo vindo ao encontro dos meus avós e tios que já se encontravam no Brasil desde 1963. Segundo me contam, meu pai foi conhecer a prima da minha mãe, mas terminou se simpatizando com minha mãe, então meus avós e meu pai foram até o Rio Grande do Sul, onde ficaram noivos e se casaram em São Paulo, minha vó Samo, já muito doente, terminou falecendo alguns meses antes do meu nascimento no ano de 1973 e meu avô Kazuei no ano de 1975, mas eu infelizmente não pude conhecê-lo, uma vez que quando fui com 1 ano de idade para o Rio Grande do Sul, meus primos mais velhos haviam contraído Sarampo o que nos impossibiltou.
Tive uma infância de filha única,sem amiguinhos para brincar na rua, a não ser quando ia para o Sul, onde lá me transformava em uma moleca juntamente com meus outros primos, subiamos em árvores, quebrávamos camas de tanto pular, brincavamos na terra, corriamos de panela de água atrás de meus tios...
Graças a Deus pude conviver bastante com meus outros dois avós, meu Dithan, que morava na Liberdade e trabalhava na Toyota, que me lembro com Saudades,de me dar metade do seu sanduiche de pão com presunto que ele ganhava e guardava para me dar algumas vezes em que nos encontravamos no metrô e do moti verde que ele me dava na época em que o pessoal ia fazer moti-tsuke no Colégio São Francisco de Assis no Ipiranga.
Da Vó Maria(Sayo), lembro-me dos inúmeros mimos que fazia para os netos, como "aquele pastel", "aquele franguinho"e aquele pãozinho, guloseimas, que todos tentam, mas ninguém consegue imitar; da vez em que fui no mês de Julho e ví os melões nascendo no quintal e lhe disse que era uma pena que não pudesse comê-los, ela guardou por três meses 1 melão para mim, que na verdade eram 3, mas minha tia Luisa conseguiu comer 2 e minha vó disse que o outro poderia estragar, mas que ela ia mostrar, que havia guardado para mim.
Seis meses antes de seu falecimento,como que por pressentimento me lembro que ela chamou ao Caio e a mim e nos fez jurar que pelo menos nós dois faríamos faculdade, pois ela não tinha tido esta felicidade em vida, mas que nós um dia teríamos o diploma, que para meu avô não servia para nada os ínumeros que ele tinha, na época em que vieram para o Brasil, mas que é essencial para nós.


Enviada em: 09/05/2008 | Última modificação: 10/05/2008
 
« Nagasaki-Hokkaido Promessa Cumprida »

 

Comentários

  1. Silvio Sano @ 9 Mai, 2008 : 09:32
    Querida Mayumi-chan. Já estava na expectativa dos textos quando vi postadas as fotos primeiramente. E fiquei emocionado ao lê-los. Confesso que não imaginava que sabia tanto assim sobre os ancestrais, ou, mesmo não sabendo, que tivesse tanto interesse assim sendo da terceira geração. A tia Kazue e eu ficamos muito felizes e orgulhosos com essa sua postura e torcemos pelo sucesso em suas pesquisas com embriões que, sempre, por mínimo que seja, trata-se de contribuição à humanidade. Um grande beijo.

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