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  Conte sua históriaSamantha Shiraishi › Minha história

Samantha Shiraishi

São Paulo / SP - Brasil
48 anos, jornalista

Café em lata


Vi no blog 30 e alguns fotos com Curiosidades do Japão do Tokyo Times que me fizeram lembrar destas diferenças culturais. O café e pão em lata me lembraram no quanto Gui e eu nos habituamos a tomar café no caminho do trabalho quando morávamos em Tokyo. Até hoje tenho saudade de um pão com camembert e “cream coffee” que eu comprava no kombini a caminho do jornal.
O café foi levado para o Japão (em larga escala) como uma estratégia de marketing da empresa UCC para tentar popularizar o consumo do leite na década de 1960. Virou moda e caiu no gosto dos japoneses e é tão fácil encontrar máqinas que vendam cafés e chás (quentes ou gelados, dependendo da estação do ano) que é impossível não se habituar.
Agora quanto à barba postiça que os homens japoneses estariam usando (leiam lá)… é estranha, mas lá os modismos são tão “fora do meu normal” que pode ser verdade. Ou pode ser daquelas coisas que saem na TV do mundo todo para inglês ver e que dentro do país a gente não vê! Quando morava lá, muita gente me perguntava destas coisas diferentes que o Fantástico e outros programas citam e lá não eram acomuns nem populares.
Mas a aparência é muito importante para eles, há um culto à forma como se apresentam em público que eu já estou desaprendendo, mas deixou raízes fortes em mim, na minha conduta social. Lá uma mulher sair sem maquiagem (sem base, pó, sombra) é como sair suja, descabelada, é ser relaxada ao extremo. Homens e mulheres se depilam, cuidam muito de todos os detalhes e isto me remete ao Nô e Kabuki, às gueixas e tudo que se depreende quando estudamos a cultura japonesa, tão mais antiga que a nossa. A arte e a estética deles é tão cheia de detalhes e sutilezas que me fazem sempre pensar que é um verdadeiro culto e busca incansáveis do belo e da perfeição. Se é preciso tirar pelos com eletrólise e colocar depois barbas postiças, aí já não sei, mas que é uma obcessão que tem nos trazido coisas bonitas, isso é. Mas, infelizmente, as duas coisas que o post da Veridiana me lembraram, a busca deles por beleza e praticidade, me fazem ver que caminham sempre na contramão do tão sonhado desenvolvimento sustentável. Que pena! :(

http://samanthashiraishi.wordpress.com
http://movimentodekassegui.blogspot.com
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3033445


Enviada em: 02/01/2008 | Última modificação: 10/01/2008
 
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Comentários

  1. Sílvio Sano @ 3 Jan, 2008 : 12:43
    O que se percebe aqui é que Sam, como gosta de ser chamada, muito simpática, por sinal (talvez uma das razões de eu ter me abdicado do Sam para retomar o Sano – rsrs), cumpre bem uma das causas que abraçou em prol dos dekasseguis, não apenas com informações trabalhistas, como também com reflexões sobre posturas cidadãs. A outra, a da mãe em prol da educação dos filhos não aparece tanto aqui, de forma justificada, mas quem a conhece sabe de sua dedicação, e com muito carinho, a essa causa, com a qual convive no dia-a-dia. Confira: http://samanthashiraishi.wordpress.com. Mas eu, que sou muito curioso sobre o tema que é escopo deste site, quero ler mais sobre o ditian Sadanori e suas aventuras pelo Mato Grosso, até por sua pouca idade quando veio ao Brasil (estaria completando a cota de alguma outra família, ou da própria?) e, bem como sobre sua relação (Sam) com os pais, tios e até avós de outras formações culturais diferentes, privilégio, aliás, que este país, de mais de 60 nacionalidades imigrantes, possibilita.

  2. Fátima Franco @ 8 Jan, 2008 : 14:47
    Oi, Samantha: estou elaborando um post sobre o Centenário e foi muito bom te encontrar aqui. Suas informações são ótimas e aí é que a gente descobre que desconhece taaaanto sobre o assunto. Abs

  3. Sam @ 9 Jan, 2008 : 13:12
    Silvio, que gentil comentário. Um gentleman, como sempre. Sim, estou devendo um texto sobre o Ditian Sadanori. Ele veio para cumprir uma cota, mas não vou contar, a história é boa e vale um texto especial. Minha relação com os tios (7 do lado paterno) e primos (perdi a conta de quantos são, pois os filhos dos primos é que são da minha idade, mas vou contar e fazer um texto sobre eles tb) é de aglutinadora, mantenho um blog privado onde postamos fotos uns dos outros para nos mantermos informados sobre o que se passa, chama-se Álbum de fotos da Batian Matsuno (Sutou) Shiraishi. Uma idéia que muitas familias poderiam adotar, pois tem nos aproximado, inclusive as gerações mais novas e distantes (filhos e netos de primos). Agradeço sua gentileza em escrever aqui e me provocar a lembrar de tantos temas. Abraços Sam

  4. Sam @ 9 Jan, 2008 : 13:13
    Fátima, que coisa boa encontrá-la aqui também! Assim que fizer seu texto me avise, quero ler. Abraços Sam

  5. Yassuda Renato @ 9 Jan, 2008 : 17:26
    Prezada Samantha; Admirei suas histórias e relatos. Por coincidência, além de ter um ancestral da mesma provincia dos seuss,também tenho uma prima filha de pai descendente de japones com mãe descendente de alemão, mas ela nasceu em Londrina-PR e hoje é médica no Rio de Janeiro. Gostaria que você pudesse ler minha história de vida também. Ficaria muito honrado. Obrigado.

  6. abilio @ 18 Jan, 2008 : 18:47
    verdadeira historia imin 100 esta nesse site www.imigracaojaponesa.com.br

  7. Caroline Yamaoka Hoffmeister @ 3 Fev, 2008 : 18:40
    Samantha... achei lindos seus textos e sua historia de vida... também sou decendente de japonês e alemão, mas no meu caso, meu pai é alemão... e olha só...também do Paraná heheh... um abração...espero ler mais coisas sobre você!

  8. Emanuelly Pereira de Andrade Paes @ 18 Jun, 2008 : 18:10
    Tikara e Keika,são japoneses,mas a Keika não parece ser, ela brasileira ou é japonesa mesmo?Mas também eu queria saber que dia que eles aparecerão nos gibis da turma da mônica?

  9. Toyoyuki Kaya @ 17 Jun, 2010 : 12:59
    Samantha, li atentamente a sua história, bem como da sua família. Muito legal! Constatei que fui colega do seu pai no Banestado em Curitiba. Gostaria de manter contato com êle. O meu e-mail: Toykaya@gmail.com Também, escrevi algumas coisas contando a minha história nessas páginas. Abraços.

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Este projeto tem a parceria da Associação para a Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil

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