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  Conte sua históriaTatiana Aoki Cavalcanti › Minha história

Tatiana Aoki Cavalcanti

São Paulo / São Paulo - Brasil
34 anos, Jornalista

De onde eu vim?


Sabe como é ficar 21 anos sem saber de onde eu vim? Bom, acho que nunca tive muita curiosidade em saber quais são minhas origens. Só que, como todos sabem, 2008 é o centenário da imigração japonesa no Brasil. Aí, é encomenda de árvore genealógica pra cá, comemorações pipocando pra lá, matérias e mais matérias sobre o assunto na mídia... E, então, bate um peso na consciência: de onde eu vim?

Perguntei para minha mãe, Julia, e ela me disse que sua família, Aoki, veio do Japão, mais especificamente de Wakayama-Ken, uma província quente do país do sol nascente... Sei que meus bisavós, Manryo e Kohina Aoki, vieram com mais seis filhos (incluindo meu avô) para São Paulo, na região de Ribeirão Preto, em 1933.

Juntaram muito dinheiro e, após alguns anos trabalhando na lavoura de café, compraram terras na região de Avaré (SP), adquirindo a primeira casa própria em 1945. Após tais dificuldades, os Aoki prosperaram e, em 1949, já tinham carro e eram fazendeiros conhecidos na região.

Meus bisavós tiveram, no total, 9 filhos, e cada um se dedicou a áreas diferentes, deixando a fazenda para trás.

Meu avô, Michio, casou-se com minha batian, Tsuyako Aoki, em 1951. Desse casamento nasceu minha mãe e mais dois tios.

Já meu pai nem é descendente de japoneses: ele é da família Cavalcanti Silva (as maiores do Brasil, por sinal), nasceu no Piauí e foi bem novinho para o Rio de Janeiro. Meu pai conheceu minha mãe em um "sambão" de São Paulo, cidade em que ambos trabalhavam. Assim, após alguns anos de namoro, eles se casaram, e minha irmã nasceu, em 1984. Já eu nasci em 1986, há 21 anos atrás. Ufa! Acho que, resumidamente, é isso. Mais detalhes, leia nos próximos episódios...


Enviada em: 12/02/2008 | Última modificação: 12/02/2008
 
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Comentários

  1. Juliana Sayuri @ 19 Dez, 2007 : 12:46
    Tati, Também tô no site: http://www.100anosjapaobrasil.com.br/perfil/80/ Acho que o trabalho da Maysa foi legal pra gente, né? Um bjo!

  2. Mariana @ 1 Abr, 2009 : 05:04
    Olá!! sou Aoki também. Interessante a história.

  3. mario katsuhiko kimura @ 1 Abr, 2009 : 07:25
    Parabens por regatar a historia de sua família, admiração maior por voce ser jovem, sanssei, ainda ai-no-ko (mestiço). Sei que está fazendo valer a sua profissão escolhida, no entanto, registro que não deveremos desmerecer seu enorme esforço, dedicação, gastos com viagens, tempo despendido, tudo para buscar o seu passado de origem oriental. Parabéns. Suas historias ficaram muito boas, gostosas de ler e espero que continue a sua pesquisa para colocar na sua página, afim de que possamos deliciar com as leituras/informações. Saúde, paz e sucesso na sua profissão

  4. Silvio Sano @ 6 Abr, 2009 : 01:56
    Parabéns, Tatiana, por sua profunda pesquisa, mas principalmente por seu “reacendido” interesse pelas raízes. Uma das ótimas contribuições deste centenário, é que, ao menos, levou muita gente a esse tipo de reflexão. Não apenas os jovens. Eu mesmo fui descobrir muitas coisas sobre minha família (leia também no perfil de meu irmão, Jorge Tsuneharu Sano) só a partir desse momento histórico. Ótimas e decepcionantes descobertas, sim, mas, tudo... no fim, transformando-se em grandes ensinamentos. E neste país multirracial, onde podemos fazer um intercâmbio cultural sem a necessidade de cruzarmos fronteiras, a melhor contribuição que podemos dar à nação é tornando isso uma realidade. Você mesma que já é um produto da miscigenação que este país propicia, deve ter sentido essa vantagem. Sua herança não foi apenas genética (se bem que, também, uma vantagem), mas principalmente cultural. E intercâmbio justo é aquele em que há realmente a troca, de lá pra cá e daqui pra lá. Por isso é preciso que se conheça as próprias. Né, não? Pois é, e vendo este seu sincero interesse, informo-te (talvez já saiba) que no Memorial do Imigrante da Secretaria da Cultura do Estado (www.memorialdoimigrante.sp.gov.br), você pode obter uma Certidão de Desembarque de seus primeiros ancestrais... caso tenham aportados em Santos. E é reconhecido como documentos pelos consulados estrangeiros no Brasil. Mas vale a pena visitá-lo já que se trata de um prédio muito bonito, tombado pelo patrimônio, e que foi construído para ser a Hospedaria daqueles imigrantes. Sem contar o ótimo acervo... de todas as nacionalidades imigrantes (mais de 60). Quem sabe os seus bisavós, de ambos os lados, não tenham passado por lá? Um grande abraço.

  5. Tatiana Aoki @ 6 Abr, 2009 : 10:52
    Obrigada pelos comentários. Estou no Japão atualmente, mas volto em maio. Vou procurar esse acervo no Memorial quando chegar - se bem que, na realidade, eu queria mesmo é visitar meus ancestrais aqui no Japão antes de voltar ao Brasil.

  6. Silvio Sano @ 7 Abr, 2009 : 12:16
    É isso aí, Tatiana. Se não encontrar os parentes, ainda assim vc pode obter informações sobre eles no shiyakusho onde nasceram. Dá para formar até a sua "árvore". Leve o seu koseki tohon. Se algum amigo nativo puder acompanhá-la, melhor. Sucesso!!

  7. Takeshi Misumi @ 14 Abr, 2009 : 12:13
    Tatiana, parabéns! Parabéns por seu questionamento: “De onde eu vim?” Não somente questionou como “foi atrás” -: “...comecei minha busca incessante de pessoas que me orientassem na compreensão do “ser quem eu sou”. Parabéns não somente por ter encontrado as pessoas certas, como também pelas citações de pensamentos inteligentes. A propósito, gostaria que você informasse os dados completos da autora Bosi mencionada em diversos trechos de seus relatos, indicando nome completo, nome do livro, editora etc. Parabéns pela iniciativa de “descobrir o mistério de sua família”, mesmo tendo que sacrificar suas economias. Parabéns pela concatenação de idéias nos seus relatos. Sensacional seu raciocínio quanto “...a utilização das novas tecnologias no sentido de unir as pessoas...” concluindo que “...provavelmente a geração mais jovem quer se voltar ao futuro em detrimento do passado”. Parabéns a você, que mesma com a tenra idade – apenas 23 anos – consegue raciocinar com tanta maturidade. Talvez a profissão que você escolheu facilite nessa missão – descobrir suas origens. Mas, os seus relatos são de alta qualidade e de uma profundidade incomum. Como você descreveu ... “ a história de uma família não acaba, nem acabou.” Porisso, Tatiane, prossiga nessa busca incessante. Você irá descobrir muitas coisas interessantes. Esse processo de busca tornará você cada vez mais sábia. Continue escrevendo seus relatos para o deleite dos leitores deste site.

  8. Tatiana Aoki @ 14 Abr, 2009 : 14:00
    Olá, Nossa, muito obrigada pelos comentários! Confesso que deu trabalho para coletar os dados - que, ainda assim, ficaram várias lacunas. Tenho o trabalho completo comigo, com mais arquivos, bibliografia, entre outros dados. Se interessar, é só falar que te mando por email. Abraços,

  9. Mirian @ 5 Out, 2010 : 06:26
    alguem conhece um amigo meu claudio henrique aoki, morava em curitiba foi para o japao e voltou, hoje sei que esta casado com juliana, mas quero rever o meu melhor amigo e conhecer sua esposa.para contato sobre informaçoes: avonmirian@ig.com.br

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