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Miriam Hirata Karassawa

São Paulo / São Paulo - Brasil
65 anos, Psicóloga

MOMENTO OBATIAN/ ODITIAN


“BA” “DI” Para nossos netos.

Cinquenta e tantos ... Me sinto, obscuramente, no esquecimento, nas limitações;que o tempo passou muito depressa do que imagino. Essa
“ maturidade” tem as suas alegrias e as suas compensações – embora eu esteja descobrindo...

Todavia as vezes me dá aquela nostalgia. A saudade de alguma coisa que eu tinha e me fugiu sutilmente há algum tempo. Braçinhos de criança no meu pescoço. Choro de criança. O barulho, o tumulto, os corre corre , a hora do banho, as lições de casa. .. Quantos anos se passaram ??

Para onde foram as crianças ???
São os adultos que hoje, nossos filhos, que têm sogro e sogra, esposa, emprego, apartamento, as prestações e as responsabilidades.

São homens e mulheres - não são mais aquelas crianças que me recordo.
E então um belo dia, aquelas criançinhas da qual morro de saudades nos dá os netos...

Os pais tem todas as vantagens ... Dorme com eles, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-os. Embala-os de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Nós “Ba” e “Di” oferecemos a sedução do imprevisto.

Moramos em outra casa. Levamos presentes. Fazemos coisas não programadas. Levamos a passear, "não damos bronca". Deixamos lambuzar de pirulitos, chocolates e sorvetes.

Imagino o prazer que será muito acima da alegria de sair de mãos dadas com os netos para um passeio. E quando embalarmos e ele tonto de sono, abrir um olho, nos reconhecer, sorrindo e dizendo: "Ba!"... nossa !!! meu coração de felicidade, lembrará como pipoca estourando na panela.

Será nosso misterioso entendimento entre “Ba e “Di” e os netos.


Enviada em: 30/09/2011 | Última modificação: 30/09/2011
 
« Convivência com as situações de luto e perda de nosso pai

 

Comentários

  1. Ioshiko Mizusaki Imoto @ 20 Fev, 2008 : 07:30
    Miriam , fiquei feliz por conhecer um pouco mais da família Karazawa, pois convivemos com todos eles a partir do Sr Togi e Dona Ayako que sempre admiramos e respeitamos. A Loja Karazawa era uma referência na região , era onde encontrámos os melhores sapatos e melhores tecidos. Era uma felicidade quando minha se arrumava toda e dizia que ia fazer compra na loja e vinha com os pacotes embrulhados em papel cor-de-rosa e amarrados com barbante. A meninada toda a rodeava para ver abrir os pacotes e esperar para ver as surpresas de cada um.Era uma alegria. Interessante é que ela escolhia e nós adorávamos suas escolhas. Felizmente a minha mãe tinha muito bom gosto. Lembro-me também que diziam que o Yuki tinha a maior coleção de discos LP de Bernardes e eu achava isso o máximo! Da família Karazawa só temos lembranças boas, parabéns! Ioshiko

  2. emilia karazawa tachibana @ 20 Fev, 2008 : 19:56
    Miriam. Fiquei muito feliz de ver a história de meu tio Kimio colocada por voce nos relatos da imigracao. Aos 90 anos ele se dispor a escrever a história da família dele, relatando uma por uma a vida de seus irmaos. Lúcido e cheio de energia, com certeza, sua colocacao vale como uma homenagem.Parabéns!

  3. madalena shizuka aoki pirozzi @ 19 Abr, 2008 : 19:58
    Ois: Talvez vcs me conheçam, sou de Álvares Machado, ilha de Sussumu Pedro Aoki e Fuyuka Aoki.Meu pai iniciou as atividades da Cooperativa Agrícola de Cotia na cidade e trabalhou lá até se aposentar quando veio para a Capital. Eu me recordo da loja Karazawa. De fato era excelente a loja e era uma festa quando minha mae fazia compras. Sei que meu pai conheceu intimamente os irmãos Karazawa e era amigo.Um tio meu, Francisco Hirata,quando jovem trabalhou na loja. Um abraço a todos , Madalena

  4. Hermenegildo Barbato-Didio @ 2 Mai, 2008 : 22:18
    Poxa, quem nao se lembra das Casas Karazawa la em Alvares Machado. Tinha eu 12 anos de idade quando comecei a trabalhar na Brasmentol, como office-boy. Todo dia ia ao correio, pois as correspondencias na época eram apanhadas na caixa postal. Quantas vezes, passando em frente deste comercio, deparava com o patriarca Karazawa, ja bastante idoso, sempre com uma boina na cabeça, vez ou outra, parava uma criança que passava por ele e colocando a mao no bolso, tirava balas de hortela e oferecia para a garotada. Boas lembranças - Didio

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