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  Conte sua históriaDanshiro Hirata › Minha história

Danshiro Hirata

Houston / Texas - EUA
71 anos, Engenheiro

"Shogui" da vida de Komakiti Hirata


O SHOGUI é um jogo milenar, a versão japonesa do popular jogo de xadrez. Tal qual o seu equivalente ocidental o shogui é um jogo de estratégias e movimentos táticos que visam capturar o rei adversário.
O tabuleiro do shogui possui 81 posições (9x9), todas de uma mesma cor. Cada jogador inicia o jogo com 20 peças que possuem hierarquias e movimentos semelhantes aos do xadrez. Uma diferença marcante do shogui é que as peças conquistadas podem retornar ao jogo como integrante do arsenal do oponente que as capturou.

No começo dos anos 30 o jovem Komakiti Hirata iniciava o grande “shogui” da sua vida. Exímio artesão, Komakiti trabalhava em uma fábrica de “sakedaru” (barril para sake feito de tábuas de cedro suportado por aros de bambu) na província de Fukuoka. Seu amigo de infância e companheiro de ofício se chamava Kanekiti Yura. Naquela época a arte de fazer barris artesanalmente lhes propiciava uma renda razoável mas já havia fortes indícios de que a revolução industrial viria obsoletar o artesanato. O fantasma do desemprego em massa devido a mecanização chegava naquele rincão na ilha de Kyushu que também sofria como todo o resto do país a escassez de alimentos. A perspectiva para os dois amigos não era muito boa naquela profissão. Decidiram que deveriam fazer algo antes que o pior acontecesse. Seu amigo Kanekiti era solteiro e tinha mais opções mas Komakiti já estava casado com uma filha recém nascida. Quarto filho da família de Sanziro Hirata, Komakiti não tinha a menor expectativa de receber herança de seus pais.

Estratégia I . Trabalhar duro, acumular fundos

No shogui um jogador traça a estratégia de abertura para dar inicio a partida. Os movimentos são feitos uma peça de cada vez. O oponente por sua vez tenta armar o jogo conforme a sua estratégia. A cada jogada um novo cenário surge. O confronto dos oponentes no tabuleiro é uma imitação da luta que travamos no dia a dia. A vantagem é que no shogui as regras são pré-definidas, ao contrário da vida cujas regras nem sempre são conhecidas e muitas vezes aprendemos com os próprios erros.

Em 1934, Komakiti tomou a decisão de interromper o seu trabalho de artesão e embarcar num projeto audacioso para conseguir fundos e então começar um negócio próprio. Inscreveu-se para ir ao Brasil.
Junto com esposa Kiyoka e a filha Ayako de apenas dois anos, embarcou no porto de Kobe no navio Hawaii-Maru rumo ao desconhecido país na América do Sul. Na bagagem apenas pertences pessoais e um grande sonho. A idéia era trabalhar firme, juntar as economias e regressar a Fukuoka o mais rápido possível. Prometera fazer isso em cinco anos, acontecera o que acontecesse.

Komakiti e sua família chegaram em Santos em setembro de 1934 e foram parar numa fazenda de café em Presidente Venceslau, na região da Sorocabana. Moravam em casa de pau a pique, parede de coqueiro e teto de sapê. Não tinham energia elétrica, nem água encanada, além de mal falarem o idioma do país e comerem comidas estranhas a seus costumes.Trabalharam de sol a sol, sem descansar domingo ou feriado. Malária e outras doenças tropicais ceifavam vidas num lugar onde qualquer auxílio médico era remoto e quase inexistente. Aguentaram de tudo para poder concretizar o projeto traçado.

A vida se mostrou um adversário formidável e não deu moleza a Komakiti. Durante os primeiros quatro anos o casal teve duas filhas, Shizuko e Mizue, mas sem socorro médico, ambas sucumbiram de malária antes de completarem dois anos de vida. Em 1939 nasceu o primeiro varão, Yoshiyuki. Depois de cinco anos de trabalho árduo e sacrificado, o casal finalmente se preparava para regressar ao Japão. O dinheiro não era muito mas a vontade de regressar era maior. Mas a vida lhes reservava outra grande surpresa.

Estratégia II. Paciência e calma, esperar o melhor momento

No shogui às vezes somos surpreendidos com manobras do oponente que não conseguimos prever ou que não podemos evitar. Quando isso acontece o melhor é ter paciência e calma para analisar a situação e fazer os movimentos antecipando várias jogadas futuras. Na vida real as coisas são um pouco mais complicadas.

Em 1939 o Pacífico começava a arder em chamas no que seria o começo da Segunda Guerra Mundial. Cartas de parentes no Japão recomendavam paciência e aconselhavam aguardar o fim da guerra para iniciar a viagem de regresso. Na época muitos imigrantes que planejavam a viagem de volta não puderam concretizar os planos. Em decorrência, muitas famílias acabaram comprando sítios próximos uns aos outros e formaram comunidades de pequenos agricultores onde podiam ainda que precariamente viver os costumes e tradições do país de origem.

Enquanto esperava a oportunidade para regressar ao Japão , Komakiti também resolvera aplicar o dinheiro economizado na aquisição de trinta alqueires de terra em Presidente Venceslau. Infelizmente a transação foi mal sucedida. Sem entender a língua e envolvido numa longa encrenca judicial Komakiti acabou perdendo não só a terra mas todo o dinheiro que havia investido. Sem recursos, o plano de voltar ao Japão teria que esperar mais alguns anos. Naquele momento a prioridade era assegurar a sobrevivência da família que ja havia aumentado de tamanho. Yoshiko, Zilo e Saburo nasceram durante o periodo em que a familia esperava o fim da guerra.

Diz o ditado popular que "desgraça pouca é bobagem". Não bastasse o desastre financeiro, mais uma tragédia na família acabaria definitivamente com o sonho de um dia regressar ao Japão. Saburo, depois de completar dois anos de vida, foi vítima de um acidente doméstico fatal. A terceira morte na família em solo brasileiro e quatro filhos sobreviventes fez Komakiti repensar a estratégia.

Numa decisão radical resolveu “mudar de ares” e foi em busca de uma nova colônia de assentamentos em Guaimbe, na região de Lins (Noroeste de São Paulo), onde se cultivava o bicho da seda. Nesse lugar, entre famílias de imigrantes que se envolviam na disputa entre as facções ganhadora e perdedora (os katigumis e os makegumis), Komakiti e sua família empenharam num trabalho intenso para reequilibrar o orçamento e garantir as mínimas condições de sobrevivência. Falando paupérrimamente o idioma português, Komakiti entendeu que alimentar obsessivamente o sonho de voltar ao Japão colocara a família numa situação extremamente complicada. Nessa época nasceram Danshiro e Yukiko, respectivamente o oitavo e nono filhos do casal.

Estratégia III. Sacrifício dos irmãos mais velhos para benefício dos mais novos

A convite de conhecidos oriundos da província de Fukuoka, a familia Hirata mudou em seguida para a colônia no Bairro Corrego Olímpia, no município de Pacaembu, na região da Alta Paulista. Ali com a compreensão e ajuda de outros imigrantes a família conseguiu equilibrar o orçamento e pôde armar a estratégia para a próxima etapa de sua jornada. Em 1954 nascia Suetsugu, o caçula da família. Os filhos mais velhos freqüentaram a escola rural mas o aprendizado foi muito precário. Naquela comunidade todos falavam o japonês e o ensino fundamental em português não passava do quarto ano primário. Komakiti decidiu que o sucesso da geração dos filhos requeria uma decisão drástica: para que os filhos mais novos pudessem avançar nos estudos os filhos mais velhos teriam que se sacrificar. Isso significava parar os estudos e trabalhar para garantir o sustento da família.

Estratégia IV. Investir na educação dos filhos!

Essa decisão implicou na necessidade de mudar o estilo de vida. Em 1959, depois de vinte e cinco anos de trabalho árduo no campo, Komakiti e família se mudaram para Marília, Estado de São Paulo. Marília oferecia melhores condições para educar seus filhos mais novos. Os filhos mais velhos se empregaram como assalariados no comércio e na indústria local.

Com um pequeno comércio no Mercado de Marília, Komakiti e Kiyoka trabalharam duro para sobreviver e proporcionar condições para que seus filhos mais novos pudessem seguir os estudos. Felizmente a estratégia deu resultado positivo. Depois de alguns anos, dois dos três filhos se formaram engenheiros. Um deles se formou pelo conceituado Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e continuou os estudos até obter o título de mestre nos EUA. A estratégia de Komakiti abriu caminho para que a geração seguinte tivesse oportunidade de estudo. Hoje seus netos e bisnetos ja concluíram ou estão agora cursando escolas de nível superior.

“Tsumishogui” e Xeque-mate!

O final de uma partida (chamado “tsumishogui”) é geralmente cheia de lances emocionantes. Diferente do xadrez, no shogui uma grande vantagem material facilita mas não assegura a vitória. Como as peças capturadas voltam ao tabuleiro é possivel virar o jogo com uma estratégia bem armada e concatenada com movimentos táticos precisos. Tambem na vida real a quantidade de bens materiais acumulados nem sempre representa sucesso do indivíduo como ser humano.

Komakiti adorava shogui mas não teve tempo para jogar como gostaria. Talvez por isso nunca conseguiu passar de um jogador mediano. Mas a sua vida e seus ensinamentos mostram que ele foi um exímio estrategista e suas manobras táticas foram, no tabuleiro da vida, dignas de um grande mestre. Foram muitas as adversidades que enfrentou mas jamais se deixou sucumbir diante delas. Não bastasse a difícil vida de agricultor na época, ele sofreu três vezes a morte de um filho, um desastre financeiro que devastou sua vida e que deixou por terra o seu sonho de um dia regressar ao Japão. Em tudo isso ele nunca deixou de viver os valores morais que trouxe do Japão e de cumprir seu papel como chefe de família. Se hoje a segunda, terceira e quarta gerações gozam de um padrão de vida razoável neste país muito devemos a Komakiti e seu espírito incansável de luta.

Os que o conheceram de perto sabem que Komakiti sempre manteve um espírito brincalhão e otimista em relação a vida. Ele sempre procurava participar de eventos da comunidade em que vivia e animava as festas com cantos típicos (entre outros talentos Komakiti era cantor de “naniwabushi” e lutava sumô). Era fã das epopeias de samurai e adorava entreter seus filhos contando estorias recheadas de lendas e assombrações. A maioria dos contos continha alguma mensagem moral e filosófica, espírito de abnegação, retitude e senso de justiça. Atributos e qualidades com que ele procurou pautar sua vida e sobretudo passar a seus descendentes.

As armadilhas que a vida lhe preparou derrubaram Komakiti várias vezes mas ele sempre levantou depois de cada batalha. Após anos de lutas incansáveis, finalmente em 1980, Komakiti retornou a seu tão sonhado país natal para visitar amigos, familiares e o tumulo de seus antepassados. A seu convite, Kanekiti Yura, seu amigo de infância que resolvera vir ao Brasil, também retornou ao Japão na mesma viagem. Juntos cimpriram a promessa ainda que com um atraso de quase cinqüenta anos. Xeque mate. Banzai!

Em todos esses anos Komakiti teve sempre ao lado uma figura forte que em silêncio o acompanhou na sua jornada, apoiando-o nos momentos mais difíceis, regozijando nas suas alegrias e sobretudo assegurando a educação dos filhos. Sua preocupação era que seus filhos vivessem os valores dos nikkeys e que, acima de tudo, se tornassem cidadãos exemplares na sociedade brasileira. Essa figura é Kiyoka Hirata, minha mãe. Sem ela esta história teria sido diferente e seu desfecho seria outro.

Meu pai, Komakiti, nos deixou em dezembro de 1983 em Campinas. Minha mãe foi juntar se a ele em fevereiro de 1997.


Enviada em: 04/05/2008 | Última modificação: 04/05/2008
 

 

Comentários

  1. Rita de Cássia Arruda @ 4 Mai, 2008 : 16:09
    Prezado Danshiro: Impossível não ficar emocionada com seu depoimento sobre a vida da família Hirata no Brasil. Seu pai, com certeza, era um homem de muita fibra. Se é verdade que no Shogui o Sr. Komakiti nunca conseguiu passar de um jogador "mediano", como você mesmo disse, com relação ao jogo da vida mostrou-se um excelente estrategista. Em momentos de crise, nem sempre é fácil "levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima". Não é todo mundo que consegue. Não deve ter sido nada fácil para ele e para a Srª Kiyoka superar a perda dos filhos e o baque financeiro em suas vidas. Ainda assim - que belo exemplo o dele - encontrava ânimo para seguir adiante; alegrando festas, entretendo os filhos e até lutando sumô. É uma bela história, sem dúvida, ainda que com algumas passagens tristes. Obrigada por dividir conosco suas memórias. Parabéns. Um abraço.

  2. Renato Yassuda @ 5 Mai, 2008 : 08:34
    Prezado Hirata-san; Parabéns por seu relato e obrigado por compartilhar conosco. Que aula de estratégia e lição de vida. Fico feliz de saber de sua vida e de termos em comum a mesma província de nossos ancestrais. Minha avó veio de Fukuoka. Ano passado estive a serviço em Houston, onde conheci alguns veteranos nisseis da II Guerra Mundial que lutaram pelos EUA além de descendentes de imigrantes que ficaram confinados em campos de detenção no Texas, por serem japoneses ou filhos de japoneses. Foram histórias muito interessantes e que coloquei neste site. Se puder leia meu relato também. Ficarei honrado e grato.

  3. Antonio Minoru Katayama @ 5 Mai, 2008 : 12:08
    Caro amigo Danshiro, quando o convidei para participar deste site, não imaginava que uma grande lição de vida se tornaria pública. Que nós, tardiamente, e em tempo os nossos filhos, netos, bisnetos, e também todos brasileiros possam aprender e ter como exemplo a saga do Sr Komakiti Hirata! Parabéns pelo Pai que teve! Um grande abraço.

  4. Denise Hirata @ 5 Mai, 2008 : 14:58
    O artigo ficou ótimo, parabens! Estou orgulhosa de ser parte dessa familia.

  5. Danshiro Hirata @ 6 Mai, 2008 : 13:41
    Rita, Renato e Minoru, muito obrigado pelos comentarios elogiosos. Prometo que deixarei os meus comentarios nas suas respectivas paginas. Quanto a historia do meu “pai heroi”, reconheco que ela eh similar a de muitos pais que vieram ao Brasil para uma temporada e acabaram fazendo deste lugar o seu segundo e definitivo lar. Possivelmente os eventos que marcaram minha familia tenham sido mais dramaticos que os da grande maioria mas tenho certeza todos tiveram que lutar firme para que suas familias conseguissem sobreviver num lugar onde os valores, usos e costumes eram em muitos aspectos, diametralmente opostos aos seus. Como descendente deixo aqui minha homenagem e meu sentimento de gratidao para os imigrantes, muitos deles verdadeiros herois anonimos, que fizeram a historia da imigracao japonesa no Brasil.

  6. Elisa K. @ 6 Mai, 2008 : 14:08
    Sr. Danshiro, a analogia do Shogui com a luta pela Vida dos Hirata foi muito feliz, de cujo raciocínio, certamente serviu também de parâmetro a muitas famílias de perfis aquí presentes. E amarrando esse paralelismo à realidade de hoje, a ocasião é excelente para repensarmos o Brasil como um grande tabuleiro. E esperar que a racionalidade do Shogui, aliada à espiritualidade latina e um pouco do pragmatismo anglo-saxônico possam engrossar o caldo multicultural e constituir uma sociedade mais humana e justa para os nossos filhos. Bastaria apenas querer jogar. Um grande abraço, Elisa.

  7. Renato Yassuda @ 7 Mai, 2008 : 09:17
    Prezado Hirata-san; Obrigado por seu comentário em minha página.Fico muito honrado por sua consideração. Sua observação a respeito do apego as tradições japonesas e ao sentimento em relação ao Japão do ponto de vista dos imigrantes no Brasil em relação aos EUA é verdadeira. Realmente também pude sentir tal fato. Inclusive recebi críticas e insultos de alguns infelizes (que deletei de minha página) que visitaram meu perfil neste site e não entenderam o propósito de meu relato, alegando que eu estava compactuando com traidores da pátria japonesa. Meu propósito neste relato a respeito dos soldados nisseis americanos foi de mostrar que em outros paises a integração com o povo do país adotivo foi bastante difícil e traumática. Apesar de todas as dificuldades encontradas no Brasil, ainda assim temos que agradecer pela acolhida do povo brasileiro e comemorar com orgulho a história da imigração.Quanto a pátria, apesar de meus avós serem japoneses e meu pai ter registro de nacionalidade japonesa e de que temos contato com nosso ramo familiar no Japão com frequencia, sou brasileiro e minha pátria é o BRASIL. Saúde e sucesso.

  8. miyuki hirata @ 11 Mai, 2008 : 07:02
    Oi tio tudo bem, eh apesar de ser a sua historia digamos assim, eh um pouco triste, vc ter q relembrar o passado do Ditiam e Batiam, acho que foi difícil escrever nao eh, mas parabéns pela sua historia de uma vida real, e que mostra que vc tem uma gratidao pelos seus pais...e que reconhece os esforços que eles fizerem para a criaçao dos filhos..e hj vc ta ai..vivendo uma pequena parte da historia deles..e quem sabe os seus filhos, os meus primos fazem o mesmo com vc...que tem muito orgulho dos pais que teve. Abraços, espero que tenha gostado do meu comentario...!!

  9. Akeo Tanabe @ 23 Jun, 2008 : 12:26
    Danshiro: Parabéns! A homenagem aos seus pais foi comovente. O seu belo texto serve também como uma homenagem a todos os pais, imigrantes pioneiros, que pela garra e retidão de caráter educaram os seus filhos , mais pelos seus exemplos e não pelo diálogo, tornando-os cidadãos brasileiros dignos e muito orgulhosos de sua descendência japonesa. Um abraço e parabéns mais uma vez pelo belo texto.

  10. Henderson Tsutomu Hirata @ 23 Jun, 2008 : 17:46
    Olá tio, fico muito feliz pelas belas palavras com que relatou a vida de Ditian e Batian. Coisas que nem meu pai, Suetsugu, saberiam dizer foram aqui repassadas. Gostaria de lembrar também os anos que a família viveu em Minas Gerais, na década de 70. Ipatinga foi lar para a família e onde nissan e Zilo passaram boa parte da vida, além de meu pai, que vive até hoje no local. Parabéns novamente e espero que possamos continuar esta história levando o nome Hirata sem nunca esquecer suas origens. Grande abraço.

  11. BRUNELA @ 9 Jul, 2008 : 12:41
    NOSSA QUE LEGAL MAS VC MORA AONDE NOSSA COMO ERA OS COSTUMES DE VOCES

  12. Flavia @ 14 Nov, 2008 : 22:52
    Muito bela a história! É uma lição de vida para todos nós!

  13. José Augusto Ferraz de Campos @ 13 Jan, 2009 : 15:23
    Caro amigo Danshiro, a história de sua família é ao mesmo tempo tocante e exemplar. A relação que você fez da biografia do seu pai com o shogui é bastante interessante. Lembro-me que cheguei a ver várias vezes esse jogo milenar sendo disputado no corredor central do Mercado de Marília, nos anos 60. Eu me recordo também da banca de frutas e verduras da sua família no Mercado, situada ao lado esquerdo de quem descia o corredor interno próximo da Rua XV de Novembro. Lembro-me também que você sempre foi um aluno exemplar, tirando sempre ótimas notas, no período em que estudamos no Instituto de Educação Monsenhor Bicudo de Marília, entre 1961 a 1967. Um grande abraço.

  14. George Toma (kazu72@hotmail.com) @ 17 Mar, 2009 : 14:49
    Prezado Danshiro, Foi um imenso prazer conhecê-lo pessoalmente e gostaria de lhe agradeçer, por compartilhar esta lição de vida! Felizmente, nossos antepassados foram verdadeiros guerreiros, heróis de verdade... e que as conseqüências positivas de seus atos, nós é quem estamos tendo a sorte de usufruí-las. Espero que mantenhamos contato. um abraço, George

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