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  Conte sua históriaIçami Tiba › Minha história

Içami Tiba

Cotia / SP - Brasil
80 anos, psiquiatra, escritor

A chegada da família Chiba ao Brasil


Meus pais eram lavradores e, no Japão, a situação estava muito ruim. A vida era muito difícil, porque o país vivia em guerra. Muitos bancos japoneses já haviam falido, por volta de 1927-28, bem antes da quebra da bolsa de Nova York [1929], sem contar o tumulto causado pelos rumores de novas guerras. Então, meu avô paterno, Rinnosuke, entusiasmou-se com uma propaganda da imigração que dizia: ‘Vá ao Brasil, fique rico em três anos e volte ao Japão!’. Até a quebra da bolsa, a propriedade deles ia bem. No entanto, meu bisavô paterno havia se endividado e o meu avô era o encarregado de quitar tal dívida. No Japão, as dívidas são hereditárias e a geração dos meus pais teve que trabalhar muito para honrar esse compromisso antes de embarcar para o Brasil. Em 1931, já saía o primeiro grupo da família Chiba com a missão de ver como era o Brasil e chamar os parentes. Vieram meus dois tios: o mais velho (chonan) Tadami, com 22 anos, sua esposa Sawa, com 21 anos, e a filha Sadae, de dois anos, além do segundo mais velho (jinan) Senzo, de 20 anos, que adotou para si o nome de Mário. Eles saíram de Kobe em 5 de abril e chegaram ao porto de Santos em 6 de junho, levando praticamente dois meses a bordo do navio.

Para vir ao Brasil, meu pai deveria ser casado – pelo menos essa é a história que se contava na época. Kikue, minha mãe, também nasceu na roça. Ela concluiu o primário e, quando jovem, foi trabalhar em um escritório em Yokoyama. Ela já estava de namoro com outra pessoa quando recebeu a proposta de casamento de meu pai, o jovem Yuki Chiba, o terceiro de sete irmãos. Além da proposta, teve a promessa de que ficaria rica no Brasil, podendo voltar ao Japão três anos depois. Mamãe recebeu apoio do pai e do tio. Casar não foi muito do gosto de Kikue, mas ela respeitou os desejos dos pais e do tio. Esse é um dos padrões do japonês, muito diferente do brasileiro. A hierarquia no Japão é muito respeitada. Em primeiro lugar vem a obediência ao imperador, depois aos pais e, por último, a vontade do indivíduo. Exatamente o contrário do padrão médio brasileiro, porque aqui primeiro vem o ‘eu’, depois a vontade dos pais e, por último, as leis do país. Desse modo, a jovem Kikue foi coerente com os costumes japoneses.

Meus pais se casaram por volta de 1935. Para a viagem, desfizeram-se do que podiam vender. Saíram de Kobe em 17 de agosto de 1936 e chegaram ao porto de Santos 45 dias depois. Junto com eles vieram meu avô paterno [50 anos], minha tia Kikuo [12 anos, quinta filha] e meu tio Fumio [10 anos, sexto filho]. A propriedade em Miyagi-Ken ficou aos cuidados de minha avó Momoe. Vovó só partiria para o Brasil em 4 de julho de 1938, a bordo do navio Montevideo Maru, acompanhada do meu tio Hideo [quarto filho] e da tia Tomiko [caçula].

Assim como muitos, eles achavam que ganhariam muito dinheiro, mas acabaram em colônias, em Morro Agudo, Alta Mogiana, interior de São Paulo. Por serem mais disciplinados e agüentarem as privações calados, os japoneses eram os trabalhadores mais cobiçados. Nessas fazendas, meus tios contavam que a vida era totalmente diferente do esperado: trabalhavam de sol a sol na colheita de café e dormiam em travesseiros de madeira até que o capataz os acordasse batendo com um pedaço de pau nas camas. Os estudos e conhecimentos dos meus pais foram totalmente ignorados e eles foram trabalhar junto com outros japoneses que lá já se encontravam. Meus pais nunca contaram espontaneamente pelo que lá passaram. Eles não gostavam de mostrar o que sofreram para os filhos. Nunca perguntei aos meus pais onde era a tal fazenda, nem no que eles trabalhavam. Para nós, havia um silêncio em torno desse assunto. Hoje entendo que eles não consideravam importante que os filhos ouvissem os seus sacrifícios. Já na minha infância compreendi muito isso, porque, quando alguém resmungava que não gostava de alguma coisa que lhe acontecia, eles respondiam para agüentar: ‘Gamam surunda yô’, que significa, na forma carinhosa, ‘suporta aí’. Quando a reclamação aumentava, vinham os imperativos ‘Gamam surê!’ (= você tem que agüentar) ou ‘Gudzu gudzu yuute damê da yô!’ (= pare de ficar resmungando). É para agüentar sem ficar choramingando, outro costume japonês.

O meu pai já antevia que não sairiam mais de lá, porque em um ano e pouco as despesas na colônia só aumentavam apesar de todos trabalharem. Na colônia, por mais que economizassem, as dívidas com o patrão iam aumentando cada vez mais. Era uma forma de aprisionar todos os imigrantes. Apesar de conseguirem quitar a dívida, todos resolveram fugir: minha mãe marcou a porta das casas onde moravam os irmãos para acordá-los e escapar de madrugada. Durante uma semana, andavam de noite e se escondiam de dia, livrando-se dos capatazes e seus cachorros e escondendo-se atrás de panelas para driblar os tiros. Provavelmente, meus pais andaram e pararam muito até pegarem um trem, indo parar, em 1937, em Tapiraí, também no interior de São Paulo. Ali, a partir do ano seguinte, meus irmãos e eu nasceríamos.

Depoimento à jornalista Patrícia Rodrigues
Fotos de Renato Stockler e arquivo pessoal de Içami Tiba


Enviada em: 02/07/2008 | Última modificação: 18/07/2008
 
« Içami nasceu no fundo de um armazém, em Tapiraí

 

Comentários

  1. Susilene Uwagoya @ 3 Jul, 2008 : 06:19
    Uma história de muita luta e perseverança!!! E o sucesso como mérito! !!

  2. Klissia Tiba @ 3 Jul, 2008 : 14:52
    Olá Içami! Tudo bem? Parabéns pelo trabalho! Suas obras são muito boas! Temos o mesmo sobrenome, será que temos algum parentesco? Bom, eu vi que em sua galeria tem uma foto do brasão da família Tiba, você se importa se eu também colocar a foto na minha galeria? Obrigada. Sucesso para você! Klissia Tiba.

  3. Ryoki Inoue @ 4 Jul, 2008 : 18:41
    Tiba, velho colega! Parabéns por seu depoimento (biografia, na verdade)! A admiração que sempre tive por você, desde os nossos tempo de judô na Pinheiros, ficou ainda maior depois de tê-lo visto fazendo sucesso na psiquiatria. Agora, depois de ler a sua história de vida, essa admiração não tem mais medida! Um forte abraço!

  4. Emilia Sumie Adachi @ 6 Jul, 2008 : 23:46
    Depoimento cativante! Sou nissei como você e me "vi" em vários pontos de seu depoimento: as comidas da infância, o Kai-kan o undoo-kai, as não-festas de aniversário, a rigidez da educação, o entendimento posterior da importância da cultura na minha formação... Estou hoje com 52 anos e sou muito grata a meus pais pela educação que me deram, apesar da rigidez e "frieza" com que sempre trataram as 4 filhas. Sem dúvida temos fatos marcantes da infância em comum, o que mostra o quão forte, padronizada e arraigada é a cultura dos nossos pais japoneses. Eu sei que carrego muito disso e com certeza, transmiti aos meus dois filhos. Um grande abraço, e obrigada por ter escrito tudo isso em "Sua história". Emília Sumie Adachi (Adati, como o Chiba) (emiliaada@via-rs.net)

  5. silvana lima @ 19 Jul, 2008 : 11:07
    tiba obrigado por existir você ajuda a milhares de pessoa atraves dos seus ensinamentos simples práticos e sou professora de educação infantil e me espelho muito em suas palavras para analisar os meus alunos mas há muita dificuldade em falar com os pais pois são em geral numa sala de 10 apenas 2 não são filhos únicos sendo assim os demais vivem em função de realizar os desejos de seus reis e rainhas fica dificil mas creio que vc sempre vai iluminar minhas palavras e colocações para ajudar esses pais a criarem os seus filhos pra vida e não para si. beijos no seu coração. ah, embora não nos conhecemos mas partilho muitas idéias e pensamentos seus FELIZ DIA DO AMIGO pq embora longe muito me ajuda.xau

  6. helena ueta suzuki @ 4 Ago, 2008 : 23:16
    Quando eu admiro uma pessoa sempre quero conhecê-la melhor. Nesse sentido gostei de ler passagens de sua vida e até pude compreender muitos aspectos da cultura japonesa. Meu pai era japonês e minha mãe é nissei. Na minha infância e adolescência eles falavam essas frases em japonês sobre "aguentar" e "não ficar resmungando" mas acreditava, por exemplo, que só eles não comemoravam o meu aniversário. Gosto de muitos aspectos de minha herança mas ser mais expansiva, não seguir à risca a hierarquia imposta pela cultura e demonstrar abertamente meus sentimentos me deram o tempero de que eu precisava e que só poderia encontrar aqui no Brasil. Entendo bem o que é ser "um japonês saidinho". Tenho 48 anos, também sou médica e posso dizer que em seus livros encontrei conceitos importantes sobre a vida e sobre educação. Essas informações complementaram minha vida profissional e pessoal, uma vez que tanto a faculdade como a residência médica são deficientes em fornecê-las. Além do domínio da língua portuguesa, fato importantíssimo para quem é nissei, seus textos são claros, com termos compreensíveis para todos os leitores e por apresentarem analogias muito interessantes determinaram o seu sucesso como escritor. Acredito que a felicidade está em construir uma vida rica em detalhes, com inúmeros obstáculos transpostos, lutando e reconhecendo todas as conquistas. PARABÉNS !

  7. Mirian Caixeta @ 5 Ago, 2008 : 00:35
    Parabéns Içami,pela luta e pela garra de seus pais,isto fez com que você desse um valor maior aos seus estudos e é o profissional competente que é.Herdou de seus pais e avós, a sua determinação.Conheço seu trabalho e sua obra,jamais pude imaginar que seus pais sofreram tanto.A eles meus respeitos e minha admiração.A você, o meu muito obrigada por ser um brasileiro descendente dos japoneses que eu admiro tanto,mas que nunca foi viver um eldorado que só existe na cabeça de sonhadores brasileiros que deixam nossa pátria pra viver horrores no estrangeiro.O meu abraço carinhoso de Mirian Caixeta.

  8. Marcelo Uchoa @ 20 Ago, 2008 : 08:34
    Bonita História de vida, Dr Içami, já o admirava muito antes do Congresso de Educadores em Juazeiro do Norte-CE e agora mais ainda com a bela História de luta dos seus pais e dedicação em educa os filhos. Parabéns a eles e ao senhor por ser quem é.

  9. dnazzar@ig.com.br @ 5 Set, 2008 : 22:45
    Dr. Içami, nasci e vivi em Taboão da Serra. Quase vizinha de seus pais.Hoje sou Pedagoga, sigo seus ensinamentos na área de piscopedagogia. Seu relato nos mostra que o sonho é maior. Acreditar nas portas que se abrem, arriscar e ter coragem são traços da cultura niponica. Me sinto orgulhosa por tê-lo conhecido ainda na minha infância, hoje trabalho com a neta de Dona Francisca esposa do Sr. Takaki, vizinhos de seus pais. O Sr. é pra mim um grande homem, que DEUS abençoe a o Sr. e a toda sua família.Sou sua fã incondicional. Delma

  10. Jorginho-camjvm@uol.com.br @ 13 Set, 2008 : 16:35
    A cada fala ou aparição do Dr. Içami Tiba na TV me deixa ainda mais orgulhoso, afinal é o nosso conterrânio, tapiraiense nato, o qual tive o previlégio de outorga-lo o titulo de cidadão benemérito tapirainse quando fui vereador da cidaddo 1993/1996. Enfim parabéns Dr. Içami por ser essa pessoa tão especial para Tapiraí/SP. Quem quiser saber mais acesse o site www.camaratapiraisp.com.br clique no icone Titulos de Cidadania e depois clique em cidadão benemériot

  11. japa pobre @ 25 Set, 2008 : 02:30
    sou fã dele

  12. Isadora Mharry Oliveira da Silva @ 27 Out, 2008 : 18:59
    Reverências,Dr.Içami Tiba! Eu sou Isadora Mharry Oliveira da Silva, filha do professor e pedagogo Gervásio Oliveira da Silva, futura profissional de Educação Física, membro da Seicho-No-Ie do Brasil e leitora de seus livros, inclusive O Executivo e Sua família. Como você está? Eu vou bem, obrigada. Para mim,o senhor é psiquiatra-educador, pois seus livros falam de família e de educação entre pais e filhos, ontem ouvi a música da antiga banda Legião Urbana, (com Renato Russo): "Pais e Filhos", que fala justamente sobre a relação entre os pais e os filhos e lembrei-me do senhor! No meu trabalho de faculdade sobre a desordem motora, citei a sua frase do livro O Executivo e Sua Família e publiquei-a no trabalho, pois achei interessante. Por que o senhor não fala sobre a desordem motora no seu próximo livro sobre educação? Fica aqui esta sugestão singela. Vou confessar-lhe uma coisa:também tenho amigos japoneses e descendentes de japoneses na minha cidade, Manaus. Muito obrigada por você existir!Tenha sempre sucesso e saúde, pois você merece ser feliz!Saúde para a sua esposa e para toda a sua família! Um abraço de sua leitora e amiga:Isadora Mharry Oliveira da Silva.

  13. suleimavilaca.@yahoo.com.br @ 9 Nov, 2008 : 16:16
    Conheço seu trabalho há pouco tempo através do livro"Disciplina-limite na medida certa"e me apaixonei pelo seu discurso.Como mãe e professora primária deveria tê-lo conhecido a mais tempo.Talves não tivesse errado tanto! Mas nunca é tarde par aprender e, como você sempre relata em suas entrevistas,pais e professores devem estar sempre estudando.É o que procuro fazer sempre que possível.Descobri há pouco seu site através do livro "Conversas com Içami Tiba"e agora estou feita podendo ter acesso ao seu trabalho com esta facilidade da internet. E viva a tecnologia! Você é grande, sua história é grande. Parabéns e continue com a gente. Sua fã e admiradora.

  14. giovania, 09 Dez,08 @ 9 Dez, 2008 : 20:56
    Dr.Içami, você é um ser perseverante e um otimo escritor. Tenho alguns livros seus! Sua história de vida é marcante!Se antes lhe admirava, agora lhe admiro mais.Beijos carinhosos de sua leitora.Giovania U. da Fonseca.Recife-Pe

  15. Rogério Chiaroti @ 15 Dez, 2008 : 17:23
    Sou jornalista e estou em um projeto sobre o Japão. Gostaria de saber se tem maiores informações sobre a permanência de sua familia em Morro Agudo. Por favor, entre em contato pelo e-mail: ojornalomomento@hotmail.com

  16. Tatsuo Kajino @ 30 Dez, 2008 : 18:47
    Dr. Içami, li este depoimento e como a vida é engraçada. Nunca pensei que o Sr. fosse nascido em Tapiraí!. Deixe-me apresentar: meu nome é Tatsuo Kajino, sou imigrante vindo em 1956, e tenho 56 anos, morei coincidentemente primeiramente em Cotia, depois Embu. Meus pais compraram um sítio em Tapiraí, e eu fui morar no internato no Colégio São Francisco Xavier, onde também fui batizado. Neste período meus pais plantavam chá em Tapiraí. Pois bem, durante as férias ia para lá. durante dois anos. Eu lembro que tinha uma família Tiba. Mas como a minha mãe ficou doente por causa do clima(chovia muito por lá, e fazia frio o ano inteiro). Mudamos em 1966 para Bauru, onde moro até hoje. Me formei Engenheiro, porque mesmo com sacrifício, os meus pais eram muito estudados e faziam questão que os fo]ilhos os seguissesm. O sr. é um orgulho para nossa colônia, parabéns

  17. Socorro, mcarvalho2010@gmail.com @ 21 Jan, 2009 : 23:25
    Até agora li somente "Adolescentes: Quem ama educa". Más já percebendo o quão suas obras são importantes a todos os pais que queiram o melhor para seus filhos da melhor forma e sem prejudicar ninguém. E mesmo que eu fique digitando aqui um bom tempo, não seria o suficiente para expor o quanto lê-lo "é" importante pra mim. Mas talvez acrescentando uma frase (Nelson Rodrigues) no título ficaria mais visível: "Adolescentes: Quem ama educa! A vida como ela é". Um abraço e muito obrigada.

  18. Miguel Lima @ 23 Jan, 2009 : 08:20
    Içami Tiba, a história da sua família é triste, mais com grande vitória no final. É vergonhoso saber que o governo brasileiro fez tantas coisas erradas no passado. Isso não aconteceu somente com os Japoneses mais com outras nações também. E ainda acontece com brasileiros entre estados. Fazendeiros dos estados do Pará com alguns estados do Nordestes, fazem promessas e levam uma certa quantia de trabalhadores e lá mantém eles sobre guarda armada para não irem embora e tudo que eles consome tem que pagar. Mais graças á Deus hoje temos muitos meios de comunicação e pessoas honestas para está informando e divulgando tais ilegalidades neste país de grandes contrastes socias. Um grande abraço!

  19. araci noronha da silva ferreira @ 24 Jan, 2009 : 15:48
    PARABENS Içami Tiba pela grande contribuiçao que voçe deu a nos todos pais e filhos com suas palestras , livros programas de TV...ETC. Deus o abençoe e o conserve sempre assim .JA LI E RELI QUEM AMA EDUCA , e´ muito bom , maravilhoso.OBRIGADA! SANTA CRUZ DO RIO PARDO/SP

  20. Cristiana Saito @ 26 Jan, 2009 : 04:52
    Içama Tiba parabens pelo seu trabalho,tenho um filho e seu livro me ajuda muito,minha família tem origem da cidade de Miyagi e meu avó e vô partiram de kobe também,moro no Japão alguns anos,fiz o caminho inverso dos meus avós,os problemas são diferentes,mas os dekasseguis não conseguem fazer parte da sociedade japonesa,os japoneses se "blindam" em relação á isso,os nossos avós conseguiram porque no Brasil temos uma mente aberta,e fica o meu desabafo,não tenho o que comemorar,nem meus avós, foram expulso daqui sem certeza de volta.Um grande abraço!

  21. Vanilde Dias Barros @ 3 Fev, 2009 : 07:53
    É maravilhoso poder partilhar de alguma forma da sua estoria...E melhor ainda é a vontade de ñ desistir nunca de ser leitora de seus livros,pois como tem mudado ou seja melhorado a forma de vida de muitas pessoas viu?Parabéns mesmo ñ só a vc Tiba mas a todos os seus leitores.

  22. Mauricio Tiba @ 3 Abr, 2009 : 00:49
    Parabéns Dr. Tiba, Meu nome é Mauricio Tiba, o nome de meu pai é Itaro Tiba que é filho de Kunio Tiba e Mya Tiba, minha família também é da região de Tapiraí, moravam na côlonia existente no local. Não sei se há algum grau de parentesco, mas gostaria de saber do Sr. se os conhece ou sabe de algo, sei moravam em um sítio próximo a cidade de Tapiraí, também produziam carvão e sofreram muito. Quando de minha infância escutei muito meu avó falar da venda do Tiba, mas não sei detalhes. Grato, Mauricio Tiba mtibas@yahoo.com.br

  23. Auro Alexandre Castro - educador @ 3 Jun, 2009 : 06:10
    Guarulhos, 3 de junho de 2009. Prof. Içami Tiba: Sou filho de lavrador, de Morro Agudo-SP, e, na minha cidade, conheci um senhor chamado Hideo Okano, em 1954. Seria este o seu seu tio - o 4º filho de seu avô? Admiro o seu trabalho, leio-o, ouço-o sempre e vejo-o sempre pela TV. Abraços cordiais. Aguardo uma resposta sua. auroa.castro@ig.com.br

  24. Claudia @ 15 Jun, 2009 : 00:13
    muito legal sua historia. estou precisando fazer um trabalho para a escola sobre o relacionamento entre pais e filhos japoneses, como os pais criam seus filhos e nao consigo encontrar nada na internet. gostaria de saber se você conhece algum site, ou livro, ou qualquer outra fonte que eu possa pesquisar. meu email é claumuhs@bol.com.br grata.

  25. Ana Isa Febali @ 21 Jul, 2009 : 08:41
    Meu email é: anaisafebali@bol.com.br

  26. Regina K Takeshita @ 28 Jul, 2009 : 00:25
    Eu admiro muito o seu trabalho, já li o seu livro "Quem ama educa", muito legal... Sempre que posso, assisto as suas entrevistas na televisão. Parabéns pelo seu trabalho e suas conquistas.

  27. Bundy Celso Tiba @ 24 Set, 2009 : 17:40
    A história da chegada da Família Tiba ao Brasil é bem familiar. Meu pai, Fumio Tiba, contava as histórias da saga da família. Interessante que parte da família manteve a escrita "Chiba". Meu avô - Tanesuke Tiba também era de Miyagi-Ken. celsotiba@yahoo.com.br

  28. monica @ 30 Set, 2009 : 08:39
    Dr.Içami, parabéns pelo exelente relato, deveria escrever um livro sobre tudo isso, o senhor é um escritor nato e relata tudo de maneira emocionante...

  29. JULIO CESAR NAKAGAWA @ 2 Out, 2009 : 14:11
    A historia de nossos antepassados sao sempre interessantes e curiosas, geralmente muito bonita e com bastante sofrimento. Mas nos deixaram um legado muito valoroso que nao tem dinheiro que pague, que e a honestidade, honra,justiça,lealdade, sabedoria e muitas outras coisas que nos fazem de certa forma diferentes. Sempre digo que para conseguir dar jeito no nosso tao querido Brasil, teriamos que colocar a frente do pais um presidente japones,mas japones legitimo com certeza seria uma boa esperança para tudo de tao ruim e vergonhoso que vem ocorrendo na politica brasileira. Parabens Dr.Içami por tudo de bom que faz em nosso pais,o senhor e mais um motivo de me orgulhar de ser japones. juliocesar.naka@hotmail.com

  30. Nelma Rocha @ 3 Out, 2009 : 11:01
    olá Dr Içami quero parábeniza-lo pela sua valiosa colaboração em seus livros,pois sou pedagoga e sempre em meus trabalhos acadêmicos, busquei suas referências, e fiquei muito pensativa, em saber que no nosso século ainda exista trabalho escravo,mas muita paz e que Deus continue lhe dando sabedoria, para que possa contribuir com seus conhecimentos natos.

  31. adriana barbosa @ 14 Out, 2009 : 23:53
    dr.Tiba, ontem tive a honra de assistir á uma palestra sua e ela me fez refletir muito sobre minha conduta ao "educar" meus filhos.lhe agradeço muito pelas palavras ali ouvidas e desejo que possa multiplicá-las cada dia mais.sua existencia é luz .obrigada!

  32. M Carmen Nogueira @ 20 Out, 2009 : 03:28
    Também sou filha de imigrantes espanhóis e entendo o que sua família passou. Sou professora de português há mais de 30 anos e assistindo a algumas de suas palestras e lendo seus livros, aprendi a entender os alunos e a lidar melhor com eles. Inclusive muitas atitudes referentes à educação de meu filho, agora com 27 anos, aprendi com o senhor.Atualmente vivo na Espanha e ao encontrar este site sobre sua vida e trabalho, emocionei-me. Parabéns pela vitória e obrigada pelas lições. Gostaría de continuar lendo seus livros, mas aqui não há. Como posso consegui-los? Venha fazer palestras aqui na Espanha. Estes alunos, pais e professores necessitam de sua ajuda. Que Deus continua iluminando-o

  33. graça clementino @ 12 Nov, 2009 : 22:37
    dr.Tiba, ontem tive a honra de assistir á uma palestra sua e ela me fez refletir muito sobre minha conduta ao "educar" meus filhos.lhe agradeço muito pelas palavras ali ouvidas e desejo que possa multiplicá-las cada dia mais.sua existencia é luz,parabens pelo programa,um abraço.meu e-mail gracinha1968@hotmail.com moro em guarabira paraiba

  34. marli aparecida pasqueta . @ 28 Nov, 2009 : 17:54
    gosto muito de voce .porque aprendo muito.abraço. marlipasqueta@hotmail.com

  35. Valdilene Almeida @ 11 Dez, 2009 : 12:45
    Parabéns tiba, você é um maravilhoso instrumento nas mãos de Deus que veio ,através dos seus conhecimentos, melhorar e evoluir o pensamento e as ações dos homens. Obrigado! Um abraço meu e da minha filha Viviane.valdilenealmeida27@hotmail.com

  36. Dawilson Lucato @ 12 Dez, 2009 : 20:34
    Como o Sr.,Dr.Tiba,sou Uspiano.Eu e minha esposa,Vitalia Rosa,educamos nossos filhos à luz das suas sábias e inspiradas obras.Que as suas pesquisas possam chegar a todos os lares,é o que nós desejamos do fundo de nossos corações ! 12/12/2009.Obrigado,sua missão é Nobre!

  37. Dawilson Lucato @ 12 Dez, 2009 : 20:34
    Como o Sr.,Dr.Tiba,sou Uspiano.Eu e minha esposa,Vitalia Rosa,educamos nossos filhos à luz das suas sábias e inspiradas obras.Que as suas pesquisas possam chegar a todos os lares,é o que nós desejamos do fundo de nossos corações ! 12/12/2009.Obrigado,sua missão é Nobre!

  38. Flávia Morais @ 22 Jan, 2010 : 14:10
    Gostei da reportagem do Dr.Chiba. Admiro seu trabalho Pstrícia Rodrigues. Eu sou Adminitradora mas confeço que admiro o jornalismo. Bom trabalho"

  39. Ione @ 18 Fev, 2010 : 18:22
    Dr Tiba Fico muito orgulhosa de ter o senhor entre nós passando todo seu ensinamento Obrigado

  40. soniacp @ 28 Mai, 2010 : 08:29
    Já li "Quem ama educa" mas confesso que é muito difício educar, ma estou apreendendo muito com o Dr.. Um abraço e parabéns.

  41. Adriana @ 10 Jun, 2010 : 06:59
    Sr. Içami, tentei levantar algumas informações em seu CV, se é casado e quantos filhos tem, mas não localizei em nenhum lugar e estas informações faz muita diferença no que li até o momento quanto a educação dos filhos.

  42. micheli @ 20 Ago, 2010 : 08:42
    Estive na sua palestra em fco beltrão 16/08/2010 muito importante tudo o que resaltou .. Parabéns

  43. Akemi @ 15 Out, 2010 : 06:18
    Quero parabenizá-lo pelo trabalho que faz, assisto sempre que posso ao seu programa na rede vida e adoro.Estava lendo a sua história e me chamou a atenção porque meus avós tb chamavam Tiba e vieram de Miyagi-Ken. Desejo lhe muita saude Dr Içami, para que continue nos passando os seus ensinamentos Felicidades

  44. Sérgio Ricardo Cavalcante Roque @ 27 Out, 2010 : 20:04
    Fico muito orgulhoso de morar há um quarteirão de onde o Sr. nasceu... Pena que o Kaikan foi desativado e transferido para outra sede; guardo também boas lembranças do Kaikan, do Sr. Hideo, da "Dona" Alice...saudades!!!

  45. roselibertucci@ @ 8 Jan, 2011 : 12:39
    Srº Içami,a hitoria de sua familia é tremenda . talves por isso tudo que passou, o Srº tenha se tornado neste homem tão sensivel aos problemas das familias. Seu trabalho esta de parabéns, seus livros são um referencial para todos os educadores. Deus continue te dando a graça de escrever livrosque venha ajudar nossas familias a ser cada dia melhor. um abraço

  46. izadora @ 17 Mar, 2011 : 06:59
    eusou desedente de japones eusou igulzinha mas eusou brasileira

  47. Thiago Chiba @ 28 Mar, 2011 : 16:21
    Sou Um CHiba!!!!! Familia Batalhadora!!

  48. Mônica Shitara @ 3 Jun, 2011 : 17:26
    "Já Kundei!" essa foi a melhor!Dei muita gargalhada! Só um nikkey brasileiro pra inventar e outro pra entender! Doutor, sempre fui sua "fãzona", e depois de saber de sua história, tão parecida com tantas outras e inclusive com a da minha família, me sinto mais próxima do senhor! Hoje (nem sempre foi assim) me sinto uma privilegiada por ter recebido os valores que recebi de meus amados pais, e poder fazer uma "misturança" com o jeito mais leve e caloroso da brasileira que sou. A cada dia me orgulho mais de trazer comigo essas histórias, e me conscientizo da importância delas em minha formação e no que sou hoje. Gostaria muito de conseguir passar um mínimo desses sentimentos para meus filhos, a gratidão aos avós e aos pais. Pra variar, me deliciei com a leitura de suas palavras! Obrigada!

  49. Francisca Adriana @ 17 Jun, 2011 : 05:44
    Te admiro muito assisto o seu programa quase sempre vc é um ícone de pessoa batalhadora.Sou sua fanzona.Drica.

  50. Adriana Pereira @ 17 Jun, 2011 : 05:47
    Doutor vc é dimais.seus livros são um referencial para nós os educadores de todo o Brasil.

  51. Sylvia @ 21 Out, 2011 : 06:30
    Doutor, concordo com o Sr que hj em dia os pais estão criando mostros pois em relação a educção esta cada vez pior os jovens só querem beber e se drogar e nada mais.Um grande abraço e adoro ler seus livros.

  52. Jaqueline Pupo @ 21 Out, 2011 : 10:59
    Admiro muito o Senhor Içami, tive a oportunidade de conhecê-lo rapidamente, me lembro, em um dia de eleição em Tapiraí, em 2001 ou 2002, eu estava, entre outros, com Kazuo Tiba, prefeito na época. Durante 6 anos atuei no Turismo pela Prefeitura de Tapiraí e sei o quanto o Sr. Içami é amigo da população e da colônia japonesa. Na época de nosso encontro, lembro, ele disse que fazia questão de exercer a cidadania através de seu voto, e voltou lá... Seriedade e compromisso, Sr. Tiba é referência pra mim!

  53. Eline Adriana IIse @ 19 Nov, 2011 : 15:29
    Sempre fui fã do senhor uma por ser professora e admirar muito o seu trabalho e outra por eu ter nascido e morar em Tapiraí até hoje, e acompanhar o projeto de cidade educadora a qual o senhor está fazendo aqui. È muito bom compartilhar com pessoas inteligentes e que acreditam neste paraiso.

  54. marilea cardoso @ 31 Dez, 2011 : 13:16
    Gostei muito da frase que ouvi de um pregador da minha igreja, frase saiu da boca do senhor Içami Tiba em um congresso: Quem leva seu filho para igreja, não vai busca-lo na prisão. Não quero dizer que vale para todos, mas para mim valeu muito..

  55. Val @ 29 Jan, 2012 : 06:49
    Dr.Içami Tiba. Prazer encontra-lo em Paraty..queria falar com vc. Mas, nao quiz incomoda-lo. Estavamos em um restaurante proximo à uma Igreja.. falei seu nome, e vc respondeu;- ESSE NOME NAO ME' E' ESTRANHO.Achei o maximo!!! :) TENHO SEUS LIVROS! Sou de Blumenau-SC. GDE. ABRAÇO..GDE HOMEM!!!VC E' O CARA!!

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