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Nilson Sato

São Paulo / São Paulo - Brasil
43 anos, Artista visual

Mãe, abre a porta!


Katian akette!''
(Teruaki Sato)

'Katian akette! Katian akette!' (Mãe, abre a porta!) foram as palavras que ecoaram em uma noite escura, próximo a linha da estação ferroviária da cidade de Suzano em 1951.

A potência da voz destas palavras era um estrondo que ia acordando os pacatos suzanenses que dormiam em suas residências.

Remontando os acontecimentos daquele mesmo dia, Papai foi ao grupo escolar de Suzano em seu segundo ano do primário. Em meio as matérias que a professora escrevia no quadro negro, estava a lembrança que lhe chamou a atenção, ao passar em frente ao Cine Suzano (o primeiro cinema da cidade, anterior ao Cine Saci). Papai viu um cartaz com um gorila gigante em cima de um prédio caçando teco teco que sobrevoava sobre a sua cabeça.

Assim, as 20hs da noite, Papai se encaminhou sozinho a Rua Benjamin Constant, uma da únicas ruas cobertas de paralelepípedo na cidade na época, próximo a praça da Igreja, onde se localizava o cinema. No caminho Papai já visualizava sua mãe movimentando a cabeça com um não junto a uma bronca caso Papai fizesse uma simples pergunta, 'Posso ir ao cinema?'. Por este motivo Pá preferiu se conter ao invés de saber a resposta de Obá.

Já em frente ao Cine Suzano, tamanha era sua vontade de assistir o filme, que Papai num ímpeto foi se adentrando a sala de cinema.

Papai entrou na sala de piso de madeira, sentou na poltrona dura e se encantou com a tela de tecido esticado que projetava imagens. Do fundo da sala escura se via um furinho, local que partia a luz em direção a tela e que proporcionava o sorriso em seu rosto.

O filme em cartaz na semana era o clássico King Kong, naquela época o filme já era considerado um clássico, o filme data de 1933, época de seu lançamento.

Papai assistiu encantado a história do gorila gigante que tentava retornar ao seu lar em meio a arranha céus de Nova Iorque. Era um mergulho nas cenas em preto e branco, os efeitos especiais garantiam o assombro dos poucos espectadores que se encontravam na sala.

Após o letreiro subir e a tela do cinema ficar escura, Papai retornou feliz da vida para casa. Tinha ainda em mente os movimentos e feições do gorila.

As ruas da cidade sem o pó habitual que subia dos movimentos de carroça e carro de boi e com os pontos claros sobre postes de iluminação, Pá caminhou para a sua casa que se localizava do outro lado da linha de trem.

Chegando em frente a sua casa, entrou na varanda e para sua surpresa Papai se deparou com a porta fechada. Assim, num ato de desespero Papai começou a se entristecer e chorar. Lágrimas corriam pelo seu rosto. Seu choro que gradativamente foi aumentando começava a causar um zum zum na rua silenciosa.

Obá sabendo que seu filho mais velho tinha sumido e não deu satisfação, bateu o pé e garantiu para si mesma que não cederia aos caprichos do pequeno Terubô (como Obá o chamava), mesmo que toda a vizinhança descobrisse que ali, bem diante da porta de sua casa havia uma mãe que deixou seu filho do lado de fora.

Pouco a pouco as luzes de casas vizinhas foram se acendendo e o grito que quase acordou uma cidade, venceu.

Assim, Obá num movimento rápido de abrir e fechar a porta puxou Papai para dentro do lar.

Apesar do desfecho, Papai dormiu com um sorriso em seu rosto. Foi uma noite de glória para um garoto de 9 anos.


Enviada em: 15/07/2008 | Última modificação: 26/05/2010
 
« Retrato em preto e branco Dayoni! »

 

Comentários

  1. Luís Francisco Nogueira Vieira de Vasconcelos @ 30 Abr, 2008 : 15:34
    De boa... nota 10! rs Ficou muito bom seu texto Nilson san! Legal mesmo!!! Meu textinho nota 4 não é nada perto do seu... mas eu vou fazer um texto nota 10 também. Mande mais!

  2. Rosalina Y Yoshida @ 1 Mai, 2008 : 14:00
    Oi Ni! Bonito sua historia, suspeitava que voce tivesse talento para escrever, mas agora esta comprovado. Trabalhamos juntos por uns 4 anos e acompanhei meio de longe o que voce relatou enquanto esteve por aqui. Acho muito legal voce ter resgatado o contato com suas raizes, algo que poucos tem interesse em fazer, incluindo eu mesma. Seu avo deve ter sido uma pessoa e tanto!

  3. Nilson Sato @ 1 Mai, 2008 : 15:09
    Oi Rosalina! obrigado pela mensagem, você acompanhou meus relatos das idas a Fukushima que não foram poucas. É amiga, Odi foi uma pessoa e tanto, acho que alguém só morre se esquecemos a sua memória. Abraços e se cuida.

  4. Teruaki Sato @ 1 Mai, 2008 : 18:47
    Filho, o seu relato fez com que eu me arremetesse ao passado e por uns instantes convivido junto aos meus pais e irmãos naqueles bons momentos. Odi, não por ser meu pai, mas realmente foi uma pessoa muito especial (bondoso, desligado à matéria e acima de tudo sábio). Se fosse possível a transferência de conhecimento de pessoa para pessoa como herança, quisera eu ter herdado somente 10% do seu avô. Muito obrigado, Pá

  5. Naomi Sato @ 1 Mai, 2008 : 23:44
    ...fiquei muito comovida com a historia...e tambem muito feliz de ter mergulhado na busca das nossas raizes, nunca esquecerei os momentos (por que nao dizer surreais ou ate' magicos) das nossas andancas por Fukushima, onde fatos, acontecimentos, historias e fotos passavam por nos.... ..assim como Papa, como vc, querido hermano... gostaria de ter conversado mais com o Odi e com a Oba'.. de compartilhar as experiencias que tivemos na terra onde eles nasceram, cresceram e sairam...e dizer com muito orgulho que considero-os corajosos, bravos e acima de tudo, herois. Odi e Oba'....obrigada.

  6. Nilson Sato @ 2 Mai, 2008 : 09:04
    Queridos Pá e Ná, obrigado pela bela mensagem e testemunho, como vocês escreveram, temos que agradecer Odi e Obá por tudo o que eles fizeram e manter viva esta lembrança por gerações.

  7. XXdeu @ 2 Mai, 2008 : 10:01
    Fala Niruson! Muito lindo a sua historia. Pudera eu ter a visão e o conhecimento de nossos avós que vieram de muito longe e sem quase nenhum conhecimento sobre o país, vieram para cá, cresceram, casaram e criaram seus filhos com todas as adversidades que tinha durante o período de guerra. Infelizmente, apesar do contato frequente com meu avô, não pude conhecer toda a história que ele passou pois estive junto dele ate os meus 10 anos de vida qdo ele partiu para o mundo espiritual. Agora, terei minha chance de ir ate as raizes de meus antecepassados... =)

  8. Nilson Sato @ 2 Mai, 2008 : 10:24
    Oi XXdeu, agora é a sua vez de mergulhar nas raízes, com certeza você voltará com muitas histórias e recordações. Abraços!

  9. Rita de Cássia Arruda @ 3 Mai, 2008 : 11:36
    Bela homenagem essa que você prestou a seu avó, Nilson. Singela e emocionante. Nossa... Você fez o caminho de volta para resgatar a história da família Sato. Você, que já carregava o sorriso de seu querido odi no coração, agora, com esse resgate, materializa as raízes da família para as futuras gerações. Obrigada por dividir conosco suas memórias. Parabéns.

  10. Nilson Sato @ 3 Mai, 2008 : 14:03
    Oi Rita, obrigado pela mensagem e leitura do relato, Abraços.

  11. Julie @ 4 Mai, 2008 : 21:57
    Oi Yoshiii!!! Td bom?? Que da hora!!!!!! Gostei bastante de ler a história de nossas raízes e ficar sabendo mais sobre a história do Odi e de nossa família!!! Parabéns pelo texto!!! Depois mostrarei para todos aqui de casa!!! Té mais!!!

  12. irineu gallo (pirineu) @ 5 Mai, 2008 : 11:26
    Fala nilsão!!! Cara, seu texto está excelente, inclusive pela bela história q você resgatou. Grande abraço pirineu.

  13. Nilson Sato @ 5 Mai, 2008 : 13:32
    Legal Julie que você gostou, este relato é própria história da Tia Yoyô, do meu pai, da nossa família né. Até +

  14. Nilson Sato @ 5 Mai, 2008 : 13:33
    Oi Piri! valeu pela visita e leitura. Forte abraço!

  15. Hitomi Kamo @ 6 Mai, 2008 : 22:37
    Ola Nilson, tudo bem? Nossa..fiquei emocionado!! Estava muito bem escrita. Obrigada p/ link. Um abraco.

  16. Nilson Sato @ 7 Mai, 2008 : 17:03
    Oi Kamosan, tudo bem? aqui tudo bem. Que legal a sua visita e depoimento. Obrigado, Abraços.

  17. Dalton Hasegawa @ 9 Mai, 2008 : 02:01
    Ola Nilson! Parabéns pelo texto! Fiquei muito emocionado em ler a história da sua família. Você com este gesto genuíno, está fazendo a sua parte na história da Imigração Japonesa no Brasil. Resgatar as raízes é para poucos. E faz a gente refletir! Obrigado pela sua iniciativa. Um grande abraço!

  18. Nilson Sato @ 9 Mai, 2008 : 18:11
    Oi Dalton, obrigado pela visita e mensagem. Grande abraço!

  19. Eduardo Matsumoto @ 10 Mai, 2008 : 05:01
    Olá Nilson! Como está? Esta homenagem ao teu Odi deixou bem comovido... lindas palavras! Fico muito feliz por você ter conseguido resgatar o passado da maneira que conseguiu. Abração!

  20. Nilson Sato @ 11 Mai, 2008 : 07:00
    Oi Edu! tudo bem? obrigado pela mensagem, espero que você também consiga descobrir as raízes da sua família. Abraços!

  21. jennifer @ 4 Jun, 2008 : 13:35
    muito bom vc ter feito essa historia amei jennifer São Vicente Brasil

  22. jennifer @ 4 Jun, 2008 : 13:37
    gostaria que vc me add no msn jennifermoreno2007@hotmail.com

  23. Tinho - Edu @ 13 Jun, 2008 : 18:27
    Yo, foi muito gratificante poder contribuir na busca das raizes do avo Sato em Aizu, e participar nessa aventura emocionante e muito marcante em nossas vidas, e ainda vc conseguir relatar um pouco disso tudo no Centenario da Imigracao. Grande desfecho! Parabens e um grande abraco!

  24. tatnakata@ @ 14 Jun, 2008 : 15:11
    Linda e comovente a sua história. Bom texto, transmite muita emoção, amor pelos avós, e a memória deles.Sabe que voce tem muita semelhança com o seu avô Odi? (pelas fotos da Galeria acima).

  25. Julie Kume @ 15 Jun, 2008 : 12:22
    Oi Yoshiii!!! Td bom?? Nossa!!!Gostei bastante de saber mais da história da Obá!! Ainda mais agora, depois que entrei no Seinen de Hokkaido! Mto legal mesmo!!! Parabéns pelo texto!!! Um abração de todos aqui de casa!!!

  26. Nilson Sato @ 15 Jun, 2008 : 18:42
    Oi Tinho, obrigado pela mensagem, foi uma aventura e tanto né, graças à sua ajuda e da Ná. Abraços, Ni

  27. Nilson Sato @ 15 Jun, 2008 : 18:43
    Oi Jennifer, obrigado pela passagem e texto. Abraço.

  28. Nilson Sato @ 15 Jun, 2008 : 18:45
    Olá Tat, obrigado pela msg e comentário, Abraços.

  29. Nilson Sato @ 23 Jun, 2008 : 12:10
    Oi Julie, tudo bem? Obrigado pela visita e comentário. Grande Abraço!

  30. Eiko Yamamoto @ 13 Jul, 2008 : 21:11
    Oi Ni! Muito emocionante o relato da Obá e do Odi! Gostei muito de saber da história deles, é uma vergonha eu não saber dos detalhes, eu tinha apenas os retalhos em alguns relatos da oba-chan, mas não dentro do contexto que vc me ofereceu. Muito obrigada Ni!

  31. Nilson Sato @ 14 Jul, 2008 : 07:31
    Oi Ako, fico feliz que Ako gostou da história, obrigado pela mensagem. Forte Abraço.

  32. Karen Naomy Uchiyama @ 14 Jul, 2008 : 15:33
    Olá Nilson! Achei muito interessante saber sobre a vida de meus bisavós.Prabéns pelo relato,abraços!

  33. Nilson Sato @ 14 Jul, 2008 : 17:48
    Oi Naomy, que bacana a sua visita, obrigado pelo testemunho. Abraço.

  34. Amelia Harue Sato @ 15 Jul, 2008 : 18:26
    Filho, obrigada pela história de vida de Sadashi e Satiko Yamamoto-meus pais. São décadas que são relatadas em algumas linhas mas em nossos corações ficaram as lembranças que o tempo não conseguirá apagar... Só tenho a agradecer a eles o que sou hoje.

  35. Nilson Sato @ 15 Jul, 2008 : 21:00
    Oi Má só tenho a agradecer Má, Obá e Odi. Muito obrigado.

  36. Shizuka Ameku @ 16 Jul, 2008 : 14:11
    Ola, Nilson Adorei a historia! Muito obrigada por ter me enviado o link... Bjs, Shizuka...

  37. Nilson Sato @ 17 Jul, 2008 : 09:56
    Olá Shi! obrigado pela mensagem, abraços.

  38. mario katsuhiko kimura @ 9 Mar, 2009 : 09:09
    Caro Nilson Sato-sam. Minhas congratulações pelas homenagens póstumas aos seus avos, resgate da historia da família, minha admiração principalmente por você ser yonssei ( da quarta-geração) e ainda jovem de apenas 31 anos. Você faz parte da geração de meus filhos que são sansseis, Leandro (1975) e Letícia (1978) e seus pais pertencem da minha geração. Parabéns por resgatar o passado familiar com riqueza de detalhes, texto muito bem elaborado, fácil e gostoso de ler. Continue a escrever e como sugestão indico que deixe registrado a historia de seus pais. Grande abraço, sucesso,saúde e paz. Kimura

  39. Nilson Sato @ 9 Mar, 2009 : 14:08
    Olá Sr. Mario, primeiramente agradeço a visita. Obrigado pela leitura das histórias e pelo comentário. Guardarei com carinho a sugestão de escrever sobre os meus pais. Grande abraço com muita luz. Nilson

  40. Takeshi Misumi @ 10 Mar, 2009 : 17:41
    Caro Nilson, É admirável como um jovem yonsei e com apenas 31 anos tenha trazido para este espaço tanta contribuição sobre a imigração japonesa. É normal que os jovens não se interessem tanto pelos antepassados. Sendo sansei, yonsei em diante o interesse pelas nossas raízes diminui ainda mais. Mas, você surpreende não somente pelo interesse demonstrado em resgatar o passado dos seus familiares, pesquisando inúmeros fatos não sómente aqui no Brasil, como também no Japão, mas principalmente em reverenciar tão respeitosamente os seus antepassados. O respeito aos nossos ancestrais é um grande legado que recebemos dos nossos pais, avós etc. Os seus relatos ficam ainda mais agradáveis para leitura, graças a sua verve literária. Você consegue dar um toque poético às suas narrativas, fazendo o leitor flutuar na imaginação. "Ficam as lembranças de Obá ao ver uma pequena folha bordô se desprendendo do galho e flutuando até cair. Sua dança magistral pelo ar dignifica uma existência de luta, crença em vencer as adversidades, amor e todo o legado de sabedoria que Obá passou para nós." Por favor, continue brindando-nos com as deliciosas histórias. Parabéns!

  41. Nilson Sato @ 12 Mar, 2009 : 07:57
    Sr. Takeshi, muito obrigado pela leitura e comentário. É um grande prazer dividir as histórias da família. Fico imensamente feliz por receber um testemunho positivo, afetuoso e incentivador. Grande Abraço com muita luz. Nilson

  42. kinue @ 23 Mar, 2009 : 13:49
    NILSON nunca imaginei que a vida dos nossos pais daria uma historia tao bonita e covente obrigada por tudo kinue

  43. kinue @ 23 Mar, 2009 : 13:49
    NILSON nunca imaginei que a vida dos nossos pais daria uma historia tao bonita e covente obrigada por tudo kinue

  44. Nilson Sato @ 24 Mar, 2009 : 03:38
    Oi Kinuebatian, obrigado pela visita e comentário. Abraços!

  45. mario katsuhiko kimura @ 24 Mar, 2009 : 11:51
    Estou atento para suas novas historias. Li desta feita Dayoni! ultima obra prima. Parabens e continue a escrever. O meu pai também é de Hiroshima, enquanto que a minha mãe é de Kumamoto. Grande abraço

  46. Nilson Sato @ 24 Mar, 2009 : 12:14
    Olá Sr. Mario, obrigado pela mensagem que é um grande incentivo para mim. Imagino que o 'Hiroshima-ben' seja então bem familiar para o Sr. Grande Abraço

  47. Débora Sato @ 22 Abr, 2009 : 14:30
    Olá Mário, descobri por acaso seu texto "Dayoni" e estou surpresa! Meus parabéns e continue escrevendo e nos presenteando com os seus belos textos. É admirável.

  48. Débora Sato @ 22 Abr, 2009 : 14:59
    Por um lapso, na mensagem acima, chamei o autor do belo texto de Mário. Gomen! Mais uma vez Parabéns NILSON.

  49. Nilson Sato @ 23 Abr, 2009 : 07:59
    Olá Débora, obrigado pela visita e mensagem. Abraços!

  50. Mario Katsuhiko Kimura @ 15 Jun, 2009 : 23:48
    Caro Nilson Sato, Voce acaba de provar que, para escrever bem e bonito não é preciso escrever muito, com seu pequeno relato de dialogo com seu pai, por telefone (montanha). Parabens. Grande abraço

  51. Nilson Sato @ 16 Jun, 2009 : 02:31
    Olá Sr. Mário, agradeço a visita e a mensagem que para mim é bastante incentivador. Grande Abraço.

  52. Andréa @ 26 Mai, 2010 : 03:42
    Obrigada pela resposta!! Entaoo a grande dificuldade nem é tanto a cidade natal, mas sim as ramificações que vem do Japão já que é dificil o acesso "/ Ando buscando tambem sobre o meu sobrenome Mishima, tem tanta gente que nao sabemos onde está quem nos vincula! No entanto, obrigada mais uma vez pela resposta! Beijos

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