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  Conte sua históriaNilson Sato › Minha história

Nilson Sato

São Paulo / São Paulo - Brasil
43 anos, Artista visual

Retrato em preto e branco


Quando visitava a Avó materna, Obatian em sua casa no bairro do Paraíso, sempre costumava observar o altar dos antepassados, (butsudan em japonês) que Oba mantinha em seu quarto. Ao lado do altar havia um retrato emoldurado em preto e branco. Quando criança não sabia que o senhor na foto com semblante sério era o meu avô.

Sempre tive curiosidade de conhecer a sua história, quem era a pessoa por trás do retrato e que Oba sempre mantinha pendurado na parede. As histórias de Obá Satiko e Odi Sadashi da foto acabam se entrelaçando. Fica difícil contar a história de Oba sem a presença de Odi e vice-versa.

Obá nasceu em 1916, em Inácio Uchôa, distrito do município de Rio Preto, hoje São José do Rio Preto, localizado a noroeste do estado de São Paulo. Seu pai Suehiro, monge xiintoísta e sua mãe Tozio junto com suas irmãs maiores Shizuko e Tamano são provenientes de Kumamoto, sul do Japão. No porto de Kobe, a família Sakamoto embarcou no Teikoku-Maru no dia 28 de agosto de 1913 e chegou no porto de Santos no dia 24 de outubro do mesmo ano e seguiram para a Fazenda Estação Vila Costina no estado de São Paulo.
Obá foi a primeira filha a nascer no Brasil, seguido de Fukume, Itsue e o único irmão Hiroki.

Anos antes, em 1910, do outro lado do globo, Odi Sadashi nasceu na província de Hiroshima, era o segundo filho de quatro irmãos.
Seu pai Saro Yamamoto, no final do século XIX trabalhou como imigrante no Havaí. Aos 21 anos, Odi contra a vontade de seus pais embarcou para o Brasil com a promessa de enriquecer e retornar para o Japão. Seu irmão Genichi o acompanhou anos depois.
Ao contrário dos outros pretendentes rumo ao Brasil, Odi não embarcou como imigrante. Tinha uma vida estabelecida em Hiroshima. O destino no Brasil era alugar uma chácara e trabalhar na região da baixada seca em São José do Rio Preto.

No primeiro ano de Brasil em 1932 no começo de sua longa jornada por estas terras, Odi conheceu Satiko Sakamoto que tinha 16 anos e se apaixonou. Ela viria a se tornar sua esposa e companheira por uma vida inteira.

Quando Oba casou, adicionou o sobrenome de Odi e manteve o sobrenome de solteira, Satiko Sakamoto Yamamoto, fato incomum na época, que as mulheres abdicavam o sobrenome de nascimento.

Este mesmo ano eclodiu a Revolução Constitucionalista. Odi vendia sua mercadoria, verduras que plantava no centro da cidade de Rio Preto. Certo dia ao retornar a sua chácara, encontrou pessoas da cidade que se refugiaram em sua propriedade. Estas pessoas imploravam por comida e água. Odi decidiu doar tudo o que plantou. Acabado a revolução, Odi se deparou com a praga de gafanhotos que devastou a sua plantação.

No ano seguinte, em 1933 Yukie sua primeira filha nasceu. Odi arrendou uma fazenda em Jacinto de Melo no município de Onda Verde, região de Gurita, em parceria com seu irmão Genichi e seu primo Taminosuke. Neste local para construir o poço e preparar o terreno era necessário devastar o matagal. O servente da fazenda ateou fogo no instante que Odi se encontrava próximo ao poço. Com este incidente Odi ficou cercado pelo fogo e passou oito meses no hospital com queimadura de terceiro grau chegando quase a falecer. A redenção para esta tragédia foi o nascimento de seu filho Teruhide.

Odi recuperado de saúde, voltou ao trabalho e contratou o serviço de Tohtaro Tanaka, imigrante foragido de outras fazendas. Masatoshi seu terceiro filho nasceu em fevereiro de 1937, mesmo mês que o irmão do Odi, Genichi faleceu em um trágico acidente com carroça.

Com a perda de Genishi e antes de iniciar a segunda guerra, bisavô Saro no Japão chamou seu filho Odi com sua família e sua nora, viúva de Genishi, Kimiko e seus três filhos, Toshihiro, Toshihiko e Shigeko para retornar. Odi tinha planos neste sentido, mas as dificuldades financeiras ocasionadas a empréstimos a amigos e o advento da guerra liquidaram o sonho de retornar a pátria mãe.

Teruhide apresentou em seus primeiros anos de vida, sintomas da paralisia infantil. Para seu tratamento Odi e Oba foram para São Paulo e moraram durante meses em uma pensão, enquanto o restante de sua família permaneceu em Rio Preto.

Em 1939 nasceu Yasuo. Em sua infância, Yasuo subitamente entrou em estado febril, chegando quase a falecer. No hospital o médico informou o pior, que ele não iria sobreviver, Odi desolado chegou a fazer o preparativo fúnebre.
A cura para os males de Yasuo era uma receita milagrosa atribuída a Oba, uma solução caseira e simples: mingau de arroz, feito com arroz moído.

Durante a guerra, veio mais uma época difícil para os Yamamotos. Nesta época, Odi e Oba trabalharam em plantação de algodão. Com a perseguição a japoneses no país, a família teve a sua casa vigiada e invadida por policiais que faziam ronda durante a noite. O que muitas vezes forçou a família a dormir em um matagal próximo.

Kinue nasceu em 1941 com o nome na qual Odi homenageou a sua mãe, Kinu. Ela também apresentou problemas de saúde. Foi uma época difícil para a família, principalmente para Obá que sofria com a saúde debilitada de seus filhos.

Com a lavoura sem apresentar maiores resultados, Odi tentou a sorte junto com seu amigo Tsumoru Fukayama que propôs abrir uma pastelaria em Itabira, Minas Gerais, distante 100 kilômetros de Belo Horizonte. A família de Odi permaneceu em Rio Preto. Odi e seu sócio ficaram pouco tempo na cidade, pelo fato de serem japoneses, policiais invadiram a residência onde moravam e assim tiveram que regressar ao interior de São Paulo.

Assim, em Rio Preto, na Rua Bernardino de Campos, próximo ao Hotel São Paulo, que futuramente iria sediar o local de criação do América Futebol Clube, e na mesma calçada do consultório do conhecido médico da época, Senobirino de Barros no centro da cidade, Odi abriu um novo estabelecimento, um bar. Um ano depois seu cunhado Hiroki, irmão caçula da Obá, o único homem da família Sakamoto a quem Odi cedeu o sítio Jacinto de Melo de sua propriedade e todo o material que utilizava na lavoura, faleceu após três dias de alta febre, vítima de meningite.

Devido as circunstâncias da época da guerra, Odi estava desolado e cansado do tratamento que recebia no seu comércio e foi vítima da violência policial que o acusava de 'quintas-colunas' (termo que significa traidor da terra que o acolheu). Tempos depois, o desgosto também viria, pela sua convicção, Odi admitia que o Japão perdera a guerra, e esta posição não era compactuada por parte de seus conterrâneos, em solo brasileiro.

Neste período Odi comprou uma fazenda chamada Canela junto com seus cunhados Sr. Saburou Horie e Sr. Kouhei Noguchi. Mamãe Amélia Harue, a primeira filha a adotar um nome ocidental nasceu no término da segunda guerra em julho de 1945.

Devido ao embargo comercial da época da guerra com o café, que era um produto desvalorizado, Odi tentou plantar amora e criar bicho da seda, mas a terra imprópria ao cultivo do café impediu que Odi alcançasse o objetivo.
Apesar das dificuldades no Brasil, Odi com o término da guerra enviou caixas com provisões a sua família em Hiroshima, local devastado com a bomba atômica.

A mudança esta a última da família viria com a chácara na Vila Ercília. Nesta chácara Odi plantou legumes e verduras e seu filho caçula Jorge Shigeru nasceu. Tudo caminhava bem até Odi receber um mandato da prefeitura que ordenava a desapropriação de suas terras para a construção de uma represa e de uma avenida (a futura Avenida Alberto Andaló). Odi perdeu 3/4 de sua propriedade. Sobrando 10 lotes, 1 lote ainda Odi vendeu para a fábrica de óleo Swift do Brasil.

A década de 60 prometia mudanças para a família Yamamoto, Yukie casou, Yasuo e Massatoshi foram para São Paulo e com a ajuda de Odi montaram uma ótica no bairro da Liberdade. Teruhide partiu para o Rio de Janeiro.

Odi e Oba permaneceram no interior até meados de 1968. Este ano turbulento, Mamãe foi para São Paulo onde testemunhou tanques do exército tomando as ruas do centro da cidade. Tempos depois Odi e Oba foram morar na metrópole, mas Odi não se acostumou com a vida na cidade.

Para esquecer as dificuldades da terra hostil, Odi consumia garrafas de vinho que sempre mantinha sobre o pé da mesa de jantar. Mirando o horizonte a sua frente de sua chácara em Rio Preto, sabia que nunca mais iria retornar ao seu verdadeiro lar, reencontrar sua família e ver mais uma vez, o mar que circunda a região montanhosa das encostas que nasceu em Hiroshima.

Odi segurando as mãos de Yukie, sua filha mais velha, partiu deste mundo no segundo dia de uma nova década, 1970, vítima de câncer no fígado aos 60 anos de idade.

Obá agora sozinha, vendeu a chácara no interior e comprou uma casa em São Paulo, onde viu seus filhos casarem e darem netos. O retrato em preto e branco de Odi sempre permaneceu ao lado do altar, onde Obá todos os dias acendeu um incenso e orou pelo marido até o fim de sua vida.


Enviada em: 13/07/2008 | Última modificação: 22/11/2013
 
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Comentários

  1. Luís Francisco Nogueira Vieira de Vasconcelos @ 30 Abr, 2008 : 15:34
    De boa... nota 10! rs Ficou muito bom seu texto Nilson san! Legal mesmo!!! Meu textinho nota 4 não é nada perto do seu... mas eu vou fazer um texto nota 10 também. Mande mais!

  2. Rosalina Y Yoshida @ 1 Mai, 2008 : 14:00
    Oi Ni! Bonito sua historia, suspeitava que voce tivesse talento para escrever, mas agora esta comprovado. Trabalhamos juntos por uns 4 anos e acompanhei meio de longe o que voce relatou enquanto esteve por aqui. Acho muito legal voce ter resgatado o contato com suas raizes, algo que poucos tem interesse em fazer, incluindo eu mesma. Seu avo deve ter sido uma pessoa e tanto!

  3. Nilson Sato @ 1 Mai, 2008 : 15:09
    Oi Rosalina! obrigado pela mensagem, você acompanhou meus relatos das idas a Fukushima que não foram poucas. É amiga, Odi foi uma pessoa e tanto, acho que alguém só morre se esquecemos a sua memória. Abraços e se cuida.

  4. Teruaki Sato @ 1 Mai, 2008 : 18:47
    Filho, o seu relato fez com que eu me arremetesse ao passado e por uns instantes convivido junto aos meus pais e irmãos naqueles bons momentos. Odi, não por ser meu pai, mas realmente foi uma pessoa muito especial (bondoso, desligado à matéria e acima de tudo sábio). Se fosse possível a transferência de conhecimento de pessoa para pessoa como herança, quisera eu ter herdado somente 10% do seu avô. Muito obrigado, Pá

  5. Naomi Sato @ 1 Mai, 2008 : 23:44
    ...fiquei muito comovida com a historia...e tambem muito feliz de ter mergulhado na busca das nossas raizes, nunca esquecerei os momentos (por que nao dizer surreais ou ate' magicos) das nossas andancas por Fukushima, onde fatos, acontecimentos, historias e fotos passavam por nos.... ..assim como Papa, como vc, querido hermano... gostaria de ter conversado mais com o Odi e com a Oba'.. de compartilhar as experiencias que tivemos na terra onde eles nasceram, cresceram e sairam...e dizer com muito orgulho que considero-os corajosos, bravos e acima de tudo, herois. Odi e Oba'....obrigada.

  6. Nilson Sato @ 2 Mai, 2008 : 09:04
    Queridos Pá e Ná, obrigado pela bela mensagem e testemunho, como vocês escreveram, temos que agradecer Odi e Obá por tudo o que eles fizeram e manter viva esta lembrança por gerações.

  7. XXdeu @ 2 Mai, 2008 : 10:01
    Fala Niruson! Muito lindo a sua historia. Pudera eu ter a visão e o conhecimento de nossos avós que vieram de muito longe e sem quase nenhum conhecimento sobre o país, vieram para cá, cresceram, casaram e criaram seus filhos com todas as adversidades que tinha durante o período de guerra. Infelizmente, apesar do contato frequente com meu avô, não pude conhecer toda a história que ele passou pois estive junto dele ate os meus 10 anos de vida qdo ele partiu para o mundo espiritual. Agora, terei minha chance de ir ate as raizes de meus antecepassados... =)

  8. Nilson Sato @ 2 Mai, 2008 : 10:24
    Oi XXdeu, agora é a sua vez de mergulhar nas raízes, com certeza você voltará com muitas histórias e recordações. Abraços!

  9. Rita de Cássia Arruda @ 3 Mai, 2008 : 11:36
    Bela homenagem essa que você prestou a seu avó, Nilson. Singela e emocionante. Nossa... Você fez o caminho de volta para resgatar a história da família Sato. Você, que já carregava o sorriso de seu querido odi no coração, agora, com esse resgate, materializa as raízes da família para as futuras gerações. Obrigada por dividir conosco suas memórias. Parabéns.

  10. Nilson Sato @ 3 Mai, 2008 : 14:03
    Oi Rita, obrigado pela mensagem e leitura do relato, Abraços.

  11. Julie @ 4 Mai, 2008 : 21:57
    Oi Yoshiii!!! Td bom?? Que da hora!!!!!! Gostei bastante de ler a história de nossas raízes e ficar sabendo mais sobre a história do Odi e de nossa família!!! Parabéns pelo texto!!! Depois mostrarei para todos aqui de casa!!! Té mais!!!

  12. irineu gallo (pirineu) @ 5 Mai, 2008 : 11:26
    Fala nilsão!!! Cara, seu texto está excelente, inclusive pela bela história q você resgatou. Grande abraço pirineu.

  13. Nilson Sato @ 5 Mai, 2008 : 13:32
    Legal Julie que você gostou, este relato é própria história da Tia Yoyô, do meu pai, da nossa família né. Até +

  14. Nilson Sato @ 5 Mai, 2008 : 13:33
    Oi Piri! valeu pela visita e leitura. Forte abraço!

  15. Hitomi Kamo @ 6 Mai, 2008 : 22:37
    Ola Nilson, tudo bem? Nossa..fiquei emocionado!! Estava muito bem escrita. Obrigada p/ link. Um abraco.

  16. Nilson Sato @ 7 Mai, 2008 : 17:03
    Oi Kamosan, tudo bem? aqui tudo bem. Que legal a sua visita e depoimento. Obrigado, Abraços.

  17. Dalton Hasegawa @ 9 Mai, 2008 : 02:01
    Ola Nilson! Parabéns pelo texto! Fiquei muito emocionado em ler a história da sua família. Você com este gesto genuíno, está fazendo a sua parte na história da Imigração Japonesa no Brasil. Resgatar as raízes é para poucos. E faz a gente refletir! Obrigado pela sua iniciativa. Um grande abraço!

  18. Nilson Sato @ 9 Mai, 2008 : 18:11
    Oi Dalton, obrigado pela visita e mensagem. Grande abraço!

  19. Eduardo Matsumoto @ 10 Mai, 2008 : 05:01
    Olá Nilson! Como está? Esta homenagem ao teu Odi deixou bem comovido... lindas palavras! Fico muito feliz por você ter conseguido resgatar o passado da maneira que conseguiu. Abração!

  20. Nilson Sato @ 11 Mai, 2008 : 07:00
    Oi Edu! tudo bem? obrigado pela mensagem, espero que você também consiga descobrir as raízes da sua família. Abraços!

  21. jennifer @ 4 Jun, 2008 : 13:35
    muito bom vc ter feito essa historia amei jennifer São Vicente Brasil

  22. jennifer @ 4 Jun, 2008 : 13:37
    gostaria que vc me add no msn jennifermoreno2007@hotmail.com

  23. Tinho - Edu @ 13 Jun, 2008 : 18:27
    Yo, foi muito gratificante poder contribuir na busca das raizes do avo Sato em Aizu, e participar nessa aventura emocionante e muito marcante em nossas vidas, e ainda vc conseguir relatar um pouco disso tudo no Centenario da Imigracao. Grande desfecho! Parabens e um grande abraco!

  24. tatnakata@ @ 14 Jun, 2008 : 15:11
    Linda e comovente a sua história. Bom texto, transmite muita emoção, amor pelos avós, e a memória deles.Sabe que voce tem muita semelhança com o seu avô Odi? (pelas fotos da Galeria acima).

  25. Julie Kume @ 15 Jun, 2008 : 12:22
    Oi Yoshiii!!! Td bom?? Nossa!!!Gostei bastante de saber mais da história da Obá!! Ainda mais agora, depois que entrei no Seinen de Hokkaido! Mto legal mesmo!!! Parabéns pelo texto!!! Um abração de todos aqui de casa!!!

  26. Nilson Sato @ 15 Jun, 2008 : 18:42
    Oi Tinho, obrigado pela mensagem, foi uma aventura e tanto né, graças à sua ajuda e da Ná. Abraços, Ni

  27. Nilson Sato @ 15 Jun, 2008 : 18:43
    Oi Jennifer, obrigado pela passagem e texto. Abraço.

  28. Nilson Sato @ 15 Jun, 2008 : 18:45
    Olá Tat, obrigado pela msg e comentário, Abraços.

  29. Nilson Sato @ 23 Jun, 2008 : 12:10
    Oi Julie, tudo bem? Obrigado pela visita e comentário. Grande Abraço!

  30. Eiko Yamamoto @ 13 Jul, 2008 : 21:11
    Oi Ni! Muito emocionante o relato da Obá e do Odi! Gostei muito de saber da história deles, é uma vergonha eu não saber dos detalhes, eu tinha apenas os retalhos em alguns relatos da oba-chan, mas não dentro do contexto que vc me ofereceu. Muito obrigada Ni!

  31. Nilson Sato @ 14 Jul, 2008 : 07:31
    Oi Ako, fico feliz que Ako gostou da história, obrigado pela mensagem. Forte Abraço.

  32. Karen Naomy Uchiyama @ 14 Jul, 2008 : 15:33
    Olá Nilson! Achei muito interessante saber sobre a vida de meus bisavós.Prabéns pelo relato,abraços!

  33. Nilson Sato @ 14 Jul, 2008 : 17:48
    Oi Naomy, que bacana a sua visita, obrigado pelo testemunho. Abraço.

  34. Amelia Harue Sato @ 15 Jul, 2008 : 18:26
    Filho, obrigada pela história de vida de Sadashi e Satiko Yamamoto-meus pais. São décadas que são relatadas em algumas linhas mas em nossos corações ficaram as lembranças que o tempo não conseguirá apagar... Só tenho a agradecer a eles o que sou hoje.

  35. Nilson Sato @ 15 Jul, 2008 : 21:00
    Oi Má só tenho a agradecer Má, Obá e Odi. Muito obrigado.

  36. Shizuka Ameku @ 16 Jul, 2008 : 14:11
    Ola, Nilson Adorei a historia! Muito obrigada por ter me enviado o link... Bjs, Shizuka...

  37. Nilson Sato @ 17 Jul, 2008 : 09:56
    Olá Shi! obrigado pela mensagem, abraços.

  38. mario katsuhiko kimura @ 9 Mar, 2009 : 09:09
    Caro Nilson Sato-sam. Minhas congratulações pelas homenagens póstumas aos seus avos, resgate da historia da família, minha admiração principalmente por você ser yonssei ( da quarta-geração) e ainda jovem de apenas 31 anos. Você faz parte da geração de meus filhos que são sansseis, Leandro (1975) e Letícia (1978) e seus pais pertencem da minha geração. Parabéns por resgatar o passado familiar com riqueza de detalhes, texto muito bem elaborado, fácil e gostoso de ler. Continue a escrever e como sugestão indico que deixe registrado a historia de seus pais. Grande abraço, sucesso,saúde e paz. Kimura

  39. Nilson Sato @ 9 Mar, 2009 : 14:08
    Olá Sr. Mario, primeiramente agradeço a visita. Obrigado pela leitura das histórias e pelo comentário. Guardarei com carinho a sugestão de escrever sobre os meus pais. Grande abraço com muita luz. Nilson

  40. Takeshi Misumi @ 10 Mar, 2009 : 17:41
    Caro Nilson, É admirável como um jovem yonsei e com apenas 31 anos tenha trazido para este espaço tanta contribuição sobre a imigração japonesa. É normal que os jovens não se interessem tanto pelos antepassados. Sendo sansei, yonsei em diante o interesse pelas nossas raízes diminui ainda mais. Mas, você surpreende não somente pelo interesse demonstrado em resgatar o passado dos seus familiares, pesquisando inúmeros fatos não sómente aqui no Brasil, como também no Japão, mas principalmente em reverenciar tão respeitosamente os seus antepassados. O respeito aos nossos ancestrais é um grande legado que recebemos dos nossos pais, avós etc. Os seus relatos ficam ainda mais agradáveis para leitura, graças a sua verve literária. Você consegue dar um toque poético às suas narrativas, fazendo o leitor flutuar na imaginação. "Ficam as lembranças de Obá ao ver uma pequena folha bordô se desprendendo do galho e flutuando até cair. Sua dança magistral pelo ar dignifica uma existência de luta, crença em vencer as adversidades, amor e todo o legado de sabedoria que Obá passou para nós." Por favor, continue brindando-nos com as deliciosas histórias. Parabéns!

  41. Nilson Sato @ 12 Mar, 2009 : 07:57
    Sr. Takeshi, muito obrigado pela leitura e comentário. É um grande prazer dividir as histórias da família. Fico imensamente feliz por receber um testemunho positivo, afetuoso e incentivador. Grande Abraço com muita luz. Nilson

  42. kinue @ 23 Mar, 2009 : 13:49
    NILSON nunca imaginei que a vida dos nossos pais daria uma historia tao bonita e covente obrigada por tudo kinue

  43. kinue @ 23 Mar, 2009 : 13:49
    NILSON nunca imaginei que a vida dos nossos pais daria uma historia tao bonita e covente obrigada por tudo kinue

  44. Nilson Sato @ 24 Mar, 2009 : 03:38
    Oi Kinuebatian, obrigado pela visita e comentário. Abraços!

  45. mario katsuhiko kimura @ 24 Mar, 2009 : 11:51
    Estou atento para suas novas historias. Li desta feita Dayoni! ultima obra prima. Parabens e continue a escrever. O meu pai também é de Hiroshima, enquanto que a minha mãe é de Kumamoto. Grande abraço

  46. Nilson Sato @ 24 Mar, 2009 : 12:14
    Olá Sr. Mario, obrigado pela mensagem que é um grande incentivo para mim. Imagino que o 'Hiroshima-ben' seja então bem familiar para o Sr. Grande Abraço

  47. Débora Sato @ 22 Abr, 2009 : 14:30
    Olá Mário, descobri por acaso seu texto "Dayoni" e estou surpresa! Meus parabéns e continue escrevendo e nos presenteando com os seus belos textos. É admirável.

  48. Débora Sato @ 22 Abr, 2009 : 14:59
    Por um lapso, na mensagem acima, chamei o autor do belo texto de Mário. Gomen! Mais uma vez Parabéns NILSON.

  49. Nilson Sato @ 23 Abr, 2009 : 07:59
    Olá Débora, obrigado pela visita e mensagem. Abraços!

  50. Mario Katsuhiko Kimura @ 15 Jun, 2009 : 23:48
    Caro Nilson Sato, Voce acaba de provar que, para escrever bem e bonito não é preciso escrever muito, com seu pequeno relato de dialogo com seu pai, por telefone (montanha). Parabens. Grande abraço

  51. Nilson Sato @ 16 Jun, 2009 : 02:31
    Olá Sr. Mário, agradeço a visita e a mensagem que para mim é bastante incentivador. Grande Abraço.

  52. Andréa @ 26 Mai, 2010 : 03:42
    Obrigada pela resposta!! Entaoo a grande dificuldade nem é tanto a cidade natal, mas sim as ramificações que vem do Japão já que é dificil o acesso "/ Ando buscando tambem sobre o meu sobrenome Mishima, tem tanta gente que nao sabemos onde está quem nos vincula! No entanto, obrigada mais uma vez pela resposta! Beijos

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