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Paulo Moriassu Hijo

São Caetano do Sul / São Paulo - Brasil
69 anos, Professor

Saudosa Okinawa


Saudosa Okinawa

Primeiros Okinawanos no Brasil

Outro dia recebi uma visita do amigo jornalista Osvaldo Higa. Assim que me cumprimentou, me disse, "Vim só para trazer um presente para você." Entregou-me um cd contendo músicas de Okinawa, arquipélago localizado no extremo sul do Japão, que há pouco pus a tocar. Estou escrevendo ao som de "samishen", um instrumento de três cordas, cujo bojo é coberto com pele de cobra, que produz um som único.

Okinawa, de onde vieram os meus avós e minha mãe - meu pai nasceu em Promissão, interior de São Paulo -, é um cantinho muito especial do Japão. Lá, falam uma língua, que os japoneses de outras províncias não entendem. Dizem que o dialeto okinawano é a língua japonesa antiga. Apesar de pertencer ao Japão, Okinawa tem a sua própria cultura e costume. É muito rica em cultura, arte e culinária. Esta é responsável pela longevidade dos okinawanos. Sim, os japoneses de lá são os que vivem mais. Ah, de lá saiu o caratê e se espalhou pelo mundo inteiro.

As ilhas, de onde vieram os meus ascendentes, como ficam numa região subtropical - cana-de-açúcar e batata doce são bastante cultivadas -, têm um clima ideal para os turistas desfrutarem as suas lindas praias com suas águas cristalinas e transparentes. Aproximadamente 5.000.000 de turistas visitam Okinawa à procura das suas praias exóticas todos os anos.

Apesar da beleza natural e o turismo forte, o arquipélago de Okinawa só saiu da obscuridade e se tornou conhecido há pouco tempo. Algumas décadas atrás, vivia ainda a idade média. A pobreza tomava conta da maioria dos habitantes. Foi por isso que muitos okinawanos deixaram a sua terra natal para tentar uma vida melhor em outros paises. Meus avós e minha mãe optaram pelo Brasil. Meus avós chegaram aqui trazendo poucas coisas, mas valiosas. Duas das coisas que trouxeram e lhes foram muito prestativas foram uma vitrola a corda e uma montanha de discos duros e quebradiços.

Quando eu era criança e vivia em um sítio em Presidente Prudente. Lembro-me bem dos momentos que, vez ou outra, os adultos se reuniam, após o jantar, para ouvirem as musicas de Okinawa. Sob a fraca luz de uma lamparina queimando querosene, meu pai dava corda girando uma manivela da vitrola, colocava um disco no prato e, depois, repousava um dispositivo com agulha, de onde o som saia.

Assim que a música começava, todos ouviam em silêncio; e eu percebia, em cada um, a doída saudade sentida do longínquo arquipélago de Okinawa. Quando a música era lenda e triste, sentir um vazio, por estar em um local estranho, era inevitável e eu via muitos olhos se emudecerem. Caro leitor, se você não é okinawano e nem "nissei", descendente de primeira geração, não faz idéia quanto sofreram os primeiros okinawanos que aqui chegaram, um lugar completamente diferente, sem, ao menos, ter o que estavam acostumados a comer.

Quando me perguntam se sinto saudade da minha infância, respondo categoricamente que não. Que motivo tenho, se via tristeza nos olhos dos meus avós e de meus pais, não só por sentirem saudade de Okinawa, mas também por termos careceido de muitas coisas. É, leitor, a vida dos primeiros okinawanos nesta terra foi dura, põe dura nisso. Repito: só nós, okinawanos, sabemos o que passamos e o quanto sofremos. Basta perguntar aos descendentes que nasceram e viveram na zona rural.

Fico imaginando, quantos, assim que chegaram, por vários motivos e óbvios, não desejaram desesperadamente regressar para Okinawa. Mas como voltar? E quando a saudade de alguém que ficou lá batia, como se comunicar? Não havia telefone e nem força elétrica nos sítios naquela época. As cartas demoravam meses para daqui chegar no Japão e de lá para chegar aqui.

Para matar um pouco a saudade de Okinawa, só restava ouvir as músicas de lá, como estou fazendo agora. Estou me deliciando com a música "Shima Uta" ("Canção da Ilha ou da Terra"), que acaba de começar e fala da ilha de Okinawa, enquanto escrevo. Puxa, há quanto tempo não ouvia essa canção, que me fez lembrar dos meus avós e meus pais, que tanto sofreram e lutaram para nos criar e não puderam usufruir uma vida mais digna.

As canções antigas de Okinawa, que muito ouvi quando criança, começam a mexer comigo e tornam o meu escrever uma difícil empreitada, pois algumas gotas de lágrimas já rolam sobre a minha face; e na minha lembrança rolam cenas tristes, nas quais vejo que os personagens são os meus sofridos avós e pais, que há tempo se foram. Não, não foram para Okinawa, mas para um outro mundo. Tomara que para um mundo e vida melhor, que neste não encontraram.

É, ouvir as músicas do tempo dos nossos avós, que Osvaldo Higa me presenteou, me trouxe uma imensa alegria. Também trouxe muitas lembranças gostosas, mas que me causaram muita tristeza e acabam de provocar em mim um choro incontrolável. Ó, leitor me desculpe por não poder continuar. A canção me dificulta bastante a escrita. A saudade, provocada pelas músicas, que sinto de meus avós e pais é muita.

Crônica publicada no www.gostodeler.com.br
Visite e leia mais crônicas minha lá.


Enviada em: 16/07/2008 | Última modificação: 16/07/2008
 
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Comentários

  1. Brunna Duarte @ 20 Fev, 2008 : 23:18
    Por mais que eu leia e releia sua história, ela sempre me emocionar! Vc é demais e eu te admiro muito!

  2. Hamud @ 21 Fev, 2008 : 00:29
    Grande Amigo Saiba que te admiro. Parabéns por sua Luta Paulo

  3. Rosana Dias @ 21 Fev, 2008 : 10:37
    Realmente suas histórias são sempre muito interessantes e envolventes. Continue escrevendo sempre e sempre mais. E é isso aí: nunca é tarde para corrermos atrás dos nossos sonhos! Good luck! Rosana

  4. Cleide Galli @ 21 Fev, 2008 : 12:00
    Suas histórias causam forte emoção pela veracidade que transmitem. Ter a consciência de que tem muito a aprender te faz muito buscar e nós, aqui, aguardamos ansiosos tudo o que puder trazer. Parabéns e que consiga publicar seu livro para que muito mais pessoas possam ter a honra de conhecer seus textos.

  5. Camelia La Branca @ 21 Fev, 2008 : 17:15
    Paulo querido! Você merece ver teus livros publicados. Sempre leio tuas histórias e fico emocionada.... Você está sempre se superando... ...Beijos,,,

  6. renatão @ 21 Fev, 2008 : 18:03
    Fala ai o cabeção. Tudo que eu disser da sua capacidade, será suspeito, porque acho que muito poucos conhecem a sua historia como eu. Você tem um imenso leão dentro de si, pena que algumas vezes insita em mantê-lo enjaulado. parabens por todas as suas conquistas. bçs renato

  7. toku @ 22 Fev, 2008 : 11:57
    Depois de te achar nas comunidades dos uchinanchus, do orkut, peguei "gôsto" e "gósto" de ler suas colunas. Abraços e Parabéns!

  8. Jorge de Barros @ 23 Fev, 2008 : 13:10
    Só não concordo com uma coisa: você é escritor sim. Abraço

  9. Hildebrando Pafundi @ 25 Fev, 2008 : 09:52
    Caro amigo Paulo Hijo. Já disse que você é sim um escritor e ótimo cronista e memorialista. E a crônica é um gênero literário. Muitos escritores famosos possuem livros de crônicas: Machado de Assis, José de Alencar, Ignácio de Loyola Brandão, Luís Fernando Verissimo, entre outros. E quando a crônica se refere a memória, tem mais chance ainda de ser perene em livro. Vá em frente amigo. Estou torcendo para que seja publicado e lançado seu primeiro livro de crônicas ou de contos. Saudações literárias do Hildebrando Pafundi

  10. Beto @ 25 Fev, 2008 : 10:11
    Eu acho que você (paulo hijo) ja esta pronto para publicar seu livros e historias. estou gostando muito de ler seus textos PARABENS.

  11. Julio Miyazawa @ 26 Fev, 2008 : 08:54
    Olá, Paulo. Acompanho suas crônicas. Achei uma ótima idéia publicar as cartas ao Bispo. Será um meio de falar dessa época e dos sentimentos que ficaram reservados, no íntimo, ou melhor, no coração. Sobre este site da Abril achei um grande projeto, muito importante. Um abraço. Júlio Miyazawa - 26/02/2009

  12. kika i shin den shin @ 1 Mar, 2008 : 16:46
    olá,parabens pelos seus textos,não tive oportunidade de ler todos mas adorei aqueles que eu li,parabens também por ter esse orgulho de OKINAWA que é um lindo lugar,infelizmente não tive a oportunidade de ir mas concerteza esse é o primeiro inten da minha lista,como voce deve imaginar o texto que mais gostei foi meu eterno mestre shinzato... parabens pela sua simpatia e esse dom... xau bjuuus

  13. Sílvio Sano @ 3 Mar, 2008 : 11:38
    Prezado Paulo. Foi com imensa satisfação que conheci e li algumas de suas crônicas... e adorei! E a sua quase declinação ao convite para escrevê-las, e posterior descoberta de que era capaz... e muito bem, remeteu-me a um provérbio do poeta, escritor, ator, cineasta, etc. Jean Cocteau (até porque percebi que também gosta disso): "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez!" E lá no site ,deu para perceber também que o lugar de algumas delas, do jeito como já estão, é aqui! Traga-as para cá, caro Paulo. Um grande abraço.

  14. Wallace Moura - Gosto de Ler @ 4 Mar, 2008 : 12:36
    Olá, Paulo. Fico muito feliz de ter sido instrumento de iniciação de seu maravilhoso trabalho como cronista. Sem dúvida você tem sido importante instrumento no sucesso do nosso site Gosto de Ler também, estando sempre entre os mais lidos e mais comentados. Obrigado por nos prestigiar, e que Deus o abençoe cada vez mais. Grande abraço.

  15. Osvaldo Heinze @ 4 Mar, 2008 : 17:26
    Sabe amigo Hijo... Você tem essa grande característica oriental: de se manter numa eterna humildade... E que bom! Afinal, essa faculdade é para poucos. Quando o conheci pessoalmente, sinceramente não imaginava que escrevia com tanto talento e esse provavelmente é o motivo por terem lhe convidado para a revista. O fato de você ter se admirado com o convite já lhe transfere essa grande virtude que mencionei acima. "Na verdade quando somos grandes em algo nem o sabemos por nós mesmos; alguém tem que vir nos comunicar". Parabéns meu amigo. Continue firme... Abraços!!!

  16. Francisco José de Souza Ribeiro @ 12 Mar, 2008 : 17:23
    Paulinho , você , sem dúvida alguma é um dos mais profícuos e simpáticos exemplares de como a comunidade japonesa ajuda o Brasil a ser um país cada vez melhor. Tê-lo como amigo e companheiro é um orgulho inolvidável. Temos muito em comum pois também sou filho de imigrantes (portugueses) e , assim como você, sou um eterno indignado contra as injustiças e a falta de inteligência crônica de nossa socidade.Continue sendo este verdadeiro SAMURAI da cultura, em especial na nossa querida São Caetano do Sul(SP)! Sayonara !!!

  17. Ricardo Simões @ 13 Mar, 2008 : 10:27
    O Paulo eu vivo pegando no pé. Tem a alma linda, de artista. O olhar arguto garimpeiro que ve as entranhas da realidade. Ele não escreve: interfere no seu tempo. Porque eu pego no pé dele? Tem que escrever mais, é muito gostoso lê-lo.

  18. daisy @ 16 Abr, 2008 : 19:58
    oi,paulo estou torcendo pra q consiga publicar s/livro,pois vc tem talento,e merece. Obrigada pelas coisas lindas q escreve,pelas emoçoes q provoca. abraços,

  19. Rita de Cássia Arruda @ 29 Mai, 2008 : 08:33
    Prezado Paulo: Fiquei realmente emocionada com seu depoimento. Você foi sim, sem dúvida alguma, uma criança muito criativa e quero crer que muito terna também. Acho ainda que essa ternura e simplicidade se refletem nas crônicas que você escreve, que até então eu não conhecia, mas que acabei tomando conhecimento ao procurá-las na Internet, depois de ter lido aqui em sua página tantas manifestações de carinho e incentivo. Só posso fazer coro com as demais pessoas que aqui deixaram seus comentários: você é talentosíssimo e torço para que muito em breve publique seu livro. Parabéns, Paulo !!! Um abraço.

  20. Luci Suzuki @ 2 Jun, 2008 : 12:04
    Caro Paulo, após uma prova de tempero dos seus textos aquí no seu perfil, eu tbém fui levada pelo apetite - tal como fez Rita de Cássia, acima - a procurar suas crônicas na rede. E como ela, concluí que são todas deliciosas. São crônicas de linguagem despojada, fluida e sobretudo honesta, com a qual tão bem valoriza os protagonistas de seus textos: os sentimentos humanos. Pessoalmente, como leitora, não aprecio os artifícios alegóricos, redundantes, cheios de emaranhados linguísticos de que se valem alguns autores, - quem sabe, para mascarar a falta de modéstia ou de teor. Ao contrário, suas crônicas são flagrantes da vida, e como tais, certamente exigem muito mais habilidade e honestidade do autor, para que os textos resultem em tanta leveza e fluidez. Serei uma de suas torcedoras, para que as crônicas se materializem em um livro. Um grande abraço, Luci

  21. Masahiro Shinzato-Santos SP @ 5 Jun, 2008 : 15:58
    Parabens pela bela história. Eu também, dos meus 3 aos 22 anos, cresci na chácara, igualmente à sua família, minha mãe junto a minha avó, preparava tofu e moti numa moenda dessas. Após 54 anos de Brasil, ainda guardamos estes utencilio , como uma boa lembranças de nosso Okinawa. Lendo a sua história, fiz uma agradável viagem de tempo, que guardo com muito carinho e com certeza ajudou muito na minha formação. Obrigado

  22. Yamila @ 5 Jun, 2008 : 17:00
    Paulo, realmente sinto a verdade na minha pele. É como se eu estivesse lá vivendo isso. Lágrimas tentam sair dos meus olhos...Coracao que bate mais forte ainda...Qué bom saber mais de vc e do seu passado que muita relacao tem com o da minha avó... Párabens desde a Argentina! Yamila.

  23. Sabrina Sakamoto @ 5 Jun, 2008 : 18:26
    Paulo, É muito agradável ler suas histórias... Lembro-me imediatamente de meu pai, que faleceu quando eu tinha apenas 10 anos... imagino que seus relatos devam ter muito a ver com os que ele teria para me contar se ainda estivesse vivo... Abração!

  24. Dulci @ 12 Jun, 2008 : 20:58
    Que bom saber que ainda existem pessoas como Vc! Com sensibilidade para deixar registrado tempos de luta... valores que não existem mais...que bom ter um amigo assim...corajoso e humilde... Vc tem uma missão importante... que Deus o abençõe, sempre!

  25. Osvaldo Heinze @ 13 Jun, 2008 : 07:53
    Querido amigo: Por mais que a fita que usavas estivesse branca e brilhante, nunca resplandeceria tanto, quanto a tua alma pura de criança... Parabéns!!! Obrigado por nos presentear com mais uma linda passagem de tua vida. Abraços fraternos!!!

  26. Deise @ 16 Jun, 2008 : 10:01
    Olá Paulo Hijo, li vários textos escritos p/ vc, estou confiante que seu novo livro será publica- do, pois a maneira como vc se expressa é clara e agradável.

  27. LucianaMaria @ 16 Jun, 2008 : 10:06
    PARABÉNS; adoro suas crõnicas, estou torcendo pelo seu sucesso.

  28. daisy @ 16 Jun, 2008 : 21:01
    oi,paulinho, fiquei muito emocionada e chorei,ao ler s/relato,tao rico. Parabens,sei q vc conseguira publicar s/livro pois vc e 1 grande escritor. abraços,

  29. vicentepg @ 18 Jun, 2008 : 11:46
    Paulo; vc é um grande escritor, gosto dos textos e da maneira como escreve. Sucesso

  30. nelsonsinzato@brturbo.com.br @ 29 Jun, 2008 : 17:00
    Omedetô, Paulo Sam, sua história "primeira comunhão" é muito emocionante e a dedico a minha mãe Rosa Sinzato, hoje com 86 anos, mas, graças a Deus, com muita saúde. A minha mãe sempre procurou manter vivas as duas tradiçoes, a japonesa convencional e a okinawa, porém, também procurou nos introduzir na religião católica, pois, dizia ela, afinal, moramos no Brasil. Assim, fomos batizados na Igreja Católica e na nossa casa na zona rural de Dracena, ali mesmo, pertinho de Presidente Prudente, diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, ela nos ensinava o Pai Nosso e a Ave Maria. No final da colheita a gente doava um saco de café para a igreja. Enfim, em termos de religião mimha mãe é uma autêntica nipo-brasileira, tem em sua casa o butsudan, onde acende o senkô, para reverenciar os antepassados e tem também as imagens de Cristo e de Nossa Senhora Aparecida, para praticarmos a fé católica. Enfim, Paulo, permita que, aqui de Cáceres, Mato Grosso,eu possa homenagear minha mãe, atualmente em Marília, SP, uma verdadeira guerreira, como todas as mulheres okinawanas.

  31. nelsonsinzato@brturbo.com.br @ 29 Jun, 2008 : 18:38
    Prezado Paulo. Atualmente residindo em Cáceres, Mato Grosso, onde sou o único utinanchu (meus filhos já são miscegenados), sou um saudosista dos tempos em que morava em Dracena. Na década de 70 eu viajava muito pela Empresa Flamingo até Presidente Prudente, por motivo de concursos públicos e passei várias vezes em Eneida. Recentemente viajei para Dracena e refiz esse trajeto. As outroras estradas vicinais já estão todas asfaltadas. De Dracena segui por Irapuru e Flora Rica pelo lado da Alta Paulista. Após o Rio do Peixe passei por Santo Expedito e Alfredo Marcondes, mas não me lembro de ter passado por Eneida. Paulo será que Eneida fica em outro trajeto ou será que "sumiu do mapa"?

  32. Leila Fumagalli @ 6 Jul, 2008 : 21:44
    Paulo, suas crônicas são deliciosas quanto todos esses pratos apresentados por você. Uma literatura saborosa! Abraços, Leila

  33. Helio @ 1 Dez, 2010 : 06:29
    Paulo, hoje fiquei emocionado, tenho 60 anos, nasci em Prudente,morei na rua Bela, sai de la com 19 anos, para nunca mais voltar, mas sinto muitas saudades, tambem fiz a Primeira Comunhão na nossa saudosa Catedral de São Sebastião que, como vc bem disse parecia enorme... abraços

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