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  Conte sua históriaPaulo Moriassu Hijo › Minha história

Paulo Moriassu Hijo

São Caetano do Sul / São Paulo - Brasil
67 anos, Professor

Primeiros Dias de Aula e A Primeira Gafe


Nasci em Presidente Prudente, num pequeno sítio, para lá do distrito de Eneida, 40 km distante da cidade. Ali, vivi um período da minha vida sem companhia de outras crianças. Meus pais e meus irmãos se mudaram para a cidade e eu fiquei com meus avós paternos. Como falava apenas com eles, falava japonês e o dialeto da ilha de Okinawa. Mal sabia português. Como nunca tinha saído dali, não conhecia nada da cidade. Sabia distinguir cavalos dos burros, marrecos dos patos, touros dos bois, animais machos das fêmeas, castrados dos não castrados, diferentes pássaros, mas das coisas da cidade não sabia. E como falava um português precário, até hoje trago comigo alguns resquícios. Ainda cometo erros de concordâncias e falo com sotaque.

Quando, finalmente, chegou o momento de iniciar meus estudos, fui levado para a cidade para freqüentar o primário - hoje, ensino fundamental -, no Grupo Escolar Prof. Adolpho de Arruda Mello, no centro da cidade. Era o início do ano de 1961 e contava com 8 anos. A escola ficava na rua atrás da Catedral de são Sebastião, que por sua vez localizava-se na praça Monsenhor Sarrion, e defronte dela, outra praça, 9 de Julho, com uma fonte luminosa e um coreto. Foi o dia mais feliz da minha vida até então. O que eu mais tinha querido era deixar aquele sítio despovoado. Naquela época, já gostava de agitação. Queria companhia de outras crianças, daí, talvez, sempre gostar de freqüentar escolas, apesar da minha timidez.

Cheguei na cidade, me lembro bem, e uns dias depois, de manhã, meu pai me levou para a escola em seu velho caminhão. Ele me fez chegar até a porta, de onde me conduziram para o andar superior. Junto à porta de uma das salas de aula, a professora aguardava seus alunos chegarem. Ela me recebeu com o ar sério, sem dar um sorriso. O primeiro dia serviu apenas para ela passar as instruções e a lista de material. Meu pai me esperou na saída.

No segundo dia, foi o meu avô que me levou. Fomos a pé. Assim que cheguei, uma inspetora me fez acompanhá-la, junto com outras crianças, até o pátio. A professora nos colocou em fila dupla, defronte a um coreto. Ordenou que ficássemos quietos. Ela tinha um olhar decidido que me davam a impressão de uma pessoa muito séria, brava e até certo ponto intolerante. Previsão que depois se confirmou. Como foi brava a minha primeira professora, a Dona Catarina Martins Artero. Também foi brava a dona Elizabete Zangari, professora do segundo ano. Gostava muito e tenho saudade da prof. Neide de Almeida, do terceiro ano, que me incentivou e mostrou que eu era capaz de aprender. Respeitava e admirava o meu professor do quarto ano, Sr. Arlindo Fantini. Ele lecionava de terno e gravata. Hoje há uma escola, na cidade de Presidente Prudente, que leva o seu nome, e outra que leva o nome da Prof. Catarina.

Quando todos os alunos estavam a postos, surgiu uma senhora pequena, de idade, e aparentemente de um corpo frágil, dentro de um vestido azul, subiu no coreto, deu as boas vindas, fez hastear a Bandeira Nacional e com um gesto iniciou o Hino Nacional. Foi acompanhada por todos, menos por mim. Já havia ouvido o Hino, mas não sabia cantar por não saber a letra. Hoje consigo cantar o nosso Hino, pois a cerimônia se repetiu por quatro anos. Depois do Hino, nos liberaram e, ordenadamente, em filas, nos dirigimos para a classe.

Na sala de aula, a professora pediu aos alunos que escolhessem as carteiras e se sentassem. Escolhi a terceira da fileira junto à porta. Era uma carteira que comportava dois alunos. Havia dois recipientes de tinta, um em cada extremidade, que, depois, tornaram-se obsoletos com as recém-chegadas canetas esferográficas, apesar de que a nós, do primeiro ano, só era permitido o uso de lápis. Abaixo do tampo havia um compartimento para os cadernos e livros. Assim que me sentei, um menino de tez branca e cabelos dourados sentou-se ao meu lado direito. Depois, porque ele era canhoto, trocamos de lugar.

Com os alunos acomodados, a professora abriu o livro de chamada e pediu que, ao ouvir o nome, o aluno se levantasse e dissesse: "presente!" Vi um a um se levantar e dizer: "presente!" E cada vez que um se levantava eu ficava mais nervoso, pois logo chegaria a minha vez. Quando ouvi aquela voz impostada me chamando, me levantei acanhado e, com o rosto ardente, em vez de dizer "presente", eu respondi em japonês com um "hai!", curvando-me para frente. A criançada caiu na risada. A professora ordenou que fizesse silêncio com uma voz firme e brava me fez repetir: "presente!".

Foi a primeira gafe, das muitas que cometeria depois, por ter um português pobre e ser caipira, já que tinha recém saído do sítio. E o engraçado de tudo isso é que ainda não domino bem o português, já não falo mais nem o japonês e nem o dialeto de Okinawa e, apesar de morar em são Caetano do Sul, cidade do ABC, região da Grande São Paulo, continuo tímido e caipira.


Enviada em: 23/07/2008 | Última modificação: 23/07/2008
 
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Comentários

  1. Brunna Duarte @ 20 Fev, 2008 : 23:18
    Por mais que eu leia e releia sua história, ela sempre me emocionar! Vc é demais e eu te admiro muito!

  2. Hamud @ 21 Fev, 2008 : 00:29
    Grande Amigo Saiba que te admiro. Parabéns por sua Luta Paulo

  3. Rosana Dias @ 21 Fev, 2008 : 10:37
    Realmente suas histórias são sempre muito interessantes e envolventes. Continue escrevendo sempre e sempre mais. E é isso aí: nunca é tarde para corrermos atrás dos nossos sonhos! Good luck! Rosana

  4. Cleide Galli @ 21 Fev, 2008 : 12:00
    Suas histórias causam forte emoção pela veracidade que transmitem. Ter a consciência de que tem muito a aprender te faz muito buscar e nós, aqui, aguardamos ansiosos tudo o que puder trazer. Parabéns e que consiga publicar seu livro para que muito mais pessoas possam ter a honra de conhecer seus textos.

  5. Camelia La Branca @ 21 Fev, 2008 : 17:15
    Paulo querido! Você merece ver teus livros publicados. Sempre leio tuas histórias e fico emocionada.... Você está sempre se superando... ...Beijos,,,

  6. renatão @ 21 Fev, 2008 : 18:03
    Fala ai o cabeção. Tudo que eu disser da sua capacidade, será suspeito, porque acho que muito poucos conhecem a sua historia como eu. Você tem um imenso leão dentro de si, pena que algumas vezes insita em mantê-lo enjaulado. parabens por todas as suas conquistas. bçs renato

  7. toku @ 22 Fev, 2008 : 11:57
    Depois de te achar nas comunidades dos uchinanchus, do orkut, peguei "gôsto" e "gósto" de ler suas colunas. Abraços e Parabéns!

  8. Jorge de Barros @ 23 Fev, 2008 : 13:10
    Só não concordo com uma coisa: você é escritor sim. Abraço

  9. Hildebrando Pafundi @ 25 Fev, 2008 : 09:52
    Caro amigo Paulo Hijo. Já disse que você é sim um escritor e ótimo cronista e memorialista. E a crônica é um gênero literário. Muitos escritores famosos possuem livros de crônicas: Machado de Assis, José de Alencar, Ignácio de Loyola Brandão, Luís Fernando Verissimo, entre outros. E quando a crônica se refere a memória, tem mais chance ainda de ser perene em livro. Vá em frente amigo. Estou torcendo para que seja publicado e lançado seu primeiro livro de crônicas ou de contos. Saudações literárias do Hildebrando Pafundi

  10. Beto @ 25 Fev, 2008 : 10:11
    Eu acho que você (paulo hijo) ja esta pronto para publicar seu livros e historias. estou gostando muito de ler seus textos PARABENS.

  11. Julio Miyazawa @ 26 Fev, 2008 : 08:54
    Olá, Paulo. Acompanho suas crônicas. Achei uma ótima idéia publicar as cartas ao Bispo. Será um meio de falar dessa época e dos sentimentos que ficaram reservados, no íntimo, ou melhor, no coração. Sobre este site da Abril achei um grande projeto, muito importante. Um abraço. Júlio Miyazawa - 26/02/2009

  12. kika i shin den shin @ 1 Mar, 2008 : 16:46
    olá,parabens pelos seus textos,não tive oportunidade de ler todos mas adorei aqueles que eu li,parabens também por ter esse orgulho de OKINAWA que é um lindo lugar,infelizmente não tive a oportunidade de ir mas concerteza esse é o primeiro inten da minha lista,como voce deve imaginar o texto que mais gostei foi meu eterno mestre shinzato... parabens pela sua simpatia e esse dom... xau bjuuus

  13. Sílvio Sano @ 3 Mar, 2008 : 11:38
    Prezado Paulo. Foi com imensa satisfação que conheci e li algumas de suas crônicas... e adorei! E a sua quase declinação ao convite para escrevê-las, e posterior descoberta de que era capaz... e muito bem, remeteu-me a um provérbio do poeta, escritor, ator, cineasta, etc. Jean Cocteau (até porque percebi que também gosta disso): "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez!" E lá no site ,deu para perceber também que o lugar de algumas delas, do jeito como já estão, é aqui! Traga-as para cá, caro Paulo. Um grande abraço.

  14. Wallace Moura - Gosto de Ler @ 4 Mar, 2008 : 12:36
    Olá, Paulo. Fico muito feliz de ter sido instrumento de iniciação de seu maravilhoso trabalho como cronista. Sem dúvida você tem sido importante instrumento no sucesso do nosso site Gosto de Ler também, estando sempre entre os mais lidos e mais comentados. Obrigado por nos prestigiar, e que Deus o abençoe cada vez mais. Grande abraço.

  15. Osvaldo Heinze @ 4 Mar, 2008 : 17:26
    Sabe amigo Hijo... Você tem essa grande característica oriental: de se manter numa eterna humildade... E que bom! Afinal, essa faculdade é para poucos. Quando o conheci pessoalmente, sinceramente não imaginava que escrevia com tanto talento e esse provavelmente é o motivo por terem lhe convidado para a revista. O fato de você ter se admirado com o convite já lhe transfere essa grande virtude que mencionei acima. "Na verdade quando somos grandes em algo nem o sabemos por nós mesmos; alguém tem que vir nos comunicar". Parabéns meu amigo. Continue firme... Abraços!!!

  16. Francisco José de Souza Ribeiro @ 12 Mar, 2008 : 17:23
    Paulinho , você , sem dúvida alguma é um dos mais profícuos e simpáticos exemplares de como a comunidade japonesa ajuda o Brasil a ser um país cada vez melhor. Tê-lo como amigo e companheiro é um orgulho inolvidável. Temos muito em comum pois também sou filho de imigrantes (portugueses) e , assim como você, sou um eterno indignado contra as injustiças e a falta de inteligência crônica de nossa socidade.Continue sendo este verdadeiro SAMURAI da cultura, em especial na nossa querida São Caetano do Sul(SP)! Sayonara !!!

  17. Ricardo Simões @ 13 Mar, 2008 : 10:27
    O Paulo eu vivo pegando no pé. Tem a alma linda, de artista. O olhar arguto garimpeiro que ve as entranhas da realidade. Ele não escreve: interfere no seu tempo. Porque eu pego no pé dele? Tem que escrever mais, é muito gostoso lê-lo.

  18. daisy @ 16 Abr, 2008 : 19:58
    oi,paulo estou torcendo pra q consiga publicar s/livro,pois vc tem talento,e merece. Obrigada pelas coisas lindas q escreve,pelas emoçoes q provoca. abraços,

  19. Rita de Cássia Arruda @ 29 Mai, 2008 : 08:33
    Prezado Paulo: Fiquei realmente emocionada com seu depoimento. Você foi sim, sem dúvida alguma, uma criança muito criativa e quero crer que muito terna também. Acho ainda que essa ternura e simplicidade se refletem nas crônicas que você escreve, que até então eu não conhecia, mas que acabei tomando conhecimento ao procurá-las na Internet, depois de ter lido aqui em sua página tantas manifestações de carinho e incentivo. Só posso fazer coro com as demais pessoas que aqui deixaram seus comentários: você é talentosíssimo e torço para que muito em breve publique seu livro. Parabéns, Paulo !!! Um abraço.

  20. Luci Suzuki @ 2 Jun, 2008 : 12:04
    Caro Paulo, após uma prova de tempero dos seus textos aquí no seu perfil, eu tbém fui levada pelo apetite - tal como fez Rita de Cássia, acima - a procurar suas crônicas na rede. E como ela, concluí que são todas deliciosas. São crônicas de linguagem despojada, fluida e sobretudo honesta, com a qual tão bem valoriza os protagonistas de seus textos: os sentimentos humanos. Pessoalmente, como leitora, não aprecio os artifícios alegóricos, redundantes, cheios de emaranhados linguísticos de que se valem alguns autores, - quem sabe, para mascarar a falta de modéstia ou de teor. Ao contrário, suas crônicas são flagrantes da vida, e como tais, certamente exigem muito mais habilidade e honestidade do autor, para que os textos resultem em tanta leveza e fluidez. Serei uma de suas torcedoras, para que as crônicas se materializem em um livro. Um grande abraço, Luci

  21. Masahiro Shinzato-Santos SP @ 5 Jun, 2008 : 15:58
    Parabens pela bela história. Eu também, dos meus 3 aos 22 anos, cresci na chácara, igualmente à sua família, minha mãe junto a minha avó, preparava tofu e moti numa moenda dessas. Após 54 anos de Brasil, ainda guardamos estes utencilio , como uma boa lembranças de nosso Okinawa. Lendo a sua história, fiz uma agradável viagem de tempo, que guardo com muito carinho e com certeza ajudou muito na minha formação. Obrigado

  22. Yamila @ 5 Jun, 2008 : 17:00
    Paulo, realmente sinto a verdade na minha pele. É como se eu estivesse lá vivendo isso. Lágrimas tentam sair dos meus olhos...Coracao que bate mais forte ainda...Qué bom saber mais de vc e do seu passado que muita relacao tem com o da minha avó... Párabens desde a Argentina! Yamila.

  23. Sabrina Sakamoto @ 5 Jun, 2008 : 18:26
    Paulo, É muito agradável ler suas histórias... Lembro-me imediatamente de meu pai, que faleceu quando eu tinha apenas 10 anos... imagino que seus relatos devam ter muito a ver com os que ele teria para me contar se ainda estivesse vivo... Abração!

  24. Dulci @ 12 Jun, 2008 : 20:58
    Que bom saber que ainda existem pessoas como Vc! Com sensibilidade para deixar registrado tempos de luta... valores que não existem mais...que bom ter um amigo assim...corajoso e humilde... Vc tem uma missão importante... que Deus o abençõe, sempre!

  25. Osvaldo Heinze @ 13 Jun, 2008 : 07:53
    Querido amigo: Por mais que a fita que usavas estivesse branca e brilhante, nunca resplandeceria tanto, quanto a tua alma pura de criança... Parabéns!!! Obrigado por nos presentear com mais uma linda passagem de tua vida. Abraços fraternos!!!

  26. Deise @ 16 Jun, 2008 : 10:01
    Olá Paulo Hijo, li vários textos escritos p/ vc, estou confiante que seu novo livro será publica- do, pois a maneira como vc se expressa é clara e agradável.

  27. LucianaMaria @ 16 Jun, 2008 : 10:06
    PARABÉNS; adoro suas crõnicas, estou torcendo pelo seu sucesso.

  28. daisy @ 16 Jun, 2008 : 21:01
    oi,paulinho, fiquei muito emocionada e chorei,ao ler s/relato,tao rico. Parabens,sei q vc conseguira publicar s/livro pois vc e 1 grande escritor. abraços,

  29. vicentepg @ 18 Jun, 2008 : 11:46
    Paulo; vc é um grande escritor, gosto dos textos e da maneira como escreve. Sucesso

  30. nelsonsinzato@brturbo.com.br @ 29 Jun, 2008 : 17:00
    Omedetô, Paulo Sam, sua história "primeira comunhão" é muito emocionante e a dedico a minha mãe Rosa Sinzato, hoje com 86 anos, mas, graças a Deus, com muita saúde. A minha mãe sempre procurou manter vivas as duas tradiçoes, a japonesa convencional e a okinawa, porém, também procurou nos introduzir na religião católica, pois, dizia ela, afinal, moramos no Brasil. Assim, fomos batizados na Igreja Católica e na nossa casa na zona rural de Dracena, ali mesmo, pertinho de Presidente Prudente, diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, ela nos ensinava o Pai Nosso e a Ave Maria. No final da colheita a gente doava um saco de café para a igreja. Enfim, em termos de religião mimha mãe é uma autêntica nipo-brasileira, tem em sua casa o butsudan, onde acende o senkô, para reverenciar os antepassados e tem também as imagens de Cristo e de Nossa Senhora Aparecida, para praticarmos a fé católica. Enfim, Paulo, permita que, aqui de Cáceres, Mato Grosso,eu possa homenagear minha mãe, atualmente em Marília, SP, uma verdadeira guerreira, como todas as mulheres okinawanas.

  31. nelsonsinzato@brturbo.com.br @ 29 Jun, 2008 : 18:38
    Prezado Paulo. Atualmente residindo em Cáceres, Mato Grosso, onde sou o único utinanchu (meus filhos já são miscegenados), sou um saudosista dos tempos em que morava em Dracena. Na década de 70 eu viajava muito pela Empresa Flamingo até Presidente Prudente, por motivo de concursos públicos e passei várias vezes em Eneida. Recentemente viajei para Dracena e refiz esse trajeto. As outroras estradas vicinais já estão todas asfaltadas. De Dracena segui por Irapuru e Flora Rica pelo lado da Alta Paulista. Após o Rio do Peixe passei por Santo Expedito e Alfredo Marcondes, mas não me lembro de ter passado por Eneida. Paulo será que Eneida fica em outro trajeto ou será que "sumiu do mapa"?

  32. Leila Fumagalli @ 6 Jul, 2008 : 21:44
    Paulo, suas crônicas são deliciosas quanto todos esses pratos apresentados por você. Uma literatura saborosa! Abraços, Leila

  33. Helio @ 1 Dez, 2010 : 06:29
    Paulo, hoje fiquei emocionado, tenho 60 anos, nasci em Prudente,morei na rua Bela, sai de la com 19 anos, para nunca mais voltar, mas sinto muitas saudades, tambem fiz a Primeira Comunhão na nossa saudosa Catedral de São Sebastião que, como vc bem disse parecia enorme... abraços

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