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  Conte sua históriaPaulo Moriassu Hijo › Minha história

Paulo Moriassu Hijo

São Caetano do Sul / São Paulo - Brasil
69 anos, Professor

Primeira Comunhão


Nos meados da década de 60, ainda morava em Presidente Prudente, interior de São Paulo, numa rua de terra batida. Numa tarde, após ter feito as lições de casa, saí para brincar. Assim que alcancei o portão vi um vizinho, que chamávamos apenas de "Gordo", e sua mãe, Dona Neuza, da família Braga Mello, se dirigindo ao ponto de ônibus. Eles me cumprimentaram e me convidaram a ir ao centro. Disse que não podia, pois meus pais tinham ido para uma cidade vizinha vender laranjas, e eu não tinha dinheiro para a passagem. Ela disse que, como estava me convidando, a passagem seria por sua conta. Pedi, então, que me aguardasse um minuto, pois precisava me trocar. Entrei, coloquei uma camisa e um par de chinelos de dedos e os acompanhei.

No caminho a mãe do meu amigo disse que iria nos matricular no catecismo da Catedral. Explicou que iríamos estudar e aprender os preceitos da Igreja Católica para receber Cristo no coração. Confesso que, por mais didática que fosse a sua explicação - era uma respeitada professora do primário - não entendia nada do que dizia. Falou-me da Bíblia, de Jesus Cristo, das orações, das missas e da primeira comunhão. Imagine um caipira do sítio, descendente de okinawanos xintoístas e budistas, ouvindo sobre uma religião à qual a família não pertencia. Assim que chegamos na Igreja, fomos para um escritório localizado na parte de trás. Uma moça nos atendeu e, educadamente, nos entregou as fichas para serem preenchidas.

Depois da matrícula, a mãe do meu amigo nos levou para o interior da Igreja, onde acendeu uma vela e rezou. Era a segunda visita que fazia ao interior da Catedral de São Sebastião. A primeira foi quando fui batizado, aos 8 anos, mas não pude conhecê-la por inteiro. Daquela vez fiquei impressionado com o seu tamanho. À primeira vista me pareceu ser imensa, por dentro. Havia um altar grande nos fundos, que depois soube se chamar "Altar Mor", e pendurado, acima dele, estava um homem com a cara sofrida, com um rolo de espinhos na cabeça e pregado numa cruz enorme. Perguntei para a mãe do meu amigo quem era aquele homem. Ela me respondeu que era o filho de Deus.

Nas laterais havia outros pequenos altares, com vários santos. No teto, nas paredes laterais, podiam-se ver pinturas sacras. Havia velas enormes acesas por todo canto. No meio da fileira de bancos à direita de quem entrava, quase no meio da igreja, encontrava-se o púlpito. Logo na entrada via as pessoas passarem seus dedos em um recipiente de água e fazer o sinal da cruz. Tempos depois, eu passei a repetir o gesto, pois descobri que aquela água era benta. Pelo menos duas vezes por semana me benzia com aquela água, pois, além das aulas de catecismo, freqüentava missas aos domingos. No final do ano fiz a minha primeira comunhão e me senti um cristão de verdade.

Para me apresentar na missa da Primeira Comunhão, tive que fazer uma peregrinação nos dias que antecederam a mesma. Naquela época quase não via meus pais, pois saíam de madrugada e retornavam somente à noite. Passávamos por dificuldades financeiras e meus pais iam de caminhão lotado de frutas e legumes, como laranja, tomate, batatas e melancias, para vender em outras cidades.

O dia da Primeira Comunhão se aproximava e eu não tinha ainda a vela, o terço e nem a fita que se usava pendurada na manga, quase na altura do ombro direito. Para comprar a vela e o terço, meu irmão Morishi conseguiu o dinheiro emprestado de um de seus amigos, dono de um bar na avenida Manoel Goulart. Corri até a igreja e adquiri os dois objetos.

Faltava ainda a fita, que achava importante, e faltava o dinheiro para comprar uma. Queria uma de cetim, branco e brilhante, com uma estampa de cálice e de hóstia de cor dourada. Mas sem meus pais presentes, no dia anterior à primeira comunhão, saí à procura de alguém que pudesse me arranjar uma usada. Fui a dezenas de casas pela redondeza, mas não encontrei uma pessoa sequer que tivesse feito a primeira comunhão por aqueles tempos. Até que alguém me disse que um menino morador da rua Casemiro de Abreu, no ano anterior, havia feito a primeira comunhão e talvez ainda tivesse a fita.

Fui à casa indicada. Era uma família de negros humildes, simpáticos e atenciosos. Atenderam-me junto ao portão. Quando expus o meu problema, uma mocinha, comovida, prontamente entrou para buscar a fita que seu irmão usara, e que também já tinha sido usada em outros anos, de modo que ela se apresentava um tanto quanto amarelada pelo tempo. Antes mesmo que ela me estendesse a fita, agradeci várias vezes. Corri para casa, feliz da vida, para lavá-la e torná-la branca novamente.

Cheguei na minha casa de posse de uma fita surrada e amarelada. Corri para o tanque, na esperança de que ela voltasse a brilhar e ter a sua cor natural. Lavei e esfreguei-a várias vezes, mas foi em vão. O amarelo estava impregnado e já fazia parte do tecido. Por mais que lavasse não voltava à cor original.

No dia da Primeira Comunhão, um bonito domingo, peguei um alfinete e prendi a fita amarelada na manga da camisa. Vesti a camisa e saí ansioso para a Primeira Eucaristia. Parti de casa me sentindo importante, como sentem os que partem para uma primeira e importante missão.

Assim que cheguei, procurei o meu grupo. Fui colocado, pela professora, em uma fila, na praça ao lado da Catedral. Antes da entrada para a missa, mostrei a fita ao pai de um colega que o acompanhava e perguntei se a mesma estava feia, pois se tornara mais amarela perante as brancas dos meus colegas. Ele disse que Deus não vê a fita apenas, mas a pessoa, principalmente a fé e a intenção, e que as minhas eram muito válidas. Foi o que me consolou e me fez entrar orgulhosamente na igreja, sem companhia de um familiar e nem do meu amigo “Gordo”, pois havia desistido do catecismo. No dia seguinte, devolvi a fita para família simples à qual sempre fui grato.

Obs.: Leia as minhas crônicas no www.gostodeler.com.br


Enviada em: 12/06/2008 | Última modificação: 12/06/2008
 
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Comentários

  1. Brunna Duarte @ 20 Fev, 2008 : 23:18
    Por mais que eu leia e releia sua história, ela sempre me emocionar! Vc é demais e eu te admiro muito!

  2. Hamud @ 21 Fev, 2008 : 00:29
    Grande Amigo Saiba que te admiro. Parabéns por sua Luta Paulo

  3. Rosana Dias @ 21 Fev, 2008 : 10:37
    Realmente suas histórias são sempre muito interessantes e envolventes. Continue escrevendo sempre e sempre mais. E é isso aí: nunca é tarde para corrermos atrás dos nossos sonhos! Good luck! Rosana

  4. Cleide Galli @ 21 Fev, 2008 : 12:00
    Suas histórias causam forte emoção pela veracidade que transmitem. Ter a consciência de que tem muito a aprender te faz muito buscar e nós, aqui, aguardamos ansiosos tudo o que puder trazer. Parabéns e que consiga publicar seu livro para que muito mais pessoas possam ter a honra de conhecer seus textos.

  5. Camelia La Branca @ 21 Fev, 2008 : 17:15
    Paulo querido! Você merece ver teus livros publicados. Sempre leio tuas histórias e fico emocionada.... Você está sempre se superando... ...Beijos,,,

  6. renatão @ 21 Fev, 2008 : 18:03
    Fala ai o cabeção. Tudo que eu disser da sua capacidade, será suspeito, porque acho que muito poucos conhecem a sua historia como eu. Você tem um imenso leão dentro de si, pena que algumas vezes insita em mantê-lo enjaulado. parabens por todas as suas conquistas. bçs renato

  7. toku @ 22 Fev, 2008 : 11:57
    Depois de te achar nas comunidades dos uchinanchus, do orkut, peguei "gôsto" e "gósto" de ler suas colunas. Abraços e Parabéns!

  8. Jorge de Barros @ 23 Fev, 2008 : 13:10
    Só não concordo com uma coisa: você é escritor sim. Abraço

  9. Hildebrando Pafundi @ 25 Fev, 2008 : 09:52
    Caro amigo Paulo Hijo. Já disse que você é sim um escritor e ótimo cronista e memorialista. E a crônica é um gênero literário. Muitos escritores famosos possuem livros de crônicas: Machado de Assis, José de Alencar, Ignácio de Loyola Brandão, Luís Fernando Verissimo, entre outros. E quando a crônica se refere a memória, tem mais chance ainda de ser perene em livro. Vá em frente amigo. Estou torcendo para que seja publicado e lançado seu primeiro livro de crônicas ou de contos. Saudações literárias do Hildebrando Pafundi

  10. Beto @ 25 Fev, 2008 : 10:11
    Eu acho que você (paulo hijo) ja esta pronto para publicar seu livros e historias. estou gostando muito de ler seus textos PARABENS.

  11. Julio Miyazawa @ 26 Fev, 2008 : 08:54
    Olá, Paulo. Acompanho suas crônicas. Achei uma ótima idéia publicar as cartas ao Bispo. Será um meio de falar dessa época e dos sentimentos que ficaram reservados, no íntimo, ou melhor, no coração. Sobre este site da Abril achei um grande projeto, muito importante. Um abraço. Júlio Miyazawa - 26/02/2009

  12. kika i shin den shin @ 1 Mar, 2008 : 16:46
    olá,parabens pelos seus textos,não tive oportunidade de ler todos mas adorei aqueles que eu li,parabens também por ter esse orgulho de OKINAWA que é um lindo lugar,infelizmente não tive a oportunidade de ir mas concerteza esse é o primeiro inten da minha lista,como voce deve imaginar o texto que mais gostei foi meu eterno mestre shinzato... parabens pela sua simpatia e esse dom... xau bjuuus

  13. Sílvio Sano @ 3 Mar, 2008 : 11:38
    Prezado Paulo. Foi com imensa satisfação que conheci e li algumas de suas crônicas... e adorei! E a sua quase declinação ao convite para escrevê-las, e posterior descoberta de que era capaz... e muito bem, remeteu-me a um provérbio do poeta, escritor, ator, cineasta, etc. Jean Cocteau (até porque percebi que também gosta disso): "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez!" E lá no site ,deu para perceber também que o lugar de algumas delas, do jeito como já estão, é aqui! Traga-as para cá, caro Paulo. Um grande abraço.

  14. Wallace Moura - Gosto de Ler @ 4 Mar, 2008 : 12:36
    Olá, Paulo. Fico muito feliz de ter sido instrumento de iniciação de seu maravilhoso trabalho como cronista. Sem dúvida você tem sido importante instrumento no sucesso do nosso site Gosto de Ler também, estando sempre entre os mais lidos e mais comentados. Obrigado por nos prestigiar, e que Deus o abençoe cada vez mais. Grande abraço.

  15. Osvaldo Heinze @ 4 Mar, 2008 : 17:26
    Sabe amigo Hijo... Você tem essa grande característica oriental: de se manter numa eterna humildade... E que bom! Afinal, essa faculdade é para poucos. Quando o conheci pessoalmente, sinceramente não imaginava que escrevia com tanto talento e esse provavelmente é o motivo por terem lhe convidado para a revista. O fato de você ter se admirado com o convite já lhe transfere essa grande virtude que mencionei acima. "Na verdade quando somos grandes em algo nem o sabemos por nós mesmos; alguém tem que vir nos comunicar". Parabéns meu amigo. Continue firme... Abraços!!!

  16. Francisco José de Souza Ribeiro @ 12 Mar, 2008 : 17:23
    Paulinho , você , sem dúvida alguma é um dos mais profícuos e simpáticos exemplares de como a comunidade japonesa ajuda o Brasil a ser um país cada vez melhor. Tê-lo como amigo e companheiro é um orgulho inolvidável. Temos muito em comum pois também sou filho de imigrantes (portugueses) e , assim como você, sou um eterno indignado contra as injustiças e a falta de inteligência crônica de nossa socidade.Continue sendo este verdadeiro SAMURAI da cultura, em especial na nossa querida São Caetano do Sul(SP)! Sayonara !!!

  17. Ricardo Simões @ 13 Mar, 2008 : 10:27
    O Paulo eu vivo pegando no pé. Tem a alma linda, de artista. O olhar arguto garimpeiro que ve as entranhas da realidade. Ele não escreve: interfere no seu tempo. Porque eu pego no pé dele? Tem que escrever mais, é muito gostoso lê-lo.

  18. daisy @ 16 Abr, 2008 : 19:58
    oi,paulo estou torcendo pra q consiga publicar s/livro,pois vc tem talento,e merece. Obrigada pelas coisas lindas q escreve,pelas emoçoes q provoca. abraços,

  19. Rita de Cássia Arruda @ 29 Mai, 2008 : 08:33
    Prezado Paulo: Fiquei realmente emocionada com seu depoimento. Você foi sim, sem dúvida alguma, uma criança muito criativa e quero crer que muito terna também. Acho ainda que essa ternura e simplicidade se refletem nas crônicas que você escreve, que até então eu não conhecia, mas que acabei tomando conhecimento ao procurá-las na Internet, depois de ter lido aqui em sua página tantas manifestações de carinho e incentivo. Só posso fazer coro com as demais pessoas que aqui deixaram seus comentários: você é talentosíssimo e torço para que muito em breve publique seu livro. Parabéns, Paulo !!! Um abraço.

  20. Luci Suzuki @ 2 Jun, 2008 : 12:04
    Caro Paulo, após uma prova de tempero dos seus textos aquí no seu perfil, eu tbém fui levada pelo apetite - tal como fez Rita de Cássia, acima - a procurar suas crônicas na rede. E como ela, concluí que são todas deliciosas. São crônicas de linguagem despojada, fluida e sobretudo honesta, com a qual tão bem valoriza os protagonistas de seus textos: os sentimentos humanos. Pessoalmente, como leitora, não aprecio os artifícios alegóricos, redundantes, cheios de emaranhados linguísticos de que se valem alguns autores, - quem sabe, para mascarar a falta de modéstia ou de teor. Ao contrário, suas crônicas são flagrantes da vida, e como tais, certamente exigem muito mais habilidade e honestidade do autor, para que os textos resultem em tanta leveza e fluidez. Serei uma de suas torcedoras, para que as crônicas se materializem em um livro. Um grande abraço, Luci

  21. Masahiro Shinzato-Santos SP @ 5 Jun, 2008 : 15:58
    Parabens pela bela história. Eu também, dos meus 3 aos 22 anos, cresci na chácara, igualmente à sua família, minha mãe junto a minha avó, preparava tofu e moti numa moenda dessas. Após 54 anos de Brasil, ainda guardamos estes utencilio , como uma boa lembranças de nosso Okinawa. Lendo a sua história, fiz uma agradável viagem de tempo, que guardo com muito carinho e com certeza ajudou muito na minha formação. Obrigado

  22. Yamila @ 5 Jun, 2008 : 17:00
    Paulo, realmente sinto a verdade na minha pele. É como se eu estivesse lá vivendo isso. Lágrimas tentam sair dos meus olhos...Coracao que bate mais forte ainda...Qué bom saber mais de vc e do seu passado que muita relacao tem com o da minha avó... Párabens desde a Argentina! Yamila.

  23. Sabrina Sakamoto @ 5 Jun, 2008 : 18:26
    Paulo, É muito agradável ler suas histórias... Lembro-me imediatamente de meu pai, que faleceu quando eu tinha apenas 10 anos... imagino que seus relatos devam ter muito a ver com os que ele teria para me contar se ainda estivesse vivo... Abração!

  24. Dulci @ 12 Jun, 2008 : 20:58
    Que bom saber que ainda existem pessoas como Vc! Com sensibilidade para deixar registrado tempos de luta... valores que não existem mais...que bom ter um amigo assim...corajoso e humilde... Vc tem uma missão importante... que Deus o abençõe, sempre!

  25. Osvaldo Heinze @ 13 Jun, 2008 : 07:53
    Querido amigo: Por mais que a fita que usavas estivesse branca e brilhante, nunca resplandeceria tanto, quanto a tua alma pura de criança... Parabéns!!! Obrigado por nos presentear com mais uma linda passagem de tua vida. Abraços fraternos!!!

  26. Deise @ 16 Jun, 2008 : 10:01
    Olá Paulo Hijo, li vários textos escritos p/ vc, estou confiante que seu novo livro será publica- do, pois a maneira como vc se expressa é clara e agradável.

  27. LucianaMaria @ 16 Jun, 2008 : 10:06
    PARABÉNS; adoro suas crõnicas, estou torcendo pelo seu sucesso.

  28. daisy @ 16 Jun, 2008 : 21:01
    oi,paulinho, fiquei muito emocionada e chorei,ao ler s/relato,tao rico. Parabens,sei q vc conseguira publicar s/livro pois vc e 1 grande escritor. abraços,

  29. vicentepg @ 18 Jun, 2008 : 11:46
    Paulo; vc é um grande escritor, gosto dos textos e da maneira como escreve. Sucesso

  30. nelsonsinzato@brturbo.com.br @ 29 Jun, 2008 : 17:00
    Omedetô, Paulo Sam, sua história "primeira comunhão" é muito emocionante e a dedico a minha mãe Rosa Sinzato, hoje com 86 anos, mas, graças a Deus, com muita saúde. A minha mãe sempre procurou manter vivas as duas tradiçoes, a japonesa convencional e a okinawa, porém, também procurou nos introduzir na religião católica, pois, dizia ela, afinal, moramos no Brasil. Assim, fomos batizados na Igreja Católica e na nossa casa na zona rural de Dracena, ali mesmo, pertinho de Presidente Prudente, diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, ela nos ensinava o Pai Nosso e a Ave Maria. No final da colheita a gente doava um saco de café para a igreja. Enfim, em termos de religião mimha mãe é uma autêntica nipo-brasileira, tem em sua casa o butsudan, onde acende o senkô, para reverenciar os antepassados e tem também as imagens de Cristo e de Nossa Senhora Aparecida, para praticarmos a fé católica. Enfim, Paulo, permita que, aqui de Cáceres, Mato Grosso,eu possa homenagear minha mãe, atualmente em Marília, SP, uma verdadeira guerreira, como todas as mulheres okinawanas.

  31. nelsonsinzato@brturbo.com.br @ 29 Jun, 2008 : 18:38
    Prezado Paulo. Atualmente residindo em Cáceres, Mato Grosso, onde sou o único utinanchu (meus filhos já são miscegenados), sou um saudosista dos tempos em que morava em Dracena. Na década de 70 eu viajava muito pela Empresa Flamingo até Presidente Prudente, por motivo de concursos públicos e passei várias vezes em Eneida. Recentemente viajei para Dracena e refiz esse trajeto. As outroras estradas vicinais já estão todas asfaltadas. De Dracena segui por Irapuru e Flora Rica pelo lado da Alta Paulista. Após o Rio do Peixe passei por Santo Expedito e Alfredo Marcondes, mas não me lembro de ter passado por Eneida. Paulo será que Eneida fica em outro trajeto ou será que "sumiu do mapa"?

  32. Leila Fumagalli @ 6 Jul, 2008 : 21:44
    Paulo, suas crônicas são deliciosas quanto todos esses pratos apresentados por você. Uma literatura saborosa! Abraços, Leila

  33. Helio @ 1 Dez, 2010 : 06:29
    Paulo, hoje fiquei emocionado, tenho 60 anos, nasci em Prudente,morei na rua Bela, sai de la com 19 anos, para nunca mais voltar, mas sinto muitas saudades, tambem fiz a Primeira Comunhão na nossa saudosa Catedral de São Sebastião que, como vc bem disse parecia enorme... abraços

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