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  Conte sua históriaGiuliano Amorim Correia Peccilli › Minha história

Giuliano Amorim Correia Peccilli

São Paulo / SP - Brasil
37 anos, publicitário - redator

A entrevista na Rádio Blast parte 3


4) Qual o critério que você usa na hora de eleger um assunto para as colunas? (Pergunta do ouvinte Maurício)
Resposta:
Na verdade, as pautas são escolhidas com vários critérios. Estes critérios são: Pedidos do público, Relevância de vendagens na Oricon, Presença de algum show no Brasil, Trilha sonora de algum anime ou filme de origem nipônica ou asiática em geral e Gênero Musical.
Lembrando, que pedidos do público sendo realizados no Orkut, e-mail e cartas são estudados nos outros critérios, analisando se é possível ou não falar daquele artista. Muitos pedidos como no caso Larc en Ciel, tornou a matéria especial, por isso fizemos uma matéria de 7 páginas na revista, como também tem outros artistas que estamos fazendo no momento.

5) Como foi que ele conseguiu entrar pra redação da Neo Tokyo? E como ele aprendeu a fazer crítica musical, uma atividade jornalística tão difícil por envolver subjetividade de gosto e tudo mais? (Pergunta do Hick Duarte)
Resposta:
Para responder essa pergunta do Hick, preciso voltar um pouco no tempo. O editor da Neo Tokyo já conhecia meu trabalho de outros trabalhos que fiz com ele, envolvendo o portal Animepró e a revista Anime Kids.
A revista Anime Kids, algumas pessoas devem se lembrar, que vinha com DVD. Sendo a minha estréia, escrevi sobre Power Rangers Força Animal que estreava na Fox Kids na época (ainda não se chamava Jetix). A primeira edição veio com o filme Sakura Card Captor – A carta selada feito pelo Studio Gabia.
No portal Animepró, eu escrevia notícias e mini matérias de tokusatsu, anime e música.
Quando fui convidado a trabalhar na revista em 2005, foi apenas para o espaço live action que deveria ser focado em tokusatsu que era a minha especialidade. Na ocasião, o editor comentou que não encontrava ninguém para preencher a coluna de música e eu comentei que fiz algumas matérias de animesongs, para um outro portal, assim fazendo um teste para a coluna. Acabei que não trouxe animesongs para a coluna Play, trouxe jpop e jrock, enquanto a coluna Live Action, o foco foi mais cinema asiático e doramas, falando esporadicamente de tokusatsu.
Minhas matérias teste para a revista acabaram saindo na edição nº 1 da Neo Tokyo, falando de Crystal Kay na coluna Play e as influências dos animes em tokusatsu na coluna Live action.
Sobre a segunda pergunta do Hick, falar de música sendo uma mídia impressa é complicado. Acredito que nós acabamos encontrando soluções de transpor essa barreira da subjetividade com o tempo. Uso “nós”, porque o Hick é companheiro da mesma área, escrevendo de jmusic para a revista Ok.
Mas minha dificuldade não foi falar de música em si, mas no quesito me adaptar ao público da revista, já que eu estava acostumado com público de internet. Para isso, as primeiras colunas da revista, tiveram que apresentar um mundo novo para quem não conhece nada de música, assim usei pequenas comparações com música ocidental, para haver essa aproximação e primeiro contato com os leitores. Essas comparações já existiam comparando sucessos como Britney e Utada Hikaru, em outras publicações, apenas dei uma refinada na escolha e nas comparações, comparando estilo musical do artista.
Depois de um ano de revista, o público pela coluna estava formado, assim as referências foram suavizadas quanto a isso e começaram a ser usadas referencias no próprio mercado musical japonês, além de serem feitas matérias não só de cantores, mas também de gravadoras, selos musicais e eventos musicais no Japão e pelo mundo. No segundo ano da revista, inovamos mais uma vez, abrindo o leque de oportunidades de jmusic, falando de kpop, krock e músicos de videogame, como o compositor dos jogos da Nintendo, Koji Kondo. Também trazemos alguns gêneros não muito bem vistos pelo público jovem que foi o Okinawa Folk e o Enka, além de pesquisar artistas no Japão que estão participando da comemoração de 50 anos da Bossa Nova, como Dream Come True, bird e Hirai Ken. Assim a coluna sempre foi inovando e trazendo conteúdo novo todos meses nesses 2 anos e meio de existência da revista.


Enviada em: 10/09/2008 | Última modificação: 10/09/2008
 
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Comentários

  1. maximos @ 4 Jun, 2008 : 15:20
    Nunca chequei a assistir um Dorama. Mas não gosto das novelas do Brasil. Gostei muito da materia, e pelo que me parece, é bem melhor que novelas, e mais curto é assim que eu prefiro. Acho que vale a pena dar uma conferida em alguma.

  2. maximos @ 6 Jun, 2008 : 18:05
    Me faz lembrar Ouran High School Host Club. Eu acho normal chorar assistindo qualquer coisa. (não qualquer gênero) qualquer coisa que traga algum sentimento a tona pode fazer as pessoas chorarem, e também depende da situação da pessoa.

  3. maximos @ 9 Jun, 2008 : 18:14
    O.O Passou Evangelinon. Me parece muito bom. Bom não conheço muito bem os Doramas, nem os atores, mas esse Hero me pareceu bem legal.

  4. maximos @ 13 Jun, 2008 : 11:56
    Hum... Parece mesmo incrível. E parece tratar de um tema bem interessante. Ao invés das novelas da Globo que só fala do que o povo quer ver: sexo, drogas, funk, e violência. (claro que existem exceções, mas as novelas têm decaído muito). Vou estar esperando a sobre J-music *_*

  5. myiu @ 13 Jun, 2008 : 19:42
    One Ok Rock é realmente muito bom. Ainda bem que você viciou, eles precisam de muitos fãs! ^^ Quem sabe um dia eles não aparecem pelo Brasil né?

  6. maximos @ 13 Jun, 2008 : 23:29
    Será mesmo conhesidencia? XD A historia é bem legal, acho que acompanhar a historia deve ser muito melhor. Gosto muito de Fan-Fics, e de Fics. A sua parece estar ótima. Mas foi uma grande conhecidencia em.

  7. maximos @ 13 Jun, 2008 : 23:55
    Eu comecei a gostar de J-music, J-rock, e J-pop, por causa dos animesongs. Eu ainda sou meio noob quanto a isso, mas aos poucos vou aprendendo. Gosto muito de varias bandas, mas Yui para mim é especial, claro que não é a única que conheço, mas para mim é especial, como ela canta, as letras, o jeito dela, tudo. Hoje em dia eu só ouço dizerem que sou estranho por gostar de J-music, outros tipos de musicas nem me atraem mais.

  8. TonTon @ 18 Jun, 2008 : 20:32
    Oi , blza ? vou acompanhar seus posts aqui.

  9. maximos @ 20 Jun, 2008 : 09:15
    Se eu encontrasse não saberia quem é. >.< Mas é realmente raro encontrar uma pessoa assim por aí, então valeu a pena chegar um pouco atrasado né?

  10. maximos @ 20 Jun, 2008 : 23:51
    *-* Sugoi. =D Eu não sabia quando ele viria. =/ Bom acho que esses 100 anos de imigração esta fazendo muito bem para o Brasil, assim como já tem feito. Eu queria ter visto pessoalmente (pelo menos de longe), mas não o vi =/

  11. maximos @ 26 Jun, 2008 : 09:26
    Eu acho que você até tem um bom começo, e deve ter muito mais pela frente, eu sempre quis escrever algo para alguma revista, ou ajudar em algum site, mas como não posso fazer o que. XD

  12. Mihi @ 7 Jul, 2008 : 15:52
    Acho que a maioria dos leitores tem a cabeça bem fechada pra muita coisa que não envolva lutas...

  13. maximos @ 27 Jul, 2008 : 09:40
    Desculpa por ter sumido. ^^" Bom agora já li tudo o que não havia lido.

  14. Flávio Daruz @ 24 Ago, 2008 : 22:15
    Apesar de muitas vezes cobrir partes da cultura japonesa ou obras que não fazem meu gênero ( uma olhada em meus artigos mostrariam que meu estilo é outro), tenho me divertido com seus artigos. Na minha opinião, as novelas japonesas e coreanas não ficam devendo nada às brasileiras, e apesar de alguns exageros, oferecem compensações ( são curtas, cheias de gente bonita, bonitos temas musicais...). Apesar de eu mesmo não ser fã, creio terem chance de "pegar" no Brasil. Quanto à "Death Note" e "Nana", o valor delas está em captar novos públicos para essas histórias, gente como eu. Pena que, como os filmes americanos, as continuações dificilmente fiquem à altura das tramas ou mesmo da qualidade do original...

  15. Flávio Daruz @ 24 Ago, 2008 : 23:11
    Estou escrevendo um novo comentário porque graças ao vídeo ao lado pude satisfazer minha curiosidade de ver Doraemon em português. Obrigado! Ler seus artigos faz com que eu me sinta velho, porque nossos gostos parecem indicar uma barreira enorme entre nossas gerações. Legal descobrir, por outro lado, que produções japonesas sejam cada vez mais acessíveis ( em vários sentidos ), e que há tanta gente que se interessa, como nós. Imagino que estudar japonês no Brasil deve fazer tudo ainda mais difícil, mas com seu amor à cultura do país, creio que você conseguirá. Ganbare!

  16. Flávio Daruz @ 26 Ago, 2008 : 20:38
    Olá! Obrigado por mencionar minha página em seu blog. Tente não ligar tanto quando as pessoas ( inclusive eu ) demonstrarem surpresa com seus gostos e conhecimentos. Isso acontece porque ainda é uma coisa incomum ( como um japonês falar para você que adora o Sílvio Santos e sabe cantar músicas da Elba Ramalho ). Para a maioria, porém, é uma surpresa agradável. Um abraço!

  17. Mihimarcelo @ 28 Ago, 2008 : 16:43
    Graças ao ORICON ainda temos a competição saudável (ou não) entre artistas, gravadoras e fãs.

  18. iori @ 4 Set, 2008 : 13:54
    Fala jornalista! =)

  19. Fabiano @ 13 Set, 2008 : 12:08
    Boa história! /o/ Só quero ver quem vão ser os próximos "escolhidos" xDD

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