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Ademar Osamu Abiko Junior

São Paulo / São Paulo - Brasil
37 anos, Jornalista

A volta do que não foi 2


2000 foi quando Pokemon e Dragon Ball ficaram famosos até entre os pais das crianças loucas por artigos desses desenhos. Foi também a época dos primeiros mangás traduzidos para o português. E da consolidação da internet no Brasil.

Um dia, numa dessas navegadas, minha irmã achou um evento chamado ExpoAnime, que, como sugere o nome, exibia animes, só que legendados por fãs. Se reuniam num teatro perto na avenida Frei Caneca para assistir a algo bem além do que estávamos acostumados. Eram temas mais complexos, para refletir mesmo. Ou então eram pura violência com uma dose de erotismo.

Mas muitos eram janelas animadas para o universo da cultura japonesa atual. Os hábitos de alimentação do dia-a-dia, que eram muito diferentes do sushi e sashimi. As saudações, as ruas, os transportes. Muitas personagens viviam no Japão de hoje. E esse Japão de hoje causava curiosidade. E encantamento com o modo como o Japão tradicional dos meus avós evoluiu para esse algo tão alternativo.

Foi com esses animes e mangás que vivi meu colegial, até chegar ao "cursinho", aos 17 anos. De manhã ia para a escola, a tarde para o Etapa, unidade Ana Rosa.

Com o tempo, como havia de ser, um grupo de amigos se formou. Saíamos, jogávamos vôlei, almoçávamos. Quando a gente parou pra ver, um monte de japonês andando junto. Sem que ninguém tivesse essa preferência. Até porque, nossas escolas tinham bem poucos nikkeis. Foi algo meio natural. Daí a teoria que existe uma força mística que atrai nikkeis uns aos outros. Que foi se comprovando com o passar do tempo.

Nesse tempo também conheci pessoas através de um fórum de discussão online sobre animes. Íamos aos eventos especializados, às exibições, ao bairro da Liberdade.

De lá pra cá, foram cursos de língua japonesa, matérias jornalísticas para revistas de cultura japonesa, aulas sobre o Japão na faculdade, um trabalho de conclusão de curso sobre jovens nikkeis, e uma ida ao Japão, como arubaito.

Agora no Centenário, o que vai ser?


Enviada em: 14/01/2008 | Última modificação: 14/01/2008
 
A volta do que não foi »

 

Comentários

  1. Fabio Takeo Sato @ 15 Nov, 2008 : 11:39
    No cursinho constatei algo que atordoou. Um grupo de amigos bastante diversificados, no final do curso virou um grupo de japoneses, sem me dar conta andava só com japas... Deve ser parecido o que aconteceu com o Sr. Abiko.

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