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Antonio Minoru Katayama

Guararapes / São Paulo - Brasil
67 anos, Engenheiro

O peixe.


Comunicados de ultima hora de suas pretensões, os pais mal tiveram tempo para fazer as averiguações sobre a família da pretendida. Na ausência do “casamenteiro”, as informações disponíveis eram poucas, nada além do sobrenome. Nem mesmo a província de origem, o navio ou o ano em que o pai dela viera do Japão, tampouco o sobrenome de solteira da mãe, nada, nadinha! Filho segundo desnaturado, ovelha negra, já lhes frustrara outrora o seu sonho de grandeza: ao concluir os estudos, recusara retornar à casa paterna para incrementar os negócios da família. Inconcebível, mas o que fazer? Pouco tempo para designar alguém para estabelecer as convenções de praxe, não restara alternativa, senão fazer o que fizera em outros seis noivados de filhos seus.

Soubera de sua filha, a sétima de seus filhos, a caçula, a querida, a mais mimada por todos, jamais contrariada, que pretendia noivar. Nada demais, costumes ocidentais já assumidos em outros seis noivados de filhos seus, dos quais três mistos consentidos, tradições japonesas guardadas esquecidas em um remoto recanto de sua alma de samurai, imaginava que bastava um jantar para selar o compromisso. É isso, um belo jantar, aquela novilha nelore que criara com tanto carinho, pedigree de primeira, branquinha como a alma imaculada de sua filha, caberia sob medida para um bom churrasco de noivado!

Decisão tomada, o pai, na véspera checa a lista: fuutou ($$$$$) (imagina-se hoje que fossem muitos cifrões), ok; obon (bandeja), ok; tanmono (corte de tecido), ok; nori e kombu, ok; osakê, ok... e os peixes? Ah, os peixes! Procura-se logo ao amanhecer, contudo, na peixaria de sua pequena cidade, nada mais encontrara que um par de sardinhas! Pede para outro filho ir à cidade vizinha, esta maior, mais metropolitana, e eureka... ele encontrou dois belos exemplares de dourado. Pensa o pai, inadequados, não eram pargos (tai)! Eram peixes de água doce..., mas eram peixes, devem servir, imagina! O primeiro contratempo foi contornado, ainda restavam os 250 km de distancia a percorrer. Família no carro, o relógio marcando o tempo se esvaindo inexoravelmente, reza para que não ocorra nenhum imprevisto.

Desde cedo, embora fosse a sétima vez, a emoção prevalece como se fosse a primeira. Era a sua ultima filha, a caçula! Aguarda a chegada ansiosamente, horas passam e nada! Mil pensamentos fatídicos, mas uma certeza, o pretendente já estava lá.

Após as apresentações, os pais conversam sobre temas genéricos, fúteis e inúteis. Mas chegado o momento formal, os pais do pretendente, com ares de seriedade ensaiada, apresentam o “yuinou” (a lista). Surpresa! Gesto não esperado, procura recordar as tradições esquecidas, quando surpreendentemente sua filha, disfarçando profunda contrariedade, diz baixinho que quer conversar em particular. Ouve-se da sala vizinha partes de uma conversa sussurrada que as paredes de tábua não conseguem isolar: NÃO QUERO SER VENDIDA!

Tremendo corre-corre na família, tios e amigos mais idosos acorrem para explicar, pacientemente, o significado do “yuinou”, mas a pequena teimosinha com sua carinha de boneca de porcelana japonesa, candidamente reafirmava: “Não quero ser vendida!”. Novas confabulações entre os parentes, alguém alerta que, segundo a tradição, a devolução do “yuinou” significaria a rejeição do compromisso. O pai, encurralado tenta convencer a filha, mas ela, categoricamente afirmava “não quero ser vendida!”. Passam-se as horas, convidados começavam a chegar, e ela continuava insistindo: “não quero ser vendida!”. O pai já desesperado, mas sem perder em momento algum a compostura, num estalo, tenta contemporizar: e se devolvêssemos somente o “fuutou”?

Nova reunião entre as famílias, agora o “yuinou” aceito sem o “fuutou”, dezenas de desculpas pedidas insistentemente por dezenas de vezes, alguém pergunta: cadê os peixes? De novo o alvoroço: cadê os peixes?

Refletindo os últimos raios solares daquele crepúsculo maravilhoso, lá estavam os peixes, numa profusão de reflexos dourados, diante do outro filho que murmurava desolado e cabisbaixo entre gente desconhecida: e agora, o que faço com os peixes?


Enviada em: 27/02/2008 | Última modificação: 27/02/2008
 
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Comentários

  1. cirosaito@uol.com.br @ 30 Jan, 2008 : 09:42
    Antonio Tonho Toninho, Fiquei emocionado com sua história. Dá pra sentir o gosto do palito de cana, da tubaína com o furo na tampinha, do gohan com tsukemono, do espetinho de mortadela, queijo e azeitona. Você levou vara de marmelo no bumbum, carregou abóbora para trocar por fichas de sopa, calçou sandália de palha...e estou certo, não se arrepende de ter vivido esta fase. Até acredito que você voltaria a viver aqueles tempos... Deve ser esta vivência que forja o espírito,a personalidade, estas coisas. E muitas mães hoje não querem que o filho passe por "sofrimentos". Gostei muito do seu depoimento. Aguardo ansiosamente os próximos capítulos.

  2. Luci Suzuki @ 30 Jan, 2008 : 09:53
    Sr. Katayama, ao ler seu texto, não resistí à tentação de lhe dizer que não me ocorreu nenhuma dúvida ao supor que o Ricardo, - aquele que descreveu deliciosamente suas visões aquí, com irresistível bom humor - fôsse um Katayama Júnior. Nada une mellhor as gerações que o humor e a comida. E se permite, me associo ao Sênior e ao Júnior por um gosto em comum: a memória do nishimê e dos espetinhos formados por picles, queijo, salsicha e azeitona, fincados no chuchu. No mamão verde, no seu caso. Se o cohecesse, certamente o seu filho descreveria esta última iguaria colorida como “produto da pop-art”, muito “Andy Warhol” (rs), e comprovaria que alguns ícones do passado, não mudam a forma, mas o seu conceito, através de novas visões.

  3. Ana Paula @ 30 Jan, 2008 : 10:08
    Grande chefinho!!! Grande relato! Relatou algo que eu esporadicamente podia vivenciar quando ia no sítio de meu ditiam, em Lins, ou mais detalhadamente ainda, em Guapiranga. Também cheguei a saborear os espetinhos de mortadela, queijo e azeitona e beber tubaína com furo na tampa feito com prego! Viu? Sansei velha também degustou os "sabores da terra", mas para nós, tudo era festa! Parabéns pela criança que foi, pelo jovem que se tornou e pelo homem que é hoje. Talvez por ter vivido tudo isso e desta maneira, é que hoje podemos ter o Minoru, ou Antonio Minoru se preferir, em nossa convivência diária, nos ensinando e fazendo-nos enxergar todos os dias coisas novas.

  4. Sílvio Sano @ 30 Jan, 2008 : 12:36
    Puxa...! Toninho-san! Vc descreveu todas as etapas passadas pelos nikkeis nisseis do "inaka do inaka" de forma completa. Por isso, dentre algumas de suas iguarias citadas o nissei aqui (apenas do "inaka"), desconhecia algumas. Mas, foi ótimo! E vc ainda tem o sobrenome do meu tataravô que o trocou por Sano, quando aceitou a condição de "yoshi" (adotivo) dessa família, lá no Japão. Abraços.

  5. Giovanna Nakamura @ 31 Jan, 2008 : 00:37
    Oi tio!!! Nossa!!! Eu já ouvi essas histórias, principalmente a da tubaína com furinho de prego, talvez seja por isso q eu não seja tão fã de refrigerantes...rss E minha mãe sendo do inaka do inaka do inaka tem muitas histórias tbém, quem sabe um dia ela libera pra levar a público (e pagar o mico... rss). Aliás ela leu e ficou emocionada... deve ter lembrado da infância dela tbém. E como é bom ter essas histórias, que fazem parte da nossa vida e nos moldam a ser o q somos hoje! Com certeza é muito bom deixar isso registrado, pois assim os futuros descendentes poderão ter conhecimento das suas origens, e daí entender o porquê de muitas "manias" de japonês, que apesar de alguns não admitirem, está no sangue!!! E que venham mais histórias!!! bjs da sua sobrinha, filha da sua prima-irmã (outra "mania" japonesa, através do famoso omiai, trocar os filhos entre famílias)

  6. Júlio Kobayashi @ 5 Fev, 2008 : 12:45
    São poucos aqueles textos que nos capturam a emoção com tamanha intensidade como os que lí aquí. O sr. nos apresentou a inteira história da imigração com apenas um fotograma. Um fotograma que traduz e exprime a sensibilidade humana em toda a expansão que a língua permite. E o fez magistralmente. São textos assim que nos fazem pedir novos capítulos, como alguém acima já antecipou. Parabéns! Júlio

  7. Luci Suzuki @ 24 Fev, 2008 : 03:51
    Eu já estava de pescoço comprido, com um início de torcicolo, aguardando impaciente e ansiosa pelo seu texto seguinte, porque um texto bom vicia (rs)! E novamente, o sr. transformou os detalhes de rodapés da história em verdadeira História. Pode parecer um parâmetro forçado, mas creio que a história, como se apresenta nos livros, seja como um prato já acabado, ornamentado e pronto a ser degustado. Mas a sua arte está justamente na descrição de cada passo do seu preparo: a consistência, o grau do fogo, a dosagem de tempero de cada um, a improvisação e uma boa conversa de cozinha. São elementos essenciais para se compreender como se compos o tal prato - um tal fato histórico. O texto "Dia de Sukiyaki" é um supra-sumo do requinte literário. Desta vez, aguardo um seu livro, por favor. Abraços, Luci

  8. antonio minoru katayama @ 26 Fev, 2008 : 11:22
    Cara Luci. Os seus comentarios são realmente gratificantes e reforçantes para quem escreveu o seu terceiro texto em toda a vida. Muito Obrigado! Mas escrever um livro, seria exagerada pretensão para quem por pouco poderia não ter sido o filho do vizinho, sr Tanaka que vc mencionou no seu comentario aos textos do meu filho; o exame de redação quase me reprovou no vestibular! Minoru

  9. Carmen Lúcia Souza @ 28 Fev, 2008 : 20:23
    Meu amigo Minoru, vejo que além de exímio "pé de valsa" e empolgado tenor de karaokê, você exibe agora uma nova faceta, a de contista. Que grata surpresa! Seus contos me propiciaram um fascinante mergulho no cotidiano da "colônia" (universo distante e misterioso mesmo para quem, como eu, é gaijin com encantamentos pelo Japão). Pode escrever mais, meu amigo, continuarei a saborear seus contos como deliciosos goles de saquê quente em noite fria. Kampai! Beijos, Carmen

  10. Ana Paula @ 29 Fev, 2008 : 08:42
    HAHAHAHA! Graaaannnde chefinho! Mais uma grande qualidade escondida foi descoberta:a de escritor. Agora, segura a onda aqui na empresa eu, enquanto baixa o escritor em vc, né?! hahahha! Mas é por uma bela causa, na boa. Boa mesmo e orgulho da classe feminina foi a personagem do seu conto. Que personalidade! Espero que o noivo não tenha se arrependido até o último fio de cabelo pela proposta... hahaha! Sinceramente, acredito é que ele tenha é se orgulhado ainda mais e sentido toda a força do sexo feminino naquela hora. E que venha o peixe !!! Parabéns ! Adorei !

  11. Ioshiko mizusaki Imoto @ 29 Fev, 2008 : 18:53
    Minoru-san, é surpreendente a sua compreensão dos mínimos detalhes da vivência nipo-brasileira que tão bem transparecem nas descrições dos fatos do cotidiano e dos cerimoniais. De forma autêntica e simples você retrata as emoções do desafio de conservar as tradições e adaptar-se ao novo mundo. As famílias japonesas que aqui chegaram, muitas vezes tiveram que optar por uma adoção rápida de hábitos e costumes ocidentais e isso, com certeza gerou desconfortos. Muitos nisseis enfrentaram dificuldades para contemporizar os dois mundos: o oriental no "inaka" e o ocidental , na escola e na sociedade. Comportamentos tidos como de "ovelha negra" da família, hoje podem ser traduzidos como atos de coragem. Nos anos 70, no auge dos movimentos feministas, para uma jovem guerreira contra a submissão da mulher, o "fuutou" soava temeroso. Felizmente esses fatos tão paciente e pacificamente resolvidos subsidiaram a liberdade e o bem viver. Abraços, Ioshiko

  12. Sonia Novaes @ 14 Mar, 2008 : 18:34
    Sr.Antonio Direto do túnel do tempo..rsss... Parece que voltei lá atrás,época da minha infância em Pracinha-SP,na década de 50. Naquela época,havia na cidadezinha mais de 50 famílias de japoneses.Fui criada no meio deles. Nunca esqueci de um tempo tão feliz. Meus pais eram convidados e também foram padrinhos de casamento,de muitos jovens em Pracinha,antiga Maripá. Lembro de uma vez, que ouvi os dois comentarem que,haviam contado entre casamentos e batizados,mais de 130 pessoas que eles tinham sido padrinhos. Lembro com muitas saudades das festas de casamento.Era assim como o senhor descreveu também.As mesas todas enfeitadas com papel cor-de-rosa(papel manilha) e os pratos todos decorados,os sashimis então,eram verdadeiras obras de artes.Formavam figuras de animais,que lindo...depois vinham os sushis,com recheios coloridos..e no meio os doces. Eu acho que foi aí que começou essa minha mania de comer doce com salgado...rsss...sou assim até hoje,vou invertendo as coisas,como doce e depois o salgado.Mas os doces que nunca me sairam da lembrança,foram os manjus(é assim que escreve?). Os bolos...ah! que delícia.Naquela época,a Colônia Japonesa era um círculo fechado.Brasileiros raramente eram vistos em suas festas,com exceção da minha,sempre éramos convidados.Fui em muitas festas,de casamentos,batizados e aniversários. Minha mãe era de Campinas e meu pai de Cafelândia. Minha mãe foi lecionar em Maripá e meu pai tinha um Cartório de registro Civil. Se conheceram lá e casaram em 1949,fixaram residência lá.Somos em 7 filhos,sòmente eu nasci em Pracinha em 1951,os outros irmãos nasceram em Lucélia.Ando a procura,de meus amigos de infância daquela época e também já encontrei pela internet,muitos ex-alunos de minha mãe. Já faz três anos que estou tentando terminar um livro de Memórias,sobre a minha vida passada naquela região da Alta Paulista. Leio tudo o que vejo sobre pessoas que nasceram na mesma região que eu.Vou em busca tb de amigos que conviveram comigo na minha infância.A sua história me fez lembrar a minha infância e adolescência passada naquele lugar.Sai de lá para estudar em 1963 e nunca mais voltei,apenas nas férias que voltava para rever minha família. Foi muito nostálgico ler a sua história. Sonia Novaes Artista Plástica Campinas-SP

  13. Elisa K. @ 6 Mai, 2008 : 13:24
    Sr. Antonio, não há como não deliciar-se com seus retratos bem humorados da infância ou permanecer indiferente à maestria com que descreveu o painel humano, social e cultural então vigente. E concordo plenamente com o que os leitores acima já lhe atribuíram: sua admirável compreensão dos meandros e caprichos na aculturação dos japoneses no Brasil. Em especial, aponto o artigo “O Peixe”, no qual delineia com muita graça, como as mulheres nikkeis superaram, sem queimar soutiens em praças públicas, alguns tabus que então poderiam ser uma profanação aos códigos morais vigentes. Meus cumprimentos, Elisa.

  14. Renato Yassuda @ 7 Mai, 2008 : 19:20
    Prezado KATAYAMA-san; Agradeço sinceramente sua leitura em minha página e me sinto honrado por sua atenção. Mais honrado me sinto por ter sido o senhor. Li seus relatos com muito interesse e o parabenizo por estes além de agradecer por compartilhar conosco. Também gostaria de manifestar minha admiração e satisfação com os textos escritos por seu filho Ricardo Katayama. De todos os relatos que li, um que tive a alegria de imprimir e ler para meus familiares foram os escritos por ele. São de um senso de humor e alegria imensa. Me diverti bastante lendo estes textos, assim como li os do senhor com muito interesse. Quanto aos comentários feitos por "modernos katigumis", na verdade foi um só, mas de uma pobreza de espírito exagerada. Por isso deletei para não poluir minha página, afinal, pelo que entendi quanto a proposta deste projeto por parte da Abril, este espaço nos foi presenteado para relatarmos nossas idéias e experências e não para propormos debates sobre este quesito. Além do mais se quem o faz se apresenta com pseudonimos como "nihonjin vingativo" . Este tipo de pessoa deveria voltar para o Nihon e por lá ficar (se fosse aceito lá). O Brasil é a pátria dos brasileiros ou dos que aqui vivem para honrar e respeitar este país e seu povo. Mas não percamos tempo com coisas inúteis e fúteis. Um abraço e votos de saúde e sucesso.

  15. Danshiro Hirata @ 8 Mai, 2008 : 12:04
    Minoru, muito obrigado pelo convite para participar desta iniciativa da Editora Abril. Como voce sabe, aqui na gringolandia nem sempre tenho chance de participar de rodas onde essas novidades sao compartilhadas. Com relacao aos seus textos, achei muito apropriado deixar registrado o cotidiano da vida dos nikkeys de “antigamente”, quando eles viviam em comunidades no “inaka do inaka”. Como voce me escreveu, “se nós os nikkeys, não o fizermos, ninguém o fará, e os nossos netos e bisnetos jamais saberão com que espírito de aventura e determinação nossos pais vieram para o Brasil”. Ao ler os textos sinto que voce retratou situacoes reais vividas por nikkeys com muita propriedade, senso de humor e obviamente com conhecimento de causa. Duvido se alguem que tenha vivido mesmo que um pouco daqueles tempos pode resistir a um momento de saudosismo depois de ler os seus artigos. Um grande abraco.

  16. Mario Katsuhiko Kimura @ 17 Mar, 2010 : 10:09
    Sr. Antonio Minoru, Hoje encontrei tempo para ler as suas histórias contadas com maestria, retratando a sua infância, havendo muita semelhança de infância de descendentes da terra do sol nascente. Gostei. Parabéns pela forma em que narra, detalhista, não deixou escapar nada, trazendo também a este leitor lembranças de episódios semelhantes de sua infância. Obrigado caro Sr. Minoru e aguardarei outras historias de outras etapas que de certo tem para contar-nos. A propósito, conheci uma família Katayama que residia em Umuarama (Luiz, Mario Hideo, Marina, Kandi e outros), não seriam seus parentes?

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