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Akeo Tanabe

Marília / São Paulo - Brasil
79 anos, engenheiro - aposentado

A saga do casal Michiko e Keizo Tanabe


A saga do casal Michiko e Keizo Tanabe
A história de meus pais

Era uma vez um jovem sonhador, chamado Keizo, seu sonho era ser médico. E como médico, conhecer novas terras, novas gentes, talvez Sumatra, Calcutá, Havaí, estudar doenças tropicais...
Mas seu sonho de ser medico nunca se concretizou; foi uma frustração que carregou o resto de sua vida. Não conseguiu ser aprovado no vestibular de Medicina da Universidade de Tóquio (já nos idos de 1920, a concorrência era grande e as vagas limitadas). O pai de Keizo se orgulhava de pertencer a uma tradicional família de nobres samurais, mas estava empobrecido, e com 11 filhos, não lhe permitiu uma segunda tentativa no vestibular de Medicina. Keizo teve que se contentar com uma faculdade de mais fácil ingresso. Com 22 anos estava formado em Matemática, procurando uma colocação; mas o seu sonho de aventuras permanecia em sua cabeça e viu a possibilidade de realizá-lo quando soube que um amigo de seu irmão, chamado Hiroshi Naito, homem de prestígio e posses, havia adquirido num país chamado Brasil, 400 alqueires de terras (era uma enormidade em termos de Japão) e estava procurando uma pessoa para auxiliá-lo. Só que Hiroshi o advertiu: "Só vou levá-lo ao Brasil se você se casar, porque lá não vai encontrar uma noiva . Keizo então conheceu Michiko, amiga de sua irmã. Michiko era também, como Keizo, uma sonhadora. Vivia enfiada em bibliotecas, adorava ler, e em suas leituras se transportava para lugares mágicos, França, Inglaterra, Alemanha, se via heroína de romances e aventuras.
A família de Keizo aprovou o casamento dos dois, porque Michiko, apesar de ser de família simples e modesta, tinha um bom grau de cultura e como era bonita! Tinha só 19 anos, acabara de concluir o curso de Educação Física e estava dando aulas para crianças numa escola infantil. E num belo dia do ano de 1929, Michiko e Keizo partiram em lua de mel, rumo ao desconhecido, para essa terra cheia de promessas chamada Brasil.
No dia em que chegaram ao seu destino, após uma longa viagem de navio, Michiko conta que chovia torrencialmente; ela se lembra do quanto chorou, sentada na cama, agarrada a um guarda-chuva, porque na casinha de barro, de pau a pique, chovia mais dentro do que fora; e ela pensava: "Deus meu, aonde foi que viemos parar? ”Numa terra estranha, de língua e costumes diferentes, os dois habituados a uma vida de conforto , sofreram muito até conseguirem se adaptar. Mas, três anos depois que chegaram ao Brasil, quando a fazenda já estava organizada, com os 400 alqueires divididos em 50 glebas de 8 alqueires cada, e 50 famílias de imigrantes japoneses (a maior parte provinda de Yamanashi, o estado de Keizo) plantando café, numa noite terrível, um grupo de assaltantes invadiu a sede da fazenda, atraídos pela notícia de muito dinheiro guardado, e com tiros de espingarda, matou o dono da fazenda, na presença da esposa; esta, desesperada, quis imediatamente retornar ao Japão. Veio então do Japão, o pedido da família Naito para que Keizo assumisse o comando da fazenda, com todos os encargos e responsabilidades. Keizo, muito jovem ainda, se viu diante do desafio de "tocar" a fazenda, responsabilizando-se pelo destino, pelas vidas das 50 famílias de arrendatários. Mas com muita coragem e determinação, levou avante a tarefa e sob o seu comando a fazenda Monte Azul (como foi batizada), prosperou e ficou famosa como uma comunidade onde a imigração japonesa deu certo. Keizo se preocupava muito com a comunidade, principalmente com os jovens; ele achava que, ao lado das lides do campo, os jovens deviam praticar algum esporte. Resolveu montar um time de "base-ball", esporte que ele havia praticado no Japão. Não foi nada fácil ensinar as complicadas regras desse esporte a quem nunca tinha visto ou ouvido falar dele. Mais difícil ainda foi confeccionar, ele mesmo, os bastões e as luvas usadas no base-ball; com a ajuda de Michiko costurou os uniformes do time, que foi batizado de "Naito". E o "Naito" começou a participar de campeonatos da região; a torcida, toda a comunidade, era muito entusiasta, mas os resultados iniciais muito modestos. Porém, com a garra quase fanática do técnico e dos jogadores, chegou o dia de glória em que o time do sítio "Naito" venceu o imbatível time de Bastos, sagrando-se campeão da Alta Paulista.
Houve uma grandiosa festa de comemoração da vitória com comes e bebes e o hino do time entoado com muita vibração, pois o time tinha até um hino (de autoria de Keizo, música e letra) e até um estandarte. Vendo as filhas crescendo, Keizo começou a se preocupar com a educação delas; havia multas crianças na comunidade; era preciso criar uma escola na fazenda, trazer uma professora da cidade. Com a ajuda da comunidade construiu um casarão de madeira, em frente ao campo de "base-ball", e em 1941, foi oficialmente inaugurada a Escola Mista da Fazenda Monte Azul, com a presença do delegado de ensino e autoridades; foi uma proeza de Keizo: trazer uma escola estadual para a longínqua fazenda, onde as professoras tinham que vir a cavalo. Na fazenda os arrendatários experimentaram plantar café, amendoim, algodão. Nos idos de 40, a fazenda Monte Azul foi uma das maiores produtoras de algodão da região. Na fazenda, Keizo era um pouco de tudo: médico (fez amizade com um médico de Marília que lhe dava as “dicas” sobre as enfermidades e medicamentos); veterinário (comprou umas cabeças de gado e se dedicou à pecuária); engenheiro (construiu uma engenhoca que fornecia energia movida a vento); arquiteto (construiu para a família um enorme sobrado, quase uma mansão para a época); motorista de caminhão, dono de empório (que faliu porque só vendia fiado), lojista de tecidos (era filial das Casas Pernambucanas), fotógrafo (montou um estúdio-laboratório, onde ele próprio revelava as fotos que tirava); mas acima de tudo, era um líder querido e respeitado por toda a comunidade. Eram tradicionais as festas que promovia para a comunidade: as festas de São João, com enormes fogueiras e muita bombinha e batata-doce; os "undokais", gincanas que comemoravam o ano novo; nas noites de Natal, preparava com carinho os presentes de Papai-Noel. Ele mesmo confeccionava os saquinhos com a cara do Papai Noel e neles colocava livros, cadernos, lápis de cor e balas. Do Japão vinham insistentes pedidos para que Keizo retornasse para lá, porque sua mãe não se conformava com a sua partida e antes de morrer queria ver o filho. A saudade da mãe e dos irmãos era muito grande, mas como abandonar aquelas 50 famílias que dependiam do seu comando? O dever falou mais alto que o sentimentalismo.
Até que veio a 2ª Guerra Mundial, Keizo, pessoa de nível cultural acima do da comunidade, acompanhava apreensivo a participação do Japão nessa guerra e diante da iminente derrota do seu país se sentia triste e deprimido; mas esse sentimento não era compreendido pelos imigrantes japoneses porque eles não aceitavam a derrota do Japão; Keizo foi chamado de anti-patriota e derrotista; algumas famílias até se mudaram para outras fazendas por esse motivo. Keizo e Michiko tiveram seis filhos: 5 mulheres e 1 homem. Eles sempre fizeram muita questão de que seus filhos tivessem uma educação esmerada. Mas na escola da fazenda só havia até a 3ª série primária e para se tirar o diploma do curso primário era preciso ir até Marília para fazer a 4ª série. Diante da necessidade de dar estudo aos filhos, Keizo e Michiko resolveram em 1946 mudar para a cidade de Marília. Da cidade, Keizo continuou a administrar a fazenda, sempre se preocupando pelo bem estar e progresso da comunidade. Até que em 1950 veio do Japão a notícia de que a família Naito havia vendido a fazenda Monte Azul para o Sr Matsubara, dono da fazenda vizinha. Uma vez desligado das responsabilidades com a fazenda, Keizo e Michiko resolveram se dedicar ao comércio; compraram uma casa mais no centro da cidade e abriram um bazar-livraria, que batizaram de Casa Central. Era uma loja pequena e modesta, mas a freguesia era sempre boa porque os preços eram baixos e a variedade dos artigos era grande (vendia até kits de aeromodelismo, novidade na época). Keizo ia até São Paulo comprar direto das grandes fábricas: bonecas da "Estrela", brinquedos de plástico da "Trol", livros da "Melhoramentos", rendas e botões da "Trussardi". Keizo sempre gostou de trabalhar para a coletividade. Participava de vários clubes da cidade, foi presidente da Associação Japonesa de Marília, diretor do esporte Clube Mariliense, presidente da Liga de "Base-Ball" da Alta Paulista, diretor da Escola de língua japonesa. Mas, do que Keizo mais gostava, era de "base-ball". Foi até chamado de "o Pai do Base-Ball de Marilia" e incentivou muitas gerações de jovens a praticar esse esporte. Dedicou-se de corpo e alma na construção do Estádio Fragata, para a prática do "base-ball". Keizo jogou "base-ball" até a avançada idade de 65 anos, participando do time dos "old-boys". Quando viu que seu corpo não lhe permitia mais a prática desse esporte, descobriu um outro, apropriado para terceira idade, que começava a ser difundido no Japão, chamada "gate-ball". Comprou livros e revistas sobre, o assunto e não sossegou enquanto não viu um time de "gate-ball" funcionando em Marilia.
Como tinha facilidade para escrever e para discursar, era sempre procurado pelas pessoas da colônia para redigir cartas para o consulado, para preparar discursos para casamento. Durante muitos anos foi correspondente e colaborador de jornais da colônia, para os quais mandava notícias da região de Marília. Foi um dos fundadores da Faculdade de Medicina de Marília, único representante da colônia japonesa, juntamente com um grupo de eminentes cidadãos da cidade. Já bem idoso, ajudou na criação do clube japonês da terceira idade, o "Roodin-kai", atuando como vice-presidente por muitos anos, ao lado do seu amigo Sugayama, presidente. Como pioneiro da cidade de Marília (que viu nascer e crescer), e pelos relevantes serviços prestados à coletividade foi agraciado por duas vezes pelo governo brasileiro com comendas: a comenda "Brigadeiro José Vieira Couto de Magalhães" e a comenda "Pedro Álvares Cabral". Mas o galardão maior que recebeu, foi o que veio de Imperador do Japão: o "Kun Gotô", comenda entregue às pessoas que trabalharam em prol da coletividade japonesa em outros países. Keizo voltou várias vezes ao Japão para rever os seus familiares e matar as saudades de sua terra natal, Enzan, na província de Yamanashi. Mas, a cada vez que retornava de lá, dizia: "sinto que minha verdadeira pátria é o Brasil. Eu amo esse país; é uma terra abençoada, de muita beleza e fartura, que acolhe a todos, sem distinção de raça ou cor, com igual generosidade; quero ser enterrado no Brasil". Em 1975, fechou a sua Casa Centrai e se aposentou. Passou a se dedicar à pintura e à arte da caligrafia japonesa, o "shodô". Fez exposições dos seus trabalhos em Marília e Botucatu (SP). Participou de muitas exposições de "ikebana" de Marília, com seus quadros de "shodô" servindo de fundo para os arranjos florais. Em 1997, após uma longa enfermidade, Keizo faleceu aos 90 anos e está enterrado no cemitério de sua Marília, como era de seu desejo. A vida de Keizo foi uma vida exemplar, marcada por muitas lutas, muitas realizações e conquistas. Foi um homem íntegro, admirado pela retidão do seu caráter, um homem que soube sempre lutar pelos seus ideais. Foi um sonhador a vida inteira. Seu lema de vida, que seguiu à risca era: "Sei iki dôo do" que significa: "Viver intensamente, com coragem e dignidade".
Ao seu lado, durante 52 anos, teve a sua companheira, Michiko, trabalhando e lutando para criar os seis filhos e dar-lhes uma vida digna e honrada. Michiko sempre foi uma intelectual. Adorava ler e escrever, Sempre que seus afazeres permitiam, estava com um livro ou caderno nas mãos. Não gostava dos prosaicos fazeres domésticos, só ia para a cozinha por força da necessidade. Todo o dia escrevia no seu diário. Durante mais de 40 anos registrou nesse diário todos os acontecimentos da família e do círculo de suas relações. Seu diário é o relato de toda uma vida, com suas alegrias e tristezas, seus triunfos e derrotas, a vida de uma mulher de muita sensibilidade e cultura bem acima da média das mulheres de sua geração. Michiko foi uma das primeiras feministas: não concordava com a situação de subserviência da mulher e achava que a mulher tinha que lutar pelos seus direitos. Keizo se queixava com os amigos: "por que minha mulher não é dócil e obediente como a mulher de vocês?". Michiko gostava muito de escrever poesias, os seus "haikais". Carregava sempre uma caderneta e um lápis. Quando qualquer coisa ou fato sensibilizava o seu coração, tocava a sua alma, imediatamente transformava aquela emoção em versos que registrava na sua caderneta. Participava de vários grupos de poesia e ganhou muitos prêmios e troféus dos campeonatos de "hai-kais" de Marília e região. Sua correspondência com outros poetas de várias partes do Brasil era muito grande. Ensinou muita gente a fazer "hai-kais". Sua alegria foi muito grande quando em 1975, numa visita ao Japão com Keizo, pôde conhecer pessoalmente a sua mestra de "hai-kai", que residia na cidade de Kamakura; ela estava numa cadeira de rodas, mas sua mente estava lúcida e cheia de poesia. Michiko ficou conhecida na colônia não só pelos seus "hai-kais", mas também pelas crônicas que escrevia para os jornais da colônia, principalmente o "Jornal Paulista". Suas crônicas falavam de fatos do seu cotidiano, de acontecimentos com seus filhos e netos, das suas lembranças do seu saudoso Japão. Só após o seu falecimento em 1981, aos 71 anos, é que seus filhos puderam publicar parte de suas poesias e crônicas, num livro que foi intitulado: "Fuji Sakurá" (talvez ela tivesse preferido o título "Pegadas na areia" porque dizia que seus escritos eram como marcas na areia que o tempo ia em breve se encarregar de apagar).
Até no leito de hospital (estava com câncer), Michiko não deixou de escrever os seus "hai-kais". Um deles, que foi publicado no jornal da colônia, após sua morte, fala de uma cena campestre, um bezerrinho pastando, uma gota de orvalho na ponta do seu nariz, reluzindo ao sol límpido da manhã primaveril. O grupo de poesia "Ipê", a que pertencia instituiu, após o seu falecimento, o troféu "Michiko Tanabe" ao vencedor do campeonato de "hai-kai" realizado anualmente em Marilia. Um dia antes de falecer, Michiko ditou a Keizo uma comovente carta testamento, em que fala do amor que sempre dedicou ao marido, filhos e netos. Suas palavras finais foram para os seus familiares do Japão: "meus entes queridos do meu distante Japão, adeus. Vou me transformar num pedaço de terra brasileira." Aos seus netinhos escreveu: "Quando contemplarem no céu uma estrela bem brilhante, lembrem-se de mim; de lá estarei olhando por vocês".
Michiko e Keizo
Duas vidas vividas em toda a sua plenitude
Sonharam muito
Realizaram muito
Deixaram muitos exemplos
Michiko e Keizo
A vida de vocês dois foi uma grande, uma enorme aventura!

Texto de Tamie Tanabe Saizaki e uma homenagem de seus filhos: Maria, Izabel, Tamie, Yoshiko e Akeo Tanabe.


Enviada em: 10/07/2008 | Última modificação: 10/07/2008
 
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Comentários

  1. Flávia Rita R. Q. Tanabe @ 10 Jul, 2008 : 15:30
    Infelizmente quando eu entrei para a família Tanabe não pude conhecer "Michiko e Keizo Tanabe", que já tinham se tornado estrelas na imensidão do universo. Porém, pelos relatos da Tia Tamie, pude perceber o quão forte era esse casal, que se lançou em busca do novo, sem titubear, corajosamente. Meus sinceros agradecimentos à Tia Tamie que, com a grandeza das palavras, pode nos passar a história de vida de seus pais. Uma homenagem como essas não sairá nunca de nossos corações. Flávia.

  2. Danshiro Hirata @ 22 Jul, 2008 : 11:36
    Akeo,Parabens por esta justa homenagem a seus pais e por compartilhar conosco a historia de um grande empreendedor e baluarte da comunidade japonesa no Brasil. Tive o privilegio de conhecer seus pais na decada de 60. A Casa Central era uma loja muito conhecida na cidade de Marilia e ali faziamos as compras de material escolar. Eu via o senhor Tanabe como proprietario da loja, uma pessoa simples, calmo e obviamente muito estimado dentro da comunidade. Na epoca eu nao tinha sequer ideia da grandiosidade das obras que ele entao ja havia realizado. Um homem se conhece nao so por suas obras como tambem pelas marcas que deixou em outros individuos atraves de seus atos e palavras. Tamie-san descreveu com muita propriedade a vida e as extraordinarias realizacoes de seus pais em prol da comunidade. Na sua modestia porem ela deixou de registrar o fato de que o casal Tanabe deixou descendentes tambem de igual naipe. Quando eu os conheci, seus filhos ja eram estudantes universitarios e doutores, jovens bem sucedidos e paradigmas na comunidade. A exemplo de seus pais, os filhos procuravam incentivar os mais jovens com conselhos construtivos e ajuda-los na sua educacao e formacao. Muitas vezes gestos singelos mas concretos, como emprestar livros para aqueles que nao podiam comprar, fizeram diferencas tremenda nos resultados academicos. Sou testemunho vivo de tudo isso pois fui um dos que se beneficiaram dessa atitude despretenciosa da familia Tanabe e muito devo ao apoio que recebi particularmente da Maria-san, da dona Isabel e da professora Tamie. Akeo, como primeiro mariliense nikkey a entrar e se formar no conceituado ITA, serviu de modelo e inspiracao para muitos que sonhavam com uma carreira na engenharia. Por tudo isso hoje nos sentimos orgulhosos e agradecidos por ter tido dentro da nossa comunidade individuos do calibre do comendador Keizo e sua esposa Michiko Tanabe. Um grande abraco.

  3. FATIMA KANJI @ 18 Set, 2008 : 21:30
    ESTOU BUSCANDO O CONTACTO DA MIRIAM TANABE ELÁ TERÁ ALGUM LAÇO DE FAMILIARIDADE COMVOSCO? ELA USA AGORA O SOBRENOME FERREIRA DO CASAMENTO OBRIGADA FÁTIMA KANJI-MOÇAMBIQUE-ÁFRICA

  4. M. Masako Y. Tanabe @ 24 Jun, 2009 : 12:48
    Muito memorável a historia de vida de seus pais, me impressionou, pois no decorrer da leitura lembrei com saudade do meu sogro. Chamava-se Tsutae Tanabe(falecido) único filho homem de Denjiro Tanabe(fabricante de saquê em Yamanashi). Casado com Tsuruyo Hashizume(falecida)também de Yamanashi. Veio ao Brasil por volta de 1935. Morou em Sertaozinho, em Morro Agudo próximo a Ribeirão Preto, Apucarana Pr. e por último em S. Paulo. Tiveram 9 flhos todos jogaram beisebol, Kazuo, Kazuhiro, Shoso, Katsumi,Tizuko, Teruo(meu marido)Getúlio Kimio, George e Yukio. Meu sogro era apaixonado por este esporte. Será que as famílias não provem da mesma árvore genealógica?

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