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  Conte sua históriaMarcos Arakaki › Minha história

Marcos Arakaki

João Pessoa / Paraíba - Brasil
39 anos, Estudante

Relatório da IV Feira Japonesa de João Pessoa


Relatório da IV Feira Japonesa de João Pessoa

Junho é o mês das Comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, assim em todos os cantos do país, está sendo comemorado pelas associações, grupos, fãs e admiradores em geral da cultura japonesa o IMIN 100 – 2008, os 100 anos da imigração japonesa no Brasil, seja nos jornais, Tvs, programas, reportagens, rádios e qual outra mídia, estão sendo transmitidos matérias sobre e do impacto da cultura japonesa, da colônia japonesa e de seus descendentes no Brasil e Japão, o tempo todo, a todo momento.
“Há cem anos chegou o navio Kasato Maru, trazendo a primeira leva de imigrantes japoneses. Ao longo do século, eles superaram a decepção nas colônias agrícolas, as vicissitudes da II Guerra e conquistaram uma imagem de respeito, honradez, disciplina e lealdade, nos setores econômico, sócio-cultural e esportivo. O reconhecimento e gratidão, por essa integração bem sucedida, estão sendo legitimados pelas comemorações do centenário (www.centenario2008.org.br) por todo o país” (trecho por Alice Lumi Satomi).
Linha do tempo dos principais acontecimentos na história da imigração japonesa ao Brasil e seus efeitos (dados retirados do “Almanaque do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil” publicado pela Editora Escala):
1888 – A abolição da escravatura no Brasil dá impulso à vinda de imigrantes. Em 1895, é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Um ano antes, o deputado japonês Tadashi Nemoto esteve no Brasil e recomendou o envio de japoneses ao país. Inicia-se uma campanha para encorajar os japoneses a emigrarem.
1906 – Ryu Mizuno, da Companhia Imperial de imigração, chegou para inspecionar regiões agrícolas. No ano seguinte ele assina um acordo com o governo do estado de São Paulo para a introdução de três mil imigrantes nos próximos três anos.
1908 – Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato- Maru aporta em Santos. Um ano depois, dos 781 imigrantes, apenas 191 permanecem nos locais de trabalho.
1910 – Chega o segundo navio de imigrantes.
- Começaram a surgir núcleos agrícolas formados por imigrantes. Com isso, áreas até então desocupadas são desbravadas, expandindo a fronteira agrícola nos estados de São Paulo e Paraná.
1926 – Agricultores radicados na cidade de Cotia, na Grande São Paulo, fundam uma Cooperativa Agrícola, em dezembro, para escoar sua produção de batatas. Simples na origem, a iniciativa transforma-se na maior empresa agrícola do país.
1940 – Surge a Casa Bancária Bratac, transformada no Banco América do Sul.
-A Segunda guerra Mundial restringe a ação dos imigrantes. Escolas são fechadas e a população não pode ouvir transmissões de rádio do Japão e nem mesmo falar seu idioma.
-A notícia final da guerra faz surgir na colônia grupos que sustentavam a vitória japonesa. A organização radical Shindo Renmei ataca e mata líderes da comunidade que divulgam a derrota japonesa.
1946 – Após o período de guerra, há o relançamento dos jornais em idioma japonês, como o pioneiro São Paulo Shimbun, em 12 de outubro.
-Jovens deixam a agricultura para estudar e se dedicar ao comércio nas grandes cidades.
1952 – é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Mais novos grupos de imigrantes chegam ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses.
1953 – O cine Niterói foi inaugurado na rua Galvão Bueno, na Liberdade, em São Paulo, no dia 23 de Julho.
1955 – O primeiro grupo de jovens que imigram através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen.
1960 – Surgimento de clubes e espaços para a prática de esportes e danças, com destaque para o Nippon Country Club, em Arujá, fundados por empresários bem-sucedidos, liderados por Katsuzo Yamato.
- O crescimento industrial do Japão e o período que foi chamado de “milagre econômico brasileiro” dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil.
1974 – As famílias agrícolas estabelecidas procuram novas oportunidades buscando novos espaços para seus filhos. Projetos, como o do Cerrado, são abraçados por vários nikkeis. O de São Gotardo (MG) tem início em abril.
- O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que um grande número de nikkeis ocupe vagas nas melhores universidades do país.
- O rápido crescimento econômico japonês obrigou as indústrias a contratarem mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento “dekassegui”, que explode no final dos anos 80.
- Surgem cada vez mais empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visavam especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros.
2004 – Pela primeira vez, o primeiro ministro do Japão, Junichiro Koizumi, visita o Brasil e se emociona em Gustapará, o berço da imigração japonesa.
2007 – A colônia japonesa no Brasil se organiza para preparar as festividades dos cem anos da imigração japonesa, que ocorrerão em 2008.
2008 – No ano das Comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, o príncipe herdeiro do Japão Naruhito visita o Brasil durante as comemorações oficiais do centenário.

Espero, sinceramente, que com as comemorações do centenário, sejam abertas novas portas para relacionamentos, entendimentos, intercâmbios e investimentos de modo duradouro, e não apenas algo a curto prazo ou apenas um modismo que vem e vai, mas que seja algo eterno que percorra gerações e tenham efeitos permanentes na relação entre o Brasil e o Japão.
E nas regiões Norte-Nordeste do Brasil existem também muitos japoneses, embora sejam minorias e não tão concentrados como nas regiões Sul-Sudeste do país, há presença e formações de associações nipo-brasileiras ou associações culturais do Brasil-Japão em quase todos os estados do Brasil, e mesmo que não tenha associações japonesas em alguns estados, existe presença de japoneses, de famílias e descendentes que moram nesses locais, mas que ainda são isolados ou não tem idéia da quantidade do número de indivíduos ou famílias que se interessam pela cultura japonesa no Brasil.
Fato este que mostra uma tendência em que a cultura nipônica vêm influenciando cada vez mais os brasileiros seja através da culinária, dos animes e mangás, das músicas tradicionais e modernas, da moda estética japonesa em outras artes como roupas (kimonos, hapis, haoris, etc), das arquiteturas (torii, chochins, leques, ornamentações, etc), do aprendizado da língua japonesa e até da possibilidade do aumento de intercâmbios políticos-administrativos e comerciais ente as duas nações, entre outros aspectos que englobam o conhecimento de outra cultura.
Existem muitas coisas positivas que podem ser aprendidas com a associação e com as atividades delas, a associação foi uma das pioneiras em juntar registros da quantidade de famílias e descendentes japoneses em João Pessoa. Antes mesmo da associação só conhecia algumas famílias como dos Sato e alguns da universidade, mas depois de freqüentar as reuniões da associação lembro que conheci outros japoneses e famílias que nunca havia encontrado ou sabia da sua existência e que tinham em comum as mesmas atividades e gostos que é a cultura japonesa. Como a maioria das famílias e parentes vivem em outros estados, então grande parte da associação acaba se tornando uma grande família alternativa, que são amigos, conhecidos, parentes, que não só dividem os mesmos gostos mas também um momento de confraternização, da divisão e compartilhamento de conhecimentos da cultura tradicional e clássica da cultura japonesa, uma vez que a associação é formada por diversos professores e doutores da universidade e que retém em si vários aspectos da cultura japonesa, que vão desde música, artes plásticas, ikebana, origami, culinária, entre outros aspectos da cultura japonesa até mesmo de intercâmbios e visitas à passeios à outras associações japonesas como de Recife, Petrolina, Salvador, Natal, Mossoró, Fortaleza, São Paulo, entre outros estados e regiões do Brasil. Sem falar da cultura pop jovem moderna como animes e mangás que influenciam cada vez mais adeptos da cultura japonesa sejam em bandas, fansubbes, clubes, grupos, cosplay, entre outros universos infinitos de aprendizado que sempre englobam uma cultura, seja ela qual for.
E para uma associação que começou apenas a quatro anos atrás, fizemos muito mais do que outras associações demoraram para fazer em décadas, por exemplo, possuímos um site na Internet da associação, que até mesmo outras associações não possuem ainda, temos um grupo de taikô, koto, cursos de Língua Japonesa, e sempre estamos procurando englobar mais grupos que envolvam aspectos da cultura japonesa. Claro, que ainda estamos procurando recursos para uma sede própria, mas com a ajuda e o aumento do interesse social das relações Brasil-Japão no Centenário da imigração japonesa no Brasil, é possível que autoridades, governos, consulados, empresários invistam cada vez mais em nossa associação e permitam que possamos fazer algo maior e melhor para o desenvolvimento da associação e pelo povo paraibano.
Acompanhamos e indicamos projetos de doações que o Consulado Geral do Japão no Recife fez para entidades carentes; Participamos do evento do Miss Centenário Brasil-Japão que foi televisionado e mandamos um representante da Paraíba nas Comemorações do Centenário; Os eventos de nossas Feiras foram publicadas em jornais, tvs locais , tendo repercussões nacionais e até internacionais (Japão); e dois integrantes do Seinenkai de João Pessoa (grupo de jovens da associação) ganharam um viagem pelo consulado japonês para conhecer o Japão em uma semana; Visitas e atividades de passeios e culturais como visita ao museu e participação de eventos de outras associações; Enfim essas e outras atividades podem aumentar a medida que a associação e outras pessoas surgem com interesses comuns em relação à cultura japonesa e de suas subdivisões.
Quem melhor explica sobre a ACBJPB (Associação Cultural Brasil-Japão da Paraíba) é Alice Lumi Satomi, uma das fundadoras da associação: “A Associação Cultural Brasil Japão (www.acbjpb.org ) surgiu em 2004 com o intuito de cultivar e promover a cultura japonesa e o fruto da sua integração em solo brasileiro. Fundada pela diretora cultural e presidente atual, conta com 40 famílias associadas. A cada feira vão se estreitando os laços com as entidades afins de âmbito regional e nacional. E como prova da ampliação do raio de ação, tivemos a participação da jovem Miss Nikkei da Paraíba, Evelyn Oashi, como finalista do concurso Miss Centenário Brasil-Japão. Quando a associação passa a ser reconhecida pelo Consulado japonês, foram viabilizadas: a doação de aparelho para o hospital de Santa Rita e viagens de intercâmbio para dois dos nossos jovens mais ativos.”
E para a Feira, Alice busca definir sobre o centenário: “Para celebrar a data, a ACBJ-PB organiza a IV Feira, cujo ponto alto da programação é uma homenagem in memorian aos imigrantes, através da estréia continental da obra musical “Gojôgen [nome de um campo de batalha]”, que enaltece a nobreza e grandeza dos seus combatentes. Para isso, contamos com o intercâmbio entre o grupo Miwa, de São Paulo, e o Jampakoto, da ACBJ-PB, que junto ao grupo Haku Hinode, da UFPB, são os únicos representantes do nordeste na Semana Japonesa do centenário, no Anhembi.
Respeitando a ocasião das versões anteriores, em alusão ao fato do japonês ser afeito à natureza, a abertura da feira será no dia do meio ambiente. Desta vez, estamos num espaço mais amplo, para atender à tendência crescente de visitantes e contamos com um envolvimento mais efetivo dos jovens, a exemplo dos grupos Seinenjampa, Matsuri e Okinawa. Estes estão implantando na programação a exibição de filmes, o campeonato de Jan-ken-po e as bandas J-rock. Além destas novidades – somadas as exposições regulares de culinária, artes marciais, musicais, coreográficas, jardinagem, origami, haikai, anime – , agregaram-se algumas performances teatrais. Sem contar o grupo Miwa e Tozan-ryû, as atrações vindas de São Paulo são: o ceramista Yukio Tsukada, a escritora Lúcia Hiratsuka (pela editora Cortez) e o apresentador e ator Kendi Yamai.”

Para descrever os dias em que aconteceram a IV Feira Japonesa de João Pessoa vou precisar da visão de outras pessoas e associados que participaram diretamente da feira, pois muitos associados não tiveram como ir para palestras e até mesmo assistir os shows que aconteceram tanto no cine Bangüê como na sala azul, por justamente estarem trabalhando em outros setores e sendo indispensáveis para cuidar de determinados setores que estavam desempenhando. Portanto a Feira só poderá ser descrita a partir da visão daqueles que participaram e estiveram cuidando de determinado aspecto da Feira, pois não posso relatar ou descrever aqui fatos e acontecimentos que não presenciei, assim o resto do relatório tem que ser feito a partir do que outros relatos que outros membros enviaram por e-mail ou pelo site.

Relato da IV Feira Japonesa por G. G. Carsan, diretor de Comunicações da ACBJPB:

IV FEIRA JAPONESA DE JOÃO PESSOA
DIA 06-06-2008
A feira abriu às 14 horas com uma rápida exibição de taikô, de kotô, a quebra do taru e a presença de autoridades, como o representante do Governo do Estado, o comandante da Capitania dos Portos da Paraíba (nissei), o Cônsul Japonês do Consulado do Recife (abrange todo o Nordeste), o Vereador Geraldo Amorim, o Dr. Ítalo Kumamoto, representante da UFPB, os associados, alunos convidados e visitantes. Foi servido o sakê para os presentes e iniciadas as atividades, conforme a programação.
O Presidente da ACBJ-PB Rodolfo Manabe deu as boas-vindas, agradeceu aos presentes e deu a palavra ao Cônsul, que proferiu o seu discurso num bom português, se levarmos em conta sua chegada ao Brasil há apenas 10 meses.
O Espaço da feira está muito bonito, harmonioso, os visitantes elogiaram bastante o lay-out e a atenção do pessoal que trabalha para dar corpo e alma ao evento. O grande espaço exige muita movimentação do pessoal, esforço físico e dedicação, o que serve para mostrar a garra nipônica, inclusive a brasileira, representada pelo pessoal jovem do apoio (grupos seinenkai, okinawa e matsuri).
A praça de alimentação ficou pequena já no primeiro dia e foi ampliada com mais 30 mesas para o sábado e domingo.
O evento está muito badalado, comentado e a repercussão é grande em toda a cidade. Passaram por lá as TVs Cabo Branco, Tambaú, O Norte e Correio da Paraíba, além de vários jornalistas, fotógrafos e produtores.
DIA 07 - 06 - 2008
O Sábado começou com tempo bom e às 14 horas o público começou a chegar. A programação seguiu à risca e antes das 16 horas o salão já estava cheio. A grande novidade foi a presença dos cosplayers, rapazes e moças que se vestem como os personagens de 'anime' e 'manga' e chamam a atenção de todos. O grupo J-Pop 'Onigiri' se apresentou e fez a animação dos jovens com a sua música irreverente.
Os stands estiveram lotados durante todo o período e não sobrava tempo para nada, pois eram várias tarefas rodando concomitante. Alguns associados não tiveram tempo para ver nenhuma apresentação, principalmente quem estava no 'suco'.
Os jovens dos grupos 'okinawa' e 'matsuri' trabalharam no apoio e foram gigantes em todas as tarefas que realizaram, recebendo todos os elogios possíveis e os agradecimentos de praxe.
E a praça de alimentação também esteve cheia por todo o tempo, haja vista a necessidade de se alimentar e a espera entre uma e outra apresentação do interesse dos visitantes.
Encerramos o sábado na certeza de que havíamos alcançado uma das nossas principais metas: o público.
DIA 08 - 06 - 2008
Tão logo abriu a feira, os visitantes foram chegando, o tempo era bom e as coisas ocorreram de vento em popa.
Recebemos o grupo Zeppelin tocando forró pé-de-serra para os convidados e a Escola Suzuki de violino prendeu a atenção do público.
O encerramento ficou por conta do grupo de tambores e do nosso 'taikô', que junto do 'seinenkai' fez a dança do 'bon-odori' e 'matsuri dance'.
Depois do encerramento, recolhemos o material da feira e realizamos uma confraternização emocionante
FOTOS
TODAS FOTOS DO EVENTO ESTÃO NOS LINKS ABAIXO. DIVIRTAM-SE.
SEXTA-FEIRA - http://smg.photobucket.com/albums/v252/ggcarsan/ACBJPB%202008%20IV%20FEIRA/
SÁBADO - http://smg.photobucket.com/albums/v252/ggcarsan/ACBJPB%202008%20IV%20FEIRA%20SABADO/
DOMINGO - http://smg.photobucket.com/albums/v252/ggcarsan/ACBJPB%202008%20IV%20FEIRA%20DOMINGO/
AGRADECIMENTOS
Os nossos agradecimentos aos que participaram conosco e contribuíram para o sucesso da feira:
- Aos associados que trabalharam
- Aos grupos de apoio
- Aos patrocinadores
- À mídia pessoense
- Aos artistas e grupos convidados
- Ao Consulado Geral do Japão no Recife

VOTO DE APLAUSO

Aos visitantes de longe como de Recife, Natal, Mossoró e Fortaleza, São Paulo e Rondônia e outros que não se identificaram.

NOSSO OBRIGADO

A todos os visitantes locais, jovens e famílias. Obrigado João Pessoa! Obrigado Paraíba!

Em seguida um relato sobre a apresentação musical do “Mosaico nipo-brasileiro em homenagem ao centenário”¹, com Grupo Haku Hinode (Sol nascente brasileiro) e Família Satomi/Farias ocorrido na Sexta de noite no Cine Bangüê, relato feito pela professora Carla Reichmann:

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Departamento de Letras Estrangeiras Modernas

À Professora Dra. Alice Satomi Farias:

Venho por meio deste relato descrever a estréia do musical “Mosaico nipo-brasileiro em homenagem ao centenário”, criação da Profa. Dra. Alice Lumi Farias (UFPB), com o Grupo Haku Hinode (Sol nascente brasileiro) e Família Satomi/Farias, apresentado na sexta-feira, dia 06.06.2008, no Cine Bangüê, no Espaço Cultural em João Pessoa. A narrativa musical focaliza a partida de imigrantes japoneses, sua chegada e integração em terras brasileiras, momentos retratados através de um delicado e complexo mosaico musical, através do canto coral e da música instrumental que aos poucos vão mesclando temas e compositores japoneses e brasileiros, clássicos e contemporâneos, constituindo várias fusões -- como também através de um mosaico visual, através de ´slides´ que mostram ao espectador poesias e obras japonesas, culminando nas obras de artistas nipo-brasileiros consagrados, tais como Manabu Mabe, Flavio Shiró e Tomie Ohtake.
A terra, as flores, o mar, o navio, o trem, a lavoura, a cidade, o sol, a guerra, a paz – são estes alguns temas trabalhados pelos artistas, num espetáculo de rara beleza e harmonia. Na minha posição de filha de imigrantes, refugiados da segunda guerra, pertencentes a uma comunidade que também partiu, chegou e se integrou, posso acrescentar que o espetáculo ecoou profundamente. Para concluir, ressalto, entre outros belíssimos momentos, a surpreendente e inesquecível releitura do “Trenzinho caipira”, apresentado por Alice Lumi no koto e Kayami Satomi Farias no violoncelo.

João Pessoa, 9 de junho de 2008

Professora Dra.Carla Lynn Reichmann
DLEM/PROLING

Programação Final do Mosaico nipo-brasileiro em homenagem ao centenário:

1. Canto do povo de algum lugar, de Caetano Veloso
2. “Shiki no uta [canção 4 estações]”, de Toyohisa Araki
3. “Hana [Flor]” (1900), de Rentarô Taki
4. “Haru no umi [Mar da primavera]”,de Michio Miyagi
5. Ostinato Azul, de Ferreira Gullar/ Alice Lumi
6. Asadoya/ Sôran/O-Edo DP
7. Trenzinho caipira/kisha-gokkô, de Villa-Lobos/ Michio Miyagi
8. Furusato/ Hama-be no uta (1916), de Kokei Hayashi (1913) /Tomezo Narita
9. Akatonbo/A mão direita, de Kôsaku Yamada / tradic. bras.
10. Kátems de Alice Lumi
11. Rosa de Hiroshima, de Vinícius de Morais/ Gerson Conrad
12. Sukiyaki [Olhando para o céu], de Kyu Sakamoto
13. Sushi, de Chico César
14. Ponta de Areia/ Canto do povo de algum lugar, de Milton Nascimento/ Caetano Veloso

Em seguida um relatório de Takako Watanabe sobre a exposição de Ikebana, sobre a mesa de palestras: “Aspectos da arte japonesa: ikebana, cerâmica, teatro Butoh e música tradicional” e da vendas de camisetas, hapis e bolsas:

Relatório da Iª Exposição de Ikebana

O Grupo de Ikebana iniciou suas atividades de preparação para a IV Feira Japonesa na quinta feira, dia 5 de junho, pela manhã, com a participação da Professora Yoshie Wakiyama e Dorinha, sua assistente.
Participaram desta Iª Exposição 11 pessoas, das quais 06 são associadas da Associação Cultural Brasil Japão de João Pessoa – ACBJP.

Relação das participantes:
1. Beatriz Susana de Ovruski Ceballos
2. Cristina Adachi (sócia)
3. Francisca Brito (sócia)
4. Kaya Yokoyama Melo
5. Laurinda Iuki (sócia)
6. Luiza Arakaki (sócia)
7. Maria Lúcia Perez
8. Maria do Socorro de Castro Paes
9. Mioco Fueta Gomes (sócia)
10. Morgana Ceballos
11. Takako Watanabe (sócia)

Para a exposição foram feitos um total de 20 arranjos Ikebana, utilizando flores tropicais e flores do campo, no sentido de valorizar nossas espécies locais, mas também algumas flores exóticas como a Gérbera, evidenciando a diversidade e beleza de nossas plantas.
Vale ressaltar também o lindo arranjo feito pela nossa professora, que ficou exposto na sala de recepção da ACBJP.
O estande de exposição dos Ikebanas foi bastante visitado e muito apreciado pelos visitantes. Houve grande demanda para venda dos arranjos, o que poderá ser uma das atividades para a próxima feira.
O interesse pelo Ikebana ficou evidente desde o primeiro dia, tendo em vista que muitas pessoas nos procuraram e deixaram seus endereços e telefones para contato, com interesse em participar dos próximos cursos a serem organizados pela equipe. Temos uma relação de 23 pessoas interessadas em aprender a fazer esta maravilhosa arte floral, manifestadas durante o evento.
Sugiro também que para novas exposições possam ser confeccionados Banners ou cartazes para dar maior visibilidade à atividade evidenciando, sobretudo o nome da nossa professora Yoshie Wakiyama e sua colaboradora, que muito tem feito para o sucesso desta arte aqui em João Pessoa.
Agradecemos a contribuição da Professora Yoshie e de Dorinha que, sempre solícitas, nos atenderam ao pedido para nos auxiliar na montagem desta Exposição.
Agradecemos também a contribuição e colaboração da Floricultura “Zumbi Flora Tropical”.
Deixamos aqui ainda os nossos sinceros agradecimentos a todas as participantes desta I ª Exposição de Ikebana, esperando contar com todas nos próximos eventos.
A beleza e a harmonia dos arranjos deixaram o ambiente mais alegre e acolhedor.

João Pessoa, 12 de junho de 2008.

Takako Watanabe

Relatório sobre a Mesa: “Aspectos da arte japonesa: ikebana, cerâmica, teatro Butoh e música tradicional”,

A apresentação desta mesa ocorreu no dia 8 de junho de 2008 às 14:00 horas, no auditório Azul, com a participação de: Yukio Tsukada, Takako Watanabe², Elias Lopes², e Alice Satomi².
O Sr. Yukio Tsukada iniciou o ciclo de palestras falando sobre a história da cerâmica no Japão e sua imersão e aperfeiçoamento nesta arte maravilhosa há cerca de 10 anos. O relato sobre sua vivência, com estudos e experiências no Brasil e no Japão evidenciou-se o seu profundo conhecimento sobre a arte da cerâmica japonesa. Foi apresentada a importância do tipo de material a ser utilizado, a temperatura de queima, técnica do raku e técnicas de confecção das peças, pintura e embelezamento da cerâmica e ainda sobre segurança no trabalho. A argila a ser utilizada deverá apresentar resistência ao fogo tendo em vista que as peças sofrem uma primeira queima a cerca de 800 a 900ºC. A segunda queima poderá atingir cerca de 1.200ºC. A Porcelana pode atingir de 1.300 a 1.400ºC. Portanto, a argila deverá ser bem escolhida para poder suportar temperaturas extremamente elevadas, caso contrário, a peça poderá se fundir totalmente e inutilizar inclusive o forno.
A intervenção do Dr. Yukio nesta Mesa foi bastante enriquecedora e elucidativa sobre a arte da cerâmica japonesa, valorizando ainda mais o seu belíssimo trabalho.
A seguir foram apresentados aspectos da arte floral japonesa Ikebana, por Takako Watanabe, abordando o Ikebana moderno e tradicional, seus princípios essenciais, diferentes estilos, a linguagem secreta das plantas e flores, utensílios necessários e locais de disposição dos arranjos. Foi enfatizada a importância do ikebana, sobretudo como uma forma de contato com a natureza e a busca da serenidade e paz interior.
A intervenção do Professor Elias Lopes abordou aspectos do teatro Butoh e sua influência sobre a arte cênica acidental. As expressões corporais vivenciadas pelo professor durante sua apresentação mostraram de forma muito didática a importância dessa expressão na comunicação não verbal com o universo. A sua técnica e, sobretudo a sua sensibilidade fascina qualquer pessoa que esteja assistindo suas apresentações.
E para finalizar esta mesa contamos com a participação da Professora Dra. Alice Satomi, com sua música tradicional japonesa. Com seu jeito carinhoso e delicado, Alice nos mostrou os diferentes tipos e a beleza da música tradicional japonesa. Aquelas músicas me remeteram ao meu passado um pouco distante, quando via meus tios ouvindo os discos destas músicas tradicionais, sobretudo aquelas do tipo narrativas. Foi muito bom e saudoso este momento.
Para finalizar este relato, gostaria de agradecer à Professora Alice pelo convite que me foi formulado, mas, sobretudo pela confiança depositada em mim, quando me propôs a falar sobre o Ikebana, uma arte milenar onde sou apenas uma principiante aprendiz.
Gostaria também de registrar aqui a feliz escolha das pessoas que compuseram esta mesa, pela sensibilidade e pela capacidade demonstrada nas suas apresentações. Foi bastante enriquecedor e gratificante ouvir tantas vivências de grandes especialistas nas diferentes áreas do conhecimento, mas, sobretudo pela profunda espiritualidade e sensibilidade demonstrada por todos.
Estamos todos de parabéns!

João Pessoa, 15 de Junho de 2008
Takako Watanabe – relatora.

IV Feira Japonesa de João Pessoa – 6 a 8 de Junho de 2008.
Prestação de Contas: Vendas de camisetas, happis e ecobolsas

Foram confeccionados um total de 274 camisetas (233 adultos e 41 infantil) de diferentes tamanhos e modelos, sendo camisetas normais, sem mangas (machão), regatas femininas e Baby Look, e também 120 happis (108 adultos e 12 infantis) e 39 Bolsas.
As venda das camisetas foram bastante animadoras, restando somente 17% do estoque inicial, ou seja, 47 unidades. Com relação às camisetas registramos que as moldagens do tipo regata estavam todas muito pequenas e não atenderam às várias demandas. Por exemplo, as de tamanho G não atenderam às pessoas que normalmente utilizam tamanho M.
Apesar de ser bastante trabalhoso anotar todas as saídas por dia de atividade, esta medida foi muito útil na elaboração do relatório e prestação de contas, no sentido de nortear a movimentação dos recursos financeiros e materiais.
Houve uma grande demanda pelas camisetas e bolsas, mas pouca para happis. A maioria dos happis vendidos foi para os próprios sócios. A compra por pessoas de fora ainda é muito pequena, o que valeria uma reflexão com relação a esse item para os próximos eventos. Temos ainda um estoque de 90 unidades (P, M, G e Infantil), o que significa um recurso financeiro imobilizado por algum tempo. Algumas pessoas alegavam que gostariam de adquirir, mas como tinha o emblema da Associação nas costas, achava isso um aspecto inconveniente. Particularmente não acho isso um aspecto negativo.
A proposta de vender bolsas, no sentido de conscientizar a população para diminuir o uso de sacos plásticos em supermercados deu bons resultados. Todas as bolsas foram vendidas rapidamente, não atendendo a todas as demandas. A preocupação com as questões ambientais deve ser também uma das bandeiras a ser defendida pela nossa Associação e em cada momento deveríamos utilizar as oportunidades para passar esta mensagem de preservação da Natureza, se pretendemos continuar vivendo neste planeta.
Vale registrar aqui a contribuição do Sr Saito, com o Shodô, no sábado e no domingo que atendeu a um grande público. O interesse pela escrita japonesa ficou evidente pelo grande número de pessoas, formando filas para adquirir seus ideogramas. A maioria solicitava a escrita de seu nome, o que de certa forma dificultou um pouco a tarefa do Sr. Saito, no sentido da compreensão sonora do nome em português e transcrição para o japonês. Agradecemos, portanto, a paciência e a colaboração do Sr. Saito. Esta atividade, apesar de ser muito cansativa, vale à pena ser incentivada, no sentido de atrair pessoas para conhecer um pouco mais a nossa cultura.
O saldo negativo de R$ 21,00, registrado neste setor, está associado com prováveis variações nas anotações do estoque inicial e das vendas e também com relação ao controle do Shodô, que foi muito movimentado, devido à grande demanda. No final da feira, no domingo, os happis foram vendidos a R$ 50,00, o que também pode ter contribuído para esta diferença uma vez que não foi anotado. No entanto, o valor da diferença poderá estar dentro do esperado, tendo em vista a movimentação total do recurso financeiro (diferença de 0,4%).
O setor de vendas de camisetas recebeu apoio de vários associados o que nos facilitou bastante esta tarefa.
E para finalizar, agradecemos as seguintes pessoas que trabalharam sem medir esforços, sempre sorridentes, apesar do cansaço: Tereza Mitsunaga, Sérgio Crispim, Laurinda Iuki, Luis Iuki, Sara Tami, Cristina Adachi e Kayami Satomi.
Vale ainda um agradecimento especial a Tereza Mitsunaga que, no momento de sufoco e quase desespero, me ajudou a desvendar os mistérios dos números na prestação de contas.

João Pessoa, 15 de junho de 2008.

Takako Watanabe – Responsável pelo setor de vendas de camisetas da ACBJPB.

Relato folder/programação feito por Alice Lumi Satomi:

A IV FEIRA E O CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA

Há cem anos chegou o navio Kasato Maru, trazendo a primeira leva de imigrantes japoneses. Ao longo do século, eles superaram a decepção nas colônias agrícolas, as vicissitudes da II Guerra e conquistaram uma imagem de respeito, honradez, disciplina e lealdade, nos setores econômico, sócio-cultural e esportivo. O reconhecimento e gratidão, por essa integração bem sucedida, estão sendo legitimados pelas comemorações do centenário (www.centenario2008.org.br) por todo o país.
Para celebrar a data, a ACBJ-PB[1] organiza a IV Feira, cujo ponto alto da programação é uma homenagem in memorian aos imigrantes, através da estréia continental da obra musical “Gojôgen [nome de um campo de batalha]”, que enaltece a nobreza e grandeza dos seus combatentes. Para isso, contamos com o intercâmbio entre o grupo Miwa, de São Paulo, e o Jampakoto, da ACBJ-PB, que junto ao grupo Haku Hinode, da UFPB, são os únicos representantes do nordeste na Semana Japonesa do centenário, no Anhembi.
Respeitando a ocasião das versões anteriores, em alusão ao fato do japonês ser afeito à natureza, a abertura da feira será no dia do meio ambiente. Desta vez, estamos num espaço mais amplo, para atender à tendência crescente de visitantes e contamos com um envolvimento mais efetivo dos jovens, a exemplo dos grupos Seinenjampa, Matsuri e Okinawa. Estes estão implantando na programação a exibição de filmes, o campeonato de Jan-ken-po e as bandas J-rock. Além destas novidades – somadas as exposições regulares de culinária, artes marciais, musicais, coreográficas, jardinagem, origami, haikai, anime – , agregaram-se algumas performances teatrais. Sem contar o grupo Miwa e Tozan-ryû, as atrações vindas de São Paulo são: o ceramista Yukio Tsukada, a escritora Lúcia Hiratsuka (pela editora Cortez) e o apresentador e ator Kendi Yamai.
Agradecemos à ajuda, em forma de trabalho, da equipe, dos artistas (sobretudo ao Grupo Miwa), dos palestrantes e do suporte dos patrocinadores, especialmente à Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários, da UFPB, que possibilitou a impressão gráfica de todo o material de divulgação.

DIRETORIA DA ACBJ-PB
Presidente: Rodolfo T. Manabe
Vice-Presidente: Jorge K. Oashi
Tesoureiro: Toshio Adachi
Secretária: Mioco F. Gomes
Diretora Cultural: Alice L. Satomi
Diretor Comunicação: Geraldo Carsan

CURSOS DA ASSOCIAÇÃO
 Língua japonesa: prof. Sérgio Agripino e Mauro Kyotoku (para iniciantes); e Toshio Adachi (para iniciados)
 Inglês I e II: Mioco Fueta Gomes²
 Koto e taiko: Alice Lumi

ORGANIZAÇÃO
Coordenação Geral: diretoria da ACBJ-PB
Programação Cultural: Alice Lumi, Tomiyuki Sato (marciais), Emir, do Matsuri (filmes)
Documentação, divulgação, segurança e limpeza: Geraldo G. Carsan
Organização geral e ornamentação: Seinenkai
Cerimonial: Jorge Oashi e Marcel de Souza
Programação espaço físico: Ana Manabe
Stands: Osvaldo Hiroshi Oashi
Área da associação: Olinda Muranaka
Bilheteria: Jorge Oashi
Stand Alimentação: Fran e Rui Anraku
Camisetas: Takako Watanabe
Recepção: Rodolfo Manabe, Maria José, Evelyn Oashi e Márcia Yda
Apoio logístico: Grupo Okinawa, Seinenkai e sócios da ACBJ-PB
Textos: Alice Lumi

EXPOSITORES DA ACBJ-PB
Orquídeas: Toshio Adachi
Culinária: setor feminino da ACBJ-PB (coord. Luiza Arakaki e Laurinda Iuki)
Shodô: Akira Mogi
Origami e workshop: Mauro e Gustavo Kyotoku
Anime: Grupo Okinawa e Matsuri
Oficina: Renata Isabela Farias Silva
Karaokê: Osvaldo Hiroshi, às 16 hs
Massagem: Tomiyuki Sato
Artesanato: Haruno Saito e Olinda
Livros, revistas, jornais, fotos: Geraldo
Ginástica exercícios T’ai-chi chuan Pai Lin: Sérgio (escola Alice Lumi), às 17 hs
Taiko: setor jovem da ACBJ-PB, às 17:20
Pressão arterial/glicemia: Instituto Felipe Kumamoto
EXPOSITORES CONVIDADOS
Cerâmica e workshop: Yukio Tsukada
Artesanato local: Nuppo (UFPB)
Artes plásticas: prof. Cristina Strapação e alunas.
Artes marciais, às 17:30 hs: dia 6, Judô , prof. Bruno Brito e Kendô Mugen-kai, prof. Márcio Medeiros e Nippon Kendô-gata, de São Paulo, prof. Shigeo Saito; dia 7: grupo Kotobuki Karate Kyōkai, prof. Artur; Ninjutsu bujinkan, com a equipe Sakura Dojō, prof. Simão Freitas; dia 8: Academia central de Aikidô, prof. Rogério Paodjuenas, e Academia de Jiu Jitsu Chinkuan, prof Wolney Ramos

Os curso de idiomas e a feira são em parceria com o IFK – INSTITUTO FELIPE KUMAMOTO, que tem promovido assistência social, saúde e educação às populações carentes, visando a melhoria da qualidade de vida e a redução da desigualdade social. Sua metodologia inclui a realização de campanhas preventivas e educativas, por meio de palestras, debates, seminários e encontros, dirigido às crianças, adolescentes, jovens e adultos. Atua em onze cidades paraibanas em parcerias com prefeituras municipais e associações comunitárias. Em 2005, o Instituto conquistou o Prêmio Philos, recebido por apenas quatro instituições em todo o país. Em 2006, recebeu os Títulos de Utilidade Pública Municipal e Estadual

A Associação Cultural Brasil Japão (www.acbjpb.org ) surgiu em 2004 com o intuito de cultivar e promover a cultura japonesa e o fruto da sua integração em solo brasileiro. Fundada pela diretora cultural e presidente atual, conta com 40 famílias associadas. A cada feira vão se estreitando os laços com as entidades afins de âmbito regional e nacional. E como prova da ampliação do raio de ação, tivemos a participação da jovem Miss Nikkei da Paraíba, Evelyn Oashi, como finalista do concurso Miss Centenário Brasil-Japão. Quando a associação passa a ser reconhecida pelo Consulado japonês, foram viabilizadas: a doação de aparelho para o hospital de Santa Rita e viagens de intercâmbio para dois dos nossos jovens mais ativos.


Enviada em: 05/07/2008 | Última modificação: 05/07/2008
 
« 1o Festival do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil – Mossoró/RN

 

Comentários

  1. Rita de Cássia Arruda @ 3 Jun, 2008 : 12:51
    Parabéns, Marcos, por nos presentear com esse belo relato sobre as celebrações do Centenário da Imigração Japonesa em Mossoró e pela riqueza dos detalhes nele contida. Faço votos para que a IV Feira Japonesa de João Pessoa, agora em Junho, seja igualmente um grande sucesso. Um abraço.

  2. pricila @ 25 Jul, 2008 : 14:07
    Sem comentarios esta exlente!

  3. Élida @ 13 Dez, 2010 : 15:49
    Amei sua matéria, me ajudou e muito em uma dança japonesa que estou coreografando na escola de meu filho, me facilitou e muito no histórico da dança que tinha que apresentar.Obrigada!

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