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  Conte sua históriaRenato Yassuda › Minha história

Renato Yassuda

Paranapanema / São Paulo - Brasil
46 anos, Engenheiro Agronomo

Pioneiro da Imigração


Como quase toda história de vida de imigrantes japoneses, a história da minha família também foi repleta de desafios que foram enfrentados e superados, alguns com maior outros com menores dificuldades, mas sempre enfrentados. Também tivemos decepções e derrotas, mas as alegrias e vitórias foram em maior número e isso é um fato que nos traz muito orgulho de nossa descendência japonesa e a zelar e trabalhar arduamente por nossa continuidade brasileira.
No entanto, o fato marcante que destaco em minha história particular e que gostaria de compartilhar é a maneira como viemos para o Brasil e de como redescobri minha ascendência japonesa.
Meu avô foi quem iniciou nossa saga familiar em terras brasileiras. Seu nome era Ryoichi Yasuda, mas quando foi feito seu registro no Brasil escreveram Ryoity Yassuda e assim passou a ser escrito. Ele veio para o Brasil em 1906, portanto antes da imigração oficial iniciada em 1908. No Japão, junto com os senhores Saburo Kumabe e Ryo Mizuno, participou dos estudos iniciais para a implantação de um programa efetivo de imigração para o Brasil, baseado nos relatórios do Cônsul do Japão no Brasil, Sr.Suguimura. Seu plano inicial era de iniciar os trabalhos de imigração e dar apoio ao programa oficial em parceria com o Sr. Suguimura, viajar junto com uma comitiva inicial, auxiliar na recepção dos primeiros imigrantes e facilitar a implantação de colônias de fixação dos imigrantes em solo brasileiro e após isso, viajar para os Estados Unidos, aonde iria se fixar em definitivo, pois esta era a obrigação que sua família incumbiu a ele no Japão.
No entanto, ao chegar ao Brasil em 1906, o Cônsul havia falecido durante o período da viagem de meu avô para cá. Portanto, ao chegar meu avô se viu completamente perdido e abandonado numa terra desconhecida e sem nem ao menos falar o idioma. As dificuldades foram muitas e com os recursos que dispunha se esgotando, teve que trabalhar em qualquer emprego que conseguisse, tendo trabalhado de estivador no porto, auxiliar de cozinha e em fábricas da época. Estava sozinho e sem nenhum contato com seu país de origem. Estas dificuldades no entanto, o fizeram se integrar ao povo brasileiro, onde o mesmo passou a conviver e a conhecer a cordialidade, a hospitalidade e principalmente, a mentalidade dos brasileiros. Isto tudo deve ter tido um impacto profundo em meu avô e que iria moldar sua visão de mundo para o resto de sua vida.
Com a chegada de seus compatriotas, meu avô retomou seus trabalhos originais de implantação de um programa de imigração japonesa tendo auxiliado tanto os projetos do senhor Saburo Kumabe quanto do Sr. Ryo Mizuno, principalmente na implantação de colônias de imigrantes nos estados do Rio de Janeiro (Macaé) e São Paulo (Fazenda Eudóxia). Após seus trabalhos iniciais, viajou por quase todo o Brasil, desde o Rio Grande do Sul até o Amazonas, vindo a se fixar em definitivo no município de Pindamonhangaba, estado de São Paulo onde iniciou a implantação de um grande empreendimento agro industrial para a empresa Fujizaki & Company em 1915. Neste empreendimento dedicou toda sua atenção e força de trabalho, mesmo após este empreendimento ser incorporado pelo grupo TOZAN (pertencente ao conglomerado de empresas do grupo Mitsubishi) até o seu desligamento em 1930 quando recebeu como gratificação uma gleba das terras do empreendimento para começar seu próprio negócio. Nestas terras tornou-se agricultor e se casou, criando nossa família aqui no Brasil. Seus filhos foram criados como brasileiros, sem nem ao menos lhes ter ensinado o idioma japonês. Para seus filhos pouco comentava sobre a vida e sua família no Japão, sendo que por isso fomos perdendo as raízes com a terra natal de nossos ancestrais. Converteu-se ao catolicismo e passou a ser um fervoroso cristão. À seus filhos sempre pregava as virtudes do trabalho e cultiva o valor de que percorrer o caminho é mais importante que cruzar a linha de chegada. Seus filhos e filhas, honrando seus esforços, estudaram e trabalharam arduamente, tendo todos prosperado e se tornado pessoas de destaque na comunidade. Seu filho primogênito, Fabio Riodi Yassuda se tornou o primeiro descendente de japoneses a ocupar o cargo de Ministro, tendo ocupado a pasta de Ministro da Indústria e Comércio no governo Médici, em 1969.
Com toda uma vida de dedicação e amor ao Brasil, meu avô faleceu em 1961, em pleno trabalho. Nunca mais retornou ao Japão, pois como costumava dizer a todos seus familiares e a quem mais se dispunha a ouvi-lo, “Tendo saído do outro lado do Mundo; de todos os lugares que viajei e conheci, o Brasil é o melhor de todos e dos estados destes, o melhor é São Paulo, e de todas as terras, a melhor é Pindamonhangaba. Quero ter certeza de que serei sepultado em terras brasileiras, mais precisamente, no solo pindamonhangabense.”
E assim foi feito!
Tais fatos, quando conhecidos em seus detalhes, já são emocionantes por si só, mas a história que viemos a descobrir depois acrescentou ainda mais eloqüência aos fatos.
Em 2006, portanto 100 anos após sua chegada no Brasil, recebi alguns objetos que pertenceram ao meu avô, pois sua antiga residência estava sendo demolida para a construção de um condomínio, sendo este fato realizado sobre a desaprovação de muitos membros de minha família e de mim inclusive. Um dos objetos era uma pequena caixa preta, onde dentro existia uma miniatura de uma antiga armadura samurai junto a um desenho em uma folha de papel. Este desenho era um símbolo formando um triangulo dentro de um circulo cujos vértices eram três flores. Como tenho três filhos (um primogênito seguido de gêmeos) achei curioso e brinquei dizendo que meu avô já previa quantos filhos eu teria. Devido a esta coincidência resolvi pesquisar o significado daquele desenho e para minha surpresa descobri que se tratava do brasão (Kamon) de nossa linhagem familiar no Japão. Meu avô era descendente de uma linhagem bastante antiga de samurais que lutaram em diversas batalhas durante a história do Japão, sendo muito respeitados por seus feitos em combates. Descobri que meu sobrenome, que significa “Protetor dos campos de arroz” esta registrado há mais de 500 anos no Japão e que ainda tenho familiares lá da mesma linhagem familiar de meu avô.
Entre os ensinamentos que meu avô me deixou de legado, foi como era feito uma armadura samurai e da qual, de posse destas informações, fiz uma armadura em tamanho real em sua homenagem. Apesar das imperfeições, me trouxe muito prazer e alegria, pois foi uma redescoberta de minhas raízes.
Descobri com isso, de onde meu avô trouxe tanta fibra e tenacidade. Porque teve tanta dedicação e vontade de vencer. Entendi também porque as palavras honestidade e honra eram tão sagradas para meu avô.
Hoje busco aprender mais sobre a cultura de meus antepassados e a honrar seu legado de coragem de enfrentar os desafios da vida. Assim como meu avô que buscou um recomeço de vida num longínquo país chamado Brasil e aqui se esforçou para viver uma vida honrada, quero percorrer com dignidade e orgulho meu caminho no solo brasileiro.


Enviada em: 08/03/2008 | Última modificação: 18/06/2008
 
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Comentários

  1. Sílvio Sano @ 9 Jan, 2008 : 18:22
    Parabéns por seu relato, Renato, que pode estimular estudiosos a te procurar em busca de mais detalhes sobre a época pioneira de seu avô, que, juntamente com o avô do Sr. Paulo Nogami, presente também neste site com a sua história, chegaram ao Brasil 2 anos antes do Kasato Maru, e com fortes desejos de contribuírem para a formação da primeira colônia japonesa no Brasil. Por isso, o sr. Saburo Kumabe já veio a este país com toda a família. Ou seja, para ficar! Espero que prossiga em suas pesquisas e faça novas e surpreendentes descobertas a respeito dele, da relação com este país e, bem como, com as próprias raízes. Um grande abraço. PS: Parabéns também pela armadura... feita com amor.

  2. Sara Mirie Watanabe Amorim @ 9 Jan, 2008 : 19:09
    Nossa Renato, fiquei impressionada com a história do seu Avô. Parabéns a você por permanecer com esse espírito guerreiro !!!!! Que como você mesmo comenta, acima de tudo preza a honestidade e a honra !!! Parabéns também pela armadura !! Abraços, Sara

  3. Samanha Shiraishi @ 10 Jan, 2008 : 16:55
    Renato cheguei ao seu perfil em resposta ao seu convite no meu perfil, mas não tinha dimensão da história imponente e emocionante que me esperava. Li sobre estes primeiros imigrantes, os que vieram sem as companhias de imigração e foram desbravadores do país no livro Ayumi - Caminhos Percorridos, sobre o qual escrevi aqui. Que bonito ver que você carrega tanto dos valores de seu avô e a forma como a história dele, apesar de ter falecido há tantos anos, continua viva em sua família. Que Deus os abençoe e seus filhos mantenham vivas nas gerações seguintes a honradez e correção da família Yassuda. Honra-me sobremaneira saber que nossas famílias vieram da mesma província. :) Tudo de bom!

  4. Paulo Soichi Nogami @ 10 Jan, 2008 : 17:32
    Parabens pela sua apresentação e pelo entusiasmo que possui em pesquisar fatos ligados aos seus antepassados, e que lhe tem dado rumo e estímulo para honrar e preservar os valores da cultura japonesa. De certa forma, já conhecia esse seu interesse, desde quando circulou no ano passado, via internet, uma monografia sua sobre tema semelhante. Desde criança ouvia falar, em casa, de Yassuda-san e durante mais de 35 anos fui chegado ao seu tio Eduardo Riomey. Como colega de Poli,como seu aluno na Faculdade de Higiene, como seu assistente no magistério superior e como seu auxiliar no gabinete da Secretaria de Obras do Estado e na Sabesp. Ele foi sobretudo um grande amigo.Não posso também deixar de elogiar o magnífico "yoroi" que conseguiu montar. É cultura japonesa autêntica. É muito mais que sushi, karaokê e jiu-jitsu. Como o espaço é reduzido, vou enviar um comentário mais amplo via e-mail. Um grande abraço.

  5. Claudio Sampei @ 11 Jan, 2008 : 01:02
    Olá Renato. Foram os filhos da Suzana e Claudia. Na verdade não fui ao Japão com eles, mas coordenei a ida deles. Fiquei sabendo da história de seu avô uma vez que fomos visitar o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil. E a minha foto foi tirada em Copenhagen, Dinamarca. Abraço.

  6. jorge @ 15 Jan, 2008 : 16:09
    ixiste alguma maneira ou uns desenhos de como construir a minha propria armadura samurai

  7. Luci Suzuki @ 18 Jan, 2008 : 08:52
    Prezado Renato, foi com muito prazer e nostalgia que lí seus relatos. Digo nostalgia, porque indiretamente, algum momento da minha infância tocou levemente a memória de sua família, de cuja lembrança, estranhamente nunca me esquecí. Durante a minha infancia, nos anos 60, eu passava as férias escolares na casa da minha avó, no bairro(?) de Moreira Cézar, em Pindamonhangaba. Passava as férias recebendo mimos dos meus tios, brincando nas porteiras, observando a boiada e os majestosos contornos da serra da Mantiqueira. Me lembro, com grande lucidez, que em todas as ocasiões em que meus tios me levavam para a cidade (Pindamonhangaba), passávamos em frente ao casarão da família Yassuda – que, se não me falha a memória, situava-se a um ou dois quilômetros da casa da minha avó, a família Suzuki, - e meus tios me narravam a história da família Yassuda, como pioneiros no Brasil. Lembro-me tbém, com clareza, qdo o seu tio, sr. Fábio Yassuda, se tornou o primeiro ministro nikkei no Brasil, de cujo relato seu, conseguí localizar até o ano da minha infância: entre 69 e 70, ou seja, entre 9 e 10 anos de idade. Eu mesma me surpreendo ao lembrar de pequenos detalhes de então. As rádios tocavam continuamente “Hey Jude” dos Beatles, e eu, na garupa de uma “Lambretta”, passeava nas proximidades do casarão, de proeminente arquitetura (assim o era para os meus olhos) com fachada para a Mantiqueira e. invariavelmente, o nome do seu tio era novamente citado pelos adultos. Ao ler sobre a demolição da casa, desejei profundamente, daquí do outro lado do Atlântico, que não se referisse ao casarão da minha infância, mas quem sabe uma outra residência de sua família. Lamento muito que a história ceda lugar a uma possível especulação imobiliária. Aquele da minha reminiscência, localizava-se sobre uma pequena colina, que se avistava da estrada que coligava o distrito de Moreira Cézar e Pindamonhangaba. Tenho parentes ainda, naquele mesmo endereço, mas após a minha adolescência, nunca mais retornei àquela bela região. Seu relato me inspirou um possível passeio por lá, num dos meus próximos retornos ao Brasil. Uma das memoráveis festas que descrevo no meu texto, ocorreu justamente na casa vizinha a do seu avô, que coincidência. O casarão pode não mais existir, mas as memórias permanecem vivas. Um grande abraço. Luci

  8. Cristiano Kaminishi @ 21 Jan, 2008 : 21:51
    Tudo bem Renato? Primeiro quero te agradecer pelo seu recado. A pouco tempo recebi algumas informaçoes sobre parentes que ainda moram em Kagoshima. Tenho uma vontade muito grande de conhecer eles. Estou no Brasil agora ,mas assim que retornar ao Japao vou procurar esses parentes do meu avo. Ficarei bem feliz se minha historia tambem estiver na linhagem dos SAMURAIS. Deus te abençoe. Cristiano Kaminishi

  9. luiz ishida @ 27 Jan, 2008 : 21:59
    Caro Renato: Li a sua história e revendo a internet encontrei o Sr. Tomizo Ishida Sensei que é um especialista em espadas. Acho que não é meu parente, mas vale a pena contata-lo. Não consegui entrar no site, mas segue o que encontrei: www.ishida.atipico.com.br e outro contato que não sou eu: luiz@formar.com.br, com outro Luiz Ishida. A espada e o sabre de meu avô foram jogadas na fossa séptica da casa onde nasci no Cambuci, como eram de aço carbono, não deve ter sobrado mais nada a menos das incrustações feitas de outros metais. Abraços Luiz Ishida

  10. Chiaki Karen Tada @ 29 Jan, 2008 : 12:07
    Oi Renato, Obrigada pelos comentários. Nós é que te agradecemos por sua participação, e espero que este site consiga oferecer uma experiência bem bacana para você. Abraços.

  11. Suzana Yassuda @ 1 Fev, 2008 : 16:14
    Pois é Renato ... quanto tempo! Meus filhos estão ótimos, estão com 14 anos e já são (ou pelos se acham!) quase 2 homens.rs, rs, rs Tentei colocar as fotos deles na galeria de fotos mas não consegui. E seria mesmo muito bom mesmo se a gente conseguisse reunir a familia ou pelo menos os primos. Estamos falando nisso desde que nos encontramos no enterro da tia Elisa. Vamos ver se conseguimos organizar alguma coisa esse ano. E eu já li o seu relato e ADOREI!!! Foi uma grata surpresa descobrir o seu interesse pela história da nossa família. Vou procurar em casa as condecorações e o diário do vovô que estão comigo e colocar aqui no site. E também gostei muito de ler o relato do Dr. Nogami e a mensagem que ele deixou p/ você. Ele de fato era muito amigo do meu pai e convivemos muito com ele e com a familia dele. Mas apesar dessa estreita convivência eu nunca soube que o avô dele tinha vindo do Japão junto com o nosso. E gostaria de ler a monografia que você escreveu e que o Dr. Nogami cita na mensagem dele. Onde posso acha-la? Vamos nos falando! Beijos, Suzana

  12. Luci @ 29 Fev, 2008 : 11:52
    Prezado Renato, a foto do casarão me remeteu à bela infância. Sua imponência arquitetônica e sua história permanecerão indeléveis na nossa memória.

  13. Yoná Yassuda de Souza Karsten Krug Virges @ 1 Mar, 2008 : 15:06
    Olá! Achei muito interessante todas essas informações! Fiquei surpresa por achar outro Yassuda, o que é muito raro ultimamente. Espero manter contato... Abraços

  14. Carlos A. Kato @ 2 Mar, 2008 : 23:58
    Caro Renato, foi uma viagem fantástica na sua rica história que conta. Sem dúvida, estamos comemorando o centenário da imigração japonesa aqui no Brasil, mas tudo isto é muito maior. A história dos descendentes japoneses em vários países também não pode ficar esquecida. Obrigado por compartilhar conosco. Abraços, Carlos

  15. Familiaridade @ 4 Mar, 2008 : 14:39
    Olá Renato, você já pensou em criar sua árvore genealógica? Se já possui ou ainda não possui, você está convidado a conhecer o Familiaridade (www.familiaridade.com.br) e desfrutar do serviço gratuito de criação, publicação e divulgação da sua árvore genealógica. Abraços, A Equipe Familiaridade

  16. Oda Nobunaga @ 8 Mar, 2008 : 18:40
    Neste centenário da imigração, um fator que deve ser ressaltado é a aceitação e a incorporação aos imigrantes promovida pela nação brasileira.Nunca deverá ser esquecido que o Japão, em dificuldades financeiras e com excesso populacional incentivou a emigração do excedente de seu povo para resolver os seus problemas da maneira mais simples e rápida, ainda que transferindo este problema para outros países. Temos que ser gratos ao povo brasileiro por acolher e incorporar essas pessoas em seu solo. Na comemoração do centenário, o país a ser homenageado é sem dúvida alguma o Brasil, onde os que aqui chegaram fizeram seu novo lar e onde seus filhos passaram a chamar de lar. No centenário da imigração, BANZAI BRASIL.

  17. Renato Yassuda @ 9 Mar, 2008 : 14:23
    O espaço gentilmente presenteado pela ABRIL, tem ao meu entender a missão de propiciar aos interessados um local para relatar suas histórias de vida. Algumas triviais, outras surpreendentes mas antes de tudo, histórias de PROPRIEDADE das pessoas que se dispusseram a escreva-las. Não me propûs em momento algum a permitir um debate sobre meus pontos de vista. Até porque os que fazem comentários errôneos e covardes não nos dão o direito de réplica direta ao autor desta. Assim, os que tiverem a intenção de debate (cujos comentários irei deletar com imenso sarcasmo e desprezo), que o façam com outra pessoa...A propósito, também compartilho a noção de que o principal homenageado neste centenário da imigração japonesa é o Brasil e o seu povo, onde hoje nós filhos de imigrantes estamos inseridos. Os que não tem esta noção, deveriam fazer as malas e voltar para o Japão. Ou será que após 100 anos ainda não tiveram condições e competência para realizarem esta volta? Mais ainda, será que o rico Japão de hoje os aceitaria (para outra coisa além de trabalhos 3-K's: kitanai, kitsui e kiken)?? Os que pensam que no centenário da imigração se deva exaltar o Japão, devem ir para lá para realizar suas homenagens e por lá ficarem, afinal lugar de nihonjin é no Nihon. O Brasil é a pátria dos brasileiros e dos imigrantes que aqui acharam seu lugar no Mundo e por isso devem gratidão!

  18. Watanabe Hanzo @ 9 Mar, 2008 : 15:02
    Do amigo Renato só tenho a apresentar as regras de conduta tão fielmente por ele seguidas na maneira com que percorre seu caminho: • 義 – Gi – Retidão • 勇 – Yū – Coragem • 仁 – Jin – Benevolência • 礼 – Rei – Respeito • 誠 – Makoto - Honestidade • 名誉 – Meiyo – Honra • 忠義 – Chūgi – Lealdade

  19. Shizuka Berg @ 28 Mar, 2008 : 11:14
    Que bom que estou conseguindo transmitir minha verdadeira essência... Afinal,tanta comemoração,tantas histórias e superações,merecem comentários puros e sinceros!! Arigatô pelo comentário...=D

  20. Ivi Paula @ 31 Mar, 2008 : 13:37
    Olá Renato! Achei muito bacana sua história. Realmente uma lição de vida... No seu texto ficou muito claro o orgulho pelo avô e como o seu legado permaneceu por gerações. Parabéns!! PS.: Muito obrigada pelo seu comentário na minha história, beijos.

  21. Rita de Cássia Arruda @ 1 Abr, 2008 : 03:33
    Parabéns por seu depoimento, Renato !!! Nós, brasileiros, muito temos o que agradecer ao povo japonês e seus descendentes, que com muita dignidade e garra ajudaram a escrever a história desse nosso país. Ainda hoje continuam dando sua contribuição, em todas as esferas de nossa sociedade e campos profissionais. No caso de seu avô, então, nem fala, pois certamente tinha um coração verdadeiramente verde-e-amarelo.Obrigada por suas palavras carinhosas sobre meu relato aqui nesse site da Editora Abril. Um abraço.

  22. Oscar Makoto Kamimura @ 13 Abr, 2008 : 13:34
    Renato, muito obrigado pelo seu comentário. No ano em que comemoramos o centenário de imigração japonesa, eu realmente não poderia deixar de homenagear aqueles que deram início à história nipônica em nosso país; entre os quais os meus avós maternos e os precursores como o seu avó Ryoiti Yassuda. Quero parabenizá-lo pelo excelente trabalho de pesquisa e divulgação dos acontecimentos anteriores à imigração oficial relatando a participação do seu avô no processo, pois são fatos históricos importantes, totalmente desconhecidos pela maioria dos descendentes. Um abraço.

  23. Juliana Sayuri @ 2 Mai, 2008 : 10:40
    Prezado Renato, agradeço muito por suas palavras em meu perfil. E fico feliz por poder dizer o mesmo a você: uma ótima narrativa que se encerra com o desafio nosso de cada dia. Na última linha: "busco aprender mais sobre a cultura de meus antepassados e a honrar seu legado de coragem de enfrentar os desafios da vida. Assim como meu avô que buscou um recomeço de vida num longínquo país chamado Brasil e aqui se esforçou para viver uma vida honrada, quero percorrer com dignidade e orgulho meu caminho no solo brasileiro". Parabéns.

  24. Danshiro Hirata @ 6 Mai, 2008 : 15:14
    Renato, meus parabens por levar no sangue a linhagem dos samurais. Parabens tambem por pesquisar e viver na pratica os valores que seus/nossos ancestrais apregoaram. Achei muito impressionante o seu relato, tanto sobre as origens da sua familia como tambem sobre os eventos que marcaram as familias nipo-americanas durante a Segunda Guerra. Moro nos EUA ha varios anos mas confesso que conhecia muito pouco da historia do batalhao 442. Conheci descendentes de soldados que pertenceram ao batalhao e fiz passagem rapida pelo museu de Los Angeles onde os fatos que ocorreram com a populacao nikkey durante a guerra estao fartamente documentados. Mas o seu relato ultrapassa em muito o nivel de detalhe que poderia imaginar. E ja que estamos falando de duas comunidades nikkeys, a americana e a brasileira, cujas historias podem parecer semelhantes a primeira vista, deixo aqui uma constatacao curiosa e intrigante que talvez voce queira explorar num futuro proximo: o fato de "os nossos japoneses (nikkeys brasileiros) serem mais japoneses que os japoneses de la (nikkey dos EUA)”. Um abraco.

  25. Antonio Minoru Katayama @ 7 Mai, 2008 : 14:10
    Caro Renato, pelo que lí de seus comentarios, alguns criticaram o fato de amarmos a Pátria onde nascemos, crescemos e ganhamos o nosso pão. Lamentavelmente não os lí! Pena que o Sr tenha deletado estes modernos "katigumis", pois eles tambem fazem parte, embora negativa, de nossa história.

  26. Rafael Santos Massuda @ 30 Mai, 2008 : 17:27
    Olá grande Yassuda-san!!!! Muito obrigado por vc ler e me apoiar sobre meu relato. Fiquei muito inpressionado com seu relato sobre a grande pessoa que foi o seu avô e pela grande contribuição dele para toda comunidade japonesa no Brasil. Parabéns por você honrar o grande nome da família Yassuda e por carregar no sangue a linhagem dos samurais. Sobre a grafia do sobrenome Shutou para Suto eu também acredito que a mudança ocorreu por erro no cartório. A minha batyan não falou nada sobre isso, mas acredito que o sobrenome Massuda deve ser de origem Masuda também né??? Abraços.

  27. Sara Watanabe Amorim @ 30 Mai, 2008 : 23:18
    OI Renato, tudo bem ? Não sei se você estará por essa região aqui de São Paulo, mas do dia 31 de Maio á 8 de Junho ocorrerá a festa "Japão em São Bernardo: Cem anos da Imigração Japonesa no Brasil". Estaremos expondo o caminhão lá durante esse período. Mais detalhes em: http://japao100.abril.com.br/agenda/201/ Ficarei honrada com sua visita. Abraços, Sara

  28. Rafael Santos Massuda @ 12 Jun, 2008 : 22:07
    Olá Yassuda-san!! Ao que parece vc é um expert na cultura japonesa, hein?? Gostaria muito se puder me enviar qualquer coisa sobre a família Massuda(ou Masuda). Se puder, envie pelo e-mail! Atenciosamente, Rafael.

  29. Cristina Sano @ 18 Jun, 2008 : 14:57
    Gostei muito de sua transcrição sobre a imigração japonesa nos EUA, são dados que eu não sabia e é muito interessante quando podemos resgatar a história de nossos ancestrais. Adorei também seu comentário em minha página, muito obrigada! Grande beijo

  30. Alexandre Uehara @ 27 Jun, 2008 : 19:19
    Prezado Renato, apreciei muito seu relato. Enquanto lia, ao passar pelas datas e narrativas foi como ter um filme sendo projetado em minha mente. Foi interessante também saber que é parente de Fabio Yassuda, com quem tive o prazer de conversar no escritorio da Jetro há algum tempo atrás. Como mencionado no seu texto, na nossa vida, sempre pode aparecer uma caixinha de surpresas.

  31. Bianca Honda @ 2 Jul, 2008 : 23:59
    Caro Renato, cheguei à sua história através de um convite seu feito no relato de uma outra pessoa. Não poderia imaginar o que aguardava... Lágrimas... Não as contive em cada linha. Além de narrar muito bem, sua história é muito emocionante, cheia de magia, encanto... Gostaria muito caso vc possa me auxiliar na busca de minhas origens, como começar, onde procurar, eu agradeceria muito! Ah, que inveja hein!! Sua própria armadura!! Felicidades, Bianca.

  32. Renato @ 3 Jul, 2008 : 08:23
    Prezada Bianca Honda; Agradeço suas palavras gentis. Gostaria de poder lhe ajudar em sua busca por informações, dentro de meus poucos conhecimentos. Por favor, me indique a forma para lhe enviar informações (e-mail). Saúde e Paz.

  33. Takeuchi Alex @ 30 Jul, 2008 : 20:51
    Caro irmão Yassuda Renato-san. Obrigado pelas palavras de incentivo. Li a história da sua honrada família e compartilho com os meus famíliares esta que considero (e sabemos que é) os primórdios da nossa história; chegada dos japoneses ao Brasil. Fico feliz e grato por Ryoichi Yasuda, autêntico filho da Terra do Sol Nascente que encarou o desafio de preparar no Brasil um lugar para para os filhos de sua terra. Terra de cultura milenar. Seu exemplo não pode ser desmerecido, afinal você não se absteve de pesquisar e reunir informações sobre as suas origens, acabando por descobrir e publicar o pioneirismo de Yassuda-san. Parabéns pela armadura, é realmente fantástica. Parabéns pela história da sua vida... Samurai dos tempos modernos. Grande Abraço. Domo arigato gozaimashita.

  34. José Carlos Inada @ 31 Jul, 2008 : 10:36
    Pezado Renato, Lí a bonita história de seu avô e, confesso, fiquei emocionado! Me imaginei no lugar dele num país totalmente diferente, sozinho, sem falar o idioma, e com garra e persevança, características do povo japonês, ele venceu, e muito mais do que isso: está transmitindo, agora, através de seu relato, a saga de um campeão! Parabéns, Renato, espero que você, como seu avô, que amou tanto a terra que adotou, lute para alcançar objetivos de um brasileiro com alma de japonês!Abraços!Meu e-mail: jcinada@hotmail.com

  35. Takeuchi Alex Douglas @ 31 Jul, 2008 : 21:56
    Caro Yassuda-san. Na mesma noite em que lhe escrevi fui premiado com uma descoberta muito significante para mim. Encontrei registros de dois tios meus (Takeuchi Yoshikazu e Takeuchi Tamio) em um link que acredito ser da Prefeitura de Estancia Piraju-SP. E isso me fez recordar das muitas histórias que meu querido pai me contava. Os breves registros confirmam o que meu pai me contava. Muito obrigado.

  36. Flávio Daruz @ 18 Ago, 2008 : 12:16
    Olá, Renato. Obrigado pelo convite para sua página, gostei muito de seus relatos. Eu já conhecia histórias das dificuldades que imigrantes e seus descendentes enfrentaram no Brasil e nos EUA, e como os anos de guerra tinham sido particularmente difíceis. Mesmo assim, cada novo relato ainda me comove. Parabéns por seus esforços em recuperar essas histórias e registrá-las, e pela sua coleção ( vi suas fotos; só posso imaginar quão trabalhoso foi criar peças novas ). No final das contas, mais do que histórias de imigrantes aqui ou lá, esses relatos são grandes experiências de vida e patrimônio e modelo de toda a humanidade.

  37. Silvio Sano @ 4 Dez, 2008 : 10:06
    Prezado Renato. "Gokurosamadeshita" pra vc tb. E já que este projeto está para se finalizar, para se transformar em "Banco de Dados " do Museu da Imigração Japonesa, sugiro que preserve de forma ativa a história de seu avô e família no www.nikkeypedia.org.br Faça uma visita lá. Um forte abraço.

  38. Nelson Sinzato @ 12 Dez, 2008 : 20:55
    Sr. Renato Yassuda, seus relatos, bem como suas participações através de comentários em narrativas de outros participantes, revelam você, um cidadão com fortíssimas ligações com as raizes nipônicas, mas sobretudo extremamente orgulhoso por ser brasileiro. Nota-se que você busca sempre aprimorar seus conhecimentos sobre a cultura japonesa e nesse site temos a oportunidade de desfruta-los. Parabéns pela trajetória de sucessos de sua família e que o legado herdado das gerações anteriores sejam transmitidas e perenizadas para as geraçoes sequentes. Parabéns pela partipação intensa, valorizando esse site criado para homenagear o Centenário.

  39. Carlos Akira Kato @ 13 Jan, 2009 : 01:54
    Caro Renato, em dezembro, a HBO, o canal de assinatura da TVA mostrou um filme que assisti somente a parte final e nos créditos, apareceu uma dedicatória ao batalhão nipo-americano. Estou tentando encontrar o nome desse filme e depois informo à você. Um grande abraço e feliz 2009.

  40. mario katsuhiko kimura @ 16 Fev, 2009 : 04:46
    Grande dedicado pesquisador e historiador Renato Yassuda. Meus cumprimentos pela excelente matéria aqui inserida sobre a imigração japonesa de suma importância para nós descendentes. O conteúdo é rico para aprendizagem dos nikeis. Parabéns por ir um busca de suas raízes, da historia e origem do seu avo, bravo guerreiro samurai e não foi vão seus esforços, pois consegui fazer de um dos descendentes a chegar a ser ministro do estado e agora aparece Grande neto Sr. Renato Yassuda. A história do seu avô se confunde com muitas das historias das famílias que aqui aportaram cumprindo a imigração japonesa. Mostra que seu avô foi um dos percussores dessa jornada sofrida. Parabéns pela historia dos imigrantes japoneses nos EUA, defrontando-se com a xenofobia ainda existente nos quatro cantos do mundo. Sou descendente de um dos kati-gumis. Ninguém é perfeito, porem shindoreimei ocorreu antes de eu nascer (1950). O meu pai foi teimoso, fanático, talvez por ser também um samurai japonês. Já a minha mãe posicionava-se contra esse movimento. Grande abraço

  41. marcos @ 9 Jul, 2010 : 12:34
    gostaria que voce me dissese se o sobrenome MASSUDA é de origem japonesa ou não.

  42. Renato Yassuda @ 10 Jul, 2010 : 08:48
    Prezado MARCOS; Infelizmente não tenho seu email para responder pessoalmente.Pelo que tenho conhecimento o sobrenome Massuda é de origem japonesa. No idioma japones não existe distinção entre "S" e "SS" assim Masuda ou Massuda se escrevem 増田 ou 益田 em Kanji significando "Grande campo de arroz". De qualquer forma, sugiro que procure pessoas com mais conhecimento sobre o assunto para um esclarecimento maior. Espero que tenha lhe auxiliado. Saúde e Paz.

  43. jorge sindi fujii @ 18 Jul, 2010 : 08:06
    Meu pai imigrante no ano de 1.955 ja formado pela faculdade de myazaki ken em engenharia faleceu no dia 19 junho deste ano e apos tantos anos de sofrimento para se manter a ele e a familia o comtato com seus familiares de myazaki ken foran se escassando ate cessar sei apenas que seu irmão se chama ytsuo fujii, seu sobrinho trabalha na policia de toquio e se chama itiro fujii se puderem me ajudar meu sinceros agradecimentos

  44. Atila @ 3 Set, 2010 : 16:34
    Olá Renato. Sou o Átila, filho da Suely e do Roberto. Temos procurado contato de vocês e acabamos encontrando esta página. Se puder, entre em contato: atilafonseca@hotmail.com

  45. Renato Yassuda @ 6 Set, 2010 : 11:32
    É surpreendente a iniciativa da construção deste site propiciou a oportunidade de reaproximação de tantas pessoas. Passados mais de 02 anos desde o lançamento, ainda hoje (2010) nos reencontramos com pessoas que fizeram parte de nossa vida no passado, como você Átila Fonseca. Mais um contato tornado possível por este site. Grande abraço à você e sua familia.

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Este projeto tem a parceria da Associação para a Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil

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