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  Conte sua históriaMARIO KATSUHIKO KIMURA › Minha história

MARIO KATSUHIKO KIMURA

CURITIBA / PR - BRASIL
69 anos, BANCARIO/APOSENTADO/ANALISTA CREDITO

MEU PAI KUMAITI KIMURA


Nasceu em Togauchi, município de Hiroshima, no Japão em 15/01/1913, quarto filho de Toyotaro Kawamoto e Kisse Kawamoto. Seu pai era lenhador do interior e Kumaiti costumava acompanhá-lo nos serviços, porém o seu pai, talvez tendo premonição, pediu para não fazer companhia no dia fatídico em que veio a falecer por debaixo de uma árvore que acabara de derrubar, no topo da montanha. Tinha então o Kumaiti apenas oito anos de idade.
Quando tinha quatorze anos de idade, sozinho mudou-se para a capital (Tokyo), quando teve experiência de atuar numa famosa fábrica de doces ¨Sumidaya¨, que era okashiya-sam que até fornecia seus produtos para o Palacio Imperial, tendo a primeira experiência como auxiliar de confeiteiro/doceiro. Na capital teve também a oportunidade de freqüentar uma escola de desenho e teve a sorte de contar com os ensinamentos do mestre ¨Laisho-sensei¨, famoso desenhista da época e de Uta Dokan, considerado mestre dos mestres. Residiu nessa época ao lado da Escola Naval Kaigun-hei-gakoo.
Com o desenvolvimento do seu tino como desenhista especializou-se em desenhos da natureza, tais como vegetais: suzulan (orquídeas), Bará (Rosa), minerais tais como rocha, cachoeira e água, desenhou também animais, notadamente Laion (Leão).
Além do desenho, gostava muito de escrever, conta que escrevia ¨haiku¨ e ¨senriyu¨, que deve ser poema e poesia, fazia também algumas esculturas, sempre aproveitando as folgas, principalmente em dias chuvosos em que não podia atuar na roça, quando decerto buscava maior inspiração.
Chegou a participar de vários concursos e utilizava o nome artístico de HOORAN.
Por ser introspectivo não acreditava em sua capacidade oratória, porém aceitava prontamente o desafio de escrever discursos para terceiros, para quaisquer eventos.
Conta que um de seus poemas foi premiado num concurso, cuja apresentação feita por sua sobrinha Yuriko Kawamoto.
A sua vinda de Hiroshima para o Brasil, também ocorreu por força da situação econômica financeira do Japão, pós depressão de 1929, mais precisamente em 14/10/1931 (Site memorial de Imigrante- Governo de SP). Veio em companhia de seus dois irmãos Tomoiti- 13.06.1902-(primogênito) e Satomi Kawamoto- 10.09.1916- (quinto filho), deixando para trás sua mãe Kisse- 05.03.1881* 06.06.1953+ e irmãos (Kiyomi- 29.04.1909- (terceiro filho) e Yuiti - 19.12.1903- (segundo filho)). Teve irmão de nome Ryouzou (caçula) que faleceu precocemente com apenas 6 meses (este não consta de documento oficial- Kosseki tohon da Kisse Kawamoto).
Fixou-se na região de Jataí PR e posteriormente em Assaí PR, onde veio a conhecer a Shizuko Kimura com quem consorciou-se em 15.05.1939, pelo regime de YOSHI, casamento normalmente adotado quando a família da noiva não possui filho varão, no intuito de perpetuar o sobrenome. Alterou então o seu sobrenome de Kawamoto para Kimura. Atuou sempre nas lides rurais.
Tinha por costume, aproveitando-se de sua ida à cidade para compra de mantimentos, levar ora um filho ora outro e nessas ocasiões levava-os a restaurantes (udon-yá), comportamento não usual para os imigrantes da época.
Em Assai PR teve oito filhos. Em decorrência da forte geada de 1955, mudou-se para Maringá PR para arriscar como doceiro/confeiteiro, mudança ocorrida de trem (maria-fumaça).
Conta que durante a longa espera da locomotiva na estação, convidou a família para almoçar junto a um restaurante de Jataí PR, comportamento muito raro para chefe de família da época.
Consta que quando a filha Eliza pediu ao pai para fazer uma poesia dedicatória, este prontamente escreveu ilustrado por desenho de uma árvore na rocha de uma cachoeira ¨IWA NIMO KI WA HAERU. LEIKO YO (ELIZA) FUKAKU NE O OROSSE¨, bastante profundo que traduzindo fica mais ou menos isso ¨Uma árvore nasce até em rochedos, portanto Leiko (filha), aprofunde cada vez mais as suas raízes¨.
Para a filha mais velha Keiko preferiu desenhar o trevo de quatro folhas e em cada folha escreveu: ¨KIBOU¨= esperança; ¨SHINKOU¨=religião/crença; ¨AIDIYOU¨=amor e ¨SATI¨= felicidade.
As filhas pouco entenderam o significado à época e somente agora depois de idade avançada é que começam a entender a profundidade das frases.
Se de um lado era uma pessoa calma, bondosa e costumava tratar os filhos com carinho, demonstrou também, por outro lado, ser uma pessoa difícil, teimosa e até fanática. Pertenceu a ala dos imigrantes que não acreditava/aceitava que o Japão tivesse sido derrotado na Guerra (KATI-GUMI). Não respeitava e aceitava sequer a opinião de sua esposa.
Seu sonho, como o da maioria dos imigrantes, decerto era de retornar para o Japão e os dois primeiros filhos (Atsushi e Keiko) foram registrados no consulado e possuem dupla nacionalidade.
À época, chegou a impedir que os primeiros filhos freqüentassem a escola brasileira e exigia que estudassem NIHONGO e chegou a comprar lampião a gás para pessoalmente lecionar a língua japonesa.
Depois do fracasso no comercio/confeitaria em Maringá PR, mudou-se para Cianorte PR, onde atuou como empreiteiro do Sr. Takeo Shinnae, cuja esposa chamava-se Mitsue Shinnae, em um sitio entre São Tomé e Cianorte PR, sitio onde nasceu o seu filho caçula (Wilson Teruo Kimura). O Sr. Shinnae possuía uma máquina de beneficiamento de arroz na cidade de Cianorte.
Gostava também de pescar, construía suas próprias redes e tarrafas.
Quando residia em Assai PR, ia até sozinho pescar no rio Tibagi, somente em companhia do seu cavalo ¨Dourado¨, chegando a pernoitar de sábado para domingo, só retornando domingo a tarde.
Gostava muito de bebida alcoólica, tomava pingas (Oncinha, São Jorge, Tatuzinho, dentre outras) e fumava muito (Urca, Mistura Fina e até fumo de corda).
Em Cianorte conseguiu companheiro de pescaria de nome Uchida-sam que tinha comercio de secos e molhados na cidade, seu companheiro até a ultima pescaria ocorrida em 26/03/1960, quando faleceu levado pelas águas do rio Ivaí, morte prematura aos 47 anos de idade.
Tinha então o protagonista desta narrativa apenas nove anos de idade.

Narrativa enriquecida com depoimento da Keiko Kimura Kuniwake, segunda filha de Kumaiti.
Dados do Kosseki tohon de Kisse Kawamoto traduzido pela professora Michiyo Hirano.
Depoimentos de Tadako Kawamoto (prima), filha de Yuiti Kawamoto/Wakako Nomura Kawamoto e Tomika Yamakado (primo), filho de Kiyomi e Masao Kawamura, obtidos pelo amigo Claudio Eimori.

Kimura


Enviada em: 08/10/2008 | Última modificação: 10/04/2018
 
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Comentários

  1. LETÍCIA YURIE KIMURA @ 14 Ago, 2008 : 20:49
    PAI, ADOREI AS MENSAGENS NESTE SITE. FICARAM EXCELENTES! ACHO QUE O SR PODERIA ESCREVER UM LIVRO. FICOU MUITO BEM EXPLICITADO, GOSTOSO DE LER. NÃO SEI COMO POSSO CONTRIBUIR PARA ESTA PÁGINA. BEIJOS E OBRIGADA POR TUDO, LETÍCIA

  2. Nelson Sinzato @ 14 Ago, 2008 : 22:22
    Prezado Sr. Mário, minhas saudações. Li atentamente seus depoimentos, fortemente centrados nos valores familiares. Parabéns a você Mário e a sua família que é a base de formação de cidadaões dignos e honrados como vocês. Endosso aqui as palavras contidas no comentário acima, de Letícia Yure. realmente os textos ficaram muito bons. Aliás tenho lido outros textos também muito bons neste site. Realmente os nihonjins estão escrevendo bonito. Parabéns. Sua história tem alguma semelhança com a história da minha familia: família numerosa, trabalho árduo na roça, adversidades climáticas, lutas para se estabelecer no comércio, enfim muita garra e disposição para superar as adversidades e os desafios. Sr. Mário, parabéns pela carreira de sucesso no Banco do Brasil. Ingressar no Banco era uma glória, não é? Para mim foi. Eu trabalhava na roça e estudava a noite e consegui passar no Concurso do Banco do Brasil. Aqui no Mato Grosso trabalhei em Pontes e Lacerda e Cáceres, onde resido, já aposentado. Obrigado e um abraço.

  3. Erika @ 18 Ago, 2008 : 11:02
    Tio, Lí atentamente seu relato sobre a minha querida mãe Eliza e fiquei emocionada..Ouvia desde pequena as histórias que mamãe contava sobre a sua infância e sempre sensibilizava com tamanha dificuldade.. Uma geração sofrida, mas forte o suficiente para superar qualquer dificuldade graças à união e amor... Lembro-me uma vez que fomos à São Paulo à passeio e ví as lágrimas escorrendo pelo rosto de tio Makoto ao contar da tamanha saudade que sentia enquanto estava estudando em SP, longe da família...Senti que eram lágrimas guardadas desde que ainda garoto, que afloravam junto com a lembrança...Partiu meu coração de 12 anos...Deve ter sido difícil para todos... Eu também não sei como contribuir para enriquecer essa sua bela iniciativa; deixo aqui meu grande abraço e meus parabéns pelo sucesso dos 9 heróis da família Kimura...Sinto orgulho de ser integrante dela, tá!!

  4. Nelson Hajime Kawamoto @ 28 Ago, 2008 : 23:47
    Sr. Mário Katsuhiko Kimura, gostaria primeiramente de parabenizá-lo pela formatação da árvore genealógica da família Kimura / Kawamoto. Sou neto de Tomoichi e Kaneko Kawamoto, filho de Yoshifumi e Miyuki Kawamoto. Eu não conhecia os ascendentes da família (bisávos, tios avós) e pelo q. pude observar, ela foi ficando tão grande, q. talvez em alguma ocasião, nós tenhamos nos cruzado em São Paulo, Curitiba ou qualquer outro lugar, desconhecendo nosso grau de parentesco. Um grande abraço. Nelson Hajime Kawamoto nkasses@wnet.com.br

  5. Greyce Nakao @ 15 Set, 2008 : 19:07
    Leiko Neechan... parabens!!! ...eu tb, sinto orgulho d vc! X ) ...e viva as mulheres batalhadoras! X P

  6. Alceu Hideki Kimura @ 2 Nov, 2008 : 22:15
    Parabéns pela iniciativa de narrar a história da nossa família, que com certeza, em resumo, retratou com realismo uma vida onde todos ganhamos, graças principalmente à dedicação da nossa querida mãe que soube nos conduzir para a vida, nos dando uma base sólida. Com certeza, por mais que tentamos colocar no papel a nossa história, ainda faltará palavras para expressar o todo.

  7. Carlos Akira Kato @ 20 Jan, 2009 : 19:27
    Sr. Mário Kimura. Agradeço imensamente pelas palavras. Desde as primeiras palavras que escrevi neste site, sempre me senti à vontade para escrever mais e mais histórias e experiências vividas. Vivi em Bastos até os meus 22 anos e toda a minha formação educacional e cultural foi feita em Bastos. Uma cidade muito enraizada pela colonização japonesa que até hoje cultua os ensinamentos dos antepassados. Já entrei no seu site e prometo que farei a leitura de suas histórias. Quanto ao sakê, na sua cidade de Curitiba, irá encontrar no mercado municipal, nas lojas de conveniência japonesa, várias marcas de sake originalmente japoneses. Fica a minha indicação dos sakes da marca HAKUSHIKA, que tem a maior variedade aqui no Brasil. Sakê Hakushika do tipo Junmai, feito com arroz Yamadanishiki é o meu favorito. (www.tradbras.com.br). Um grande abraço e quem sabe conheça meus parentes que hoje residem na cidade de Curitiba. Meu tio Yoshinobu Kato, ficou muito conhecido na comunidade japonesa em Curitiba, pois após aposentar, ficava diariamente sentado na dependências do mercado municipal e conversava com todos. Ele fazia e fornecia moti diariamente às lojas do mercado. Sua história foi mostrada num desses documentários em comemoração ao centenário da imigração japonesa. Faleceu há 4 anos atrás. Carlos

  8. mario katsuhiko kimura @ 24 Jan, 2009 : 13:45
    Caro Carlos, Obrigado pelas dicas de saque. Registro aqui meus cumprimentos pelos seus relatos. Parabens. Continue a escrever as historias e estorias que com a sua capacidade narrativa será capaz de até escrever livros. Comprei hoje uma garrafa do saque Hakushika no Mercado Municipal e apreciarei numa primeira oportunidade, numa ocasião especial. Grande abraço e obrigado.

  9. Renato Yassuda @ 16 Fev, 2009 : 13:57
    Prezado KIMURA Mario Katsuhiko-san; Obrigado por suas gentis palavras em minha página. Fico honrado e grato por sua atenção. Sua narrativa é também muito importante e bela. Admiro a tragetória de vida de seu pai e creio que são as raízes que fazem que a árvore seja forte e frondosa. Tendo raízes como seu pai, com certeza sua família deve ser forte para enfrentar as adversidades da vida com coragem e honra. Por favor, não se desculpe ou se envergonhe de fatos da vida deste. Tenho muitos amigos que os pais foram Katigumis e sou honrado por suas amizades. Compreendo que foram as dificeis circunstâncias da vida daquela época que geraram tais divisões entre imigrantes, além do apego à um ideal (a pátria japonesa) que já havia deixado de existir. Na verdade tal movimento já trazia em seu bojo os problemas do conflito entre a sociedade japonesa quando da Restauração Meiji e afloraram no país (Brasil) que estes imigrantes vieram fugindo da miséria e falta de oportunidades na terra natal. Mas hoje são fatos da história e não tem mais motivo de terem importância entre nós, os descendentes de imigrantes, que buscamos criar um novo Brasil, onde somos seus filhos legítimos e queremos criar um futuro de sucesso para nossos descendentes. Saúde e Paz para você e sua família.

  10. Takeshi Misumi @ 16 Fev, 2009 : 22:58
    Sr. Mário Kimura, Muito obrigado por ter lido minhas histórias.Fiquei muito lisonjeado pelos seus elogios. Ao mesmo tempo me senti mais encorajado a escrever mais sobre os nossos antepassados, que iniciaram uma trajetória de vida tão bonita, apesar de muito sofrida, neste Brasil desconhecido. A Editora Abril foi muito feliz em abrir este espaço permitindo-nos condições para não somente preservar, mas principalmente difundir tudo que há de positivo na milenar cultura japonesa.Identifiquei-me muito com as roupas feitas com saco de açucar, com a brilhantina Glostora, com a lamparina com pavio a querosene e muitas coisas boas do nosso passado recente. O senhor está de parabéns pelo resgate que tem feito da heróica história de seus familiares.

  11. Rafael Santos Massuda @ 28 Fev, 2009 : 10:20
    Olá grande Kimura-san! Muito obrigado pelas suas palavras deixadas no meu perfil. Não pode deixar de olhar o seu depois de suas palavras. Eu li a história de sua família e admiro por depois de tantas dificuldades você sim, dar a volta por cima, conseguir crescer, e dar bons estudos aos seus filhos e se tornarem grandes pessoas. E ainda preservar a tradição milenar niponica. Depois de tudo isso eu vejo que eu que tenho que aprender muito com você não é?? Um grande abraço!!

  12. Marcelo Tadashi Shiraishi @ 24 Mar, 2009 : 10:46
    Kimura-san, em primeiro lugar gostaria de agradecer pelas palavras gentis que recebi em meu perfil.Sinceramente,Muito Obrigado! Gostaria de Parabenizá-lo pela história de sua família e pelo exemplo que temos de ter quando enfrentar as dificuldades que nos são impostas durante a escola da vida. Sei que a vida dos imigrantes japoneses no Paraná não foi nada fácil. E nem era de se esperar que fosse. Tenho certeza que pesoas como seus antepassados e de muitos outros,só fizeram engrandecer a história dos imigrantes japoneses neste país. E nos deixaram um legado que perdurará por gerações... os sinônimos atribuídos a todos os descendentes...Honestidade,Respeito,Humildade, Perseverança.Isso, tem um valor inestimável que nem os próprios japoneses nascidos em terras nipônicas hoje, que se julgam verdadeiros japoneses,podem gozar. A vida dura e as dificuldades criam grandes homens e mulheres...Por isso, acredito que trabalho duro, respeito a quem vem antes de nós e humildade, são as ferramentas para se esculpir um grande ser humano. O Japão hoje,sofre as consequências de uma vida cheia de facilidades. Esqueceram que ressurgiram das cinzas após a guerra e deixaram de lado a garra e a vontade, pois acharam que já haviam conquistado tudo.Por isso,acredito que o orgulho dos nossos ancestrais não é mais carregado pelos japoneses,mas sim pelos nikkeys. Aqueles que abriram mão de um pequeno sonho para abraçar um sonho muito maior. Meus agradecimentos e congratulações à sua família! Pois se hoje somos uma grande colônia, tenho certeza que ela teve parte nisso. Makoto Ni Arigatou Gozaimashita!

  13. Marcelo Tadashi Shiraishi @ 25 Mar, 2009 : 18:56
    Mais uma vez agradeço a atenção que tem dado aos meus relatos! Estou empolgado demais em poder escrever livremente! É muito gratificante, assim como quando cozinho, transmitir algo que sinto através das palavras. É uma sensação fantástica! Agradeço pelos elegios e pela motivação que isso me traz. Obrigado!

  14. Silvio Sano @ 2 Abr, 2009 : 00:32
    Prezado Mário-san, Como pôde perceber, retomei a leitura das histórias deste site a partir da do Takeshi Misumi, mas estimulado pela leitura do seu comentário para ele. Assim, como não podia deixar de ser, suas histórias tinham de ser as seguintes. E também me sensibilizei bastante com elas e as identifiquei, não bem por minha própria convivência, mas pelo que ouvi da de minha avó, pelo lado paterno (leia-a em minha própria página). E não é diferente do período de decadência da do meu avô, pelo lado materno (veja no perfil de Jorge Tsuneharu Sano, meu irmão)... e, bem como, das de muitas de nossos heróicos pioneiros consangüíneos desde quando para aqui vieram (leia a letra da canção do centenário que compus, nesta mesma página). A grande virtude de todos eles está em terem mostrado essa capacidade de superação que fez com que a comunidade japonesa no Brasil, hoje, desfrute do respeito da sociedade brasileira no que se refere às maiores virtudes que um cidadão pode ter. Por isso, como o próprio Takeshi também intitulou um de seus textos, há de se ter, sim, o "orgulho de ser nikkei”. Né, não? Um grande abraço.

  15. Eduardo Kimura @ 7 Abr, 2009 : 01:13
    Caro Primo Mário, agradeço pela proatividade em divulgar a história de nossos avós e da família. Parabéns pela iniciativa e a bela história quase épica de nossos avós. Abraços, Eduardo Kimura

  16. LEANDRO YASUO KIMURA @ 7 Abr, 2009 : 05:13
    PAI, NÃO ME ADMIRA UM DEPOIMENTO SEU MARCADO PELO ESPÍRITO FAMILIAR, PRINCIPALMENTE DANDO ENFASE AOS ANCESTRAIS. ISSO É MARCANTE NA MINHA EDUCAÇÃO, JUNTAMENTE COM MINHA IRMÃ. POR TUDO ISSO ADMIRAMOS O SENHOR E AMAMOS NOSSA FAMÍLIA. OBRIGADO POR TODOS OS ENSINAMENTOS E ESPERO CONTAR SEMPRE COM SUA EXPERIENCIA, AMOR, E RESPEITO.

  17. Tieko Fujiye @ 28 Abr, 2009 : 07:26
    Sr.Mário Katsuhiko Kimura, agradeço a leitura dos meus textos e os comentários de elogios na minha página, o que certamente servirá de estímulo para continuar a escrever a história dos meus antepassados e dos demais que compartilham o site, criando uma rede de amigos nikkeys que participam ativamente para enriquecer os relatos e reconhecer a importância dessa participação na construção de uma sociedade melhor em nosso país.Parabéns pelo seu relato e pela árvore genealógica! Paz, saúde e sucesso ao Sr. e a sua família.

  18. Yumi Takano @ 3 Mai, 2009 : 14:56
    Prezado Kimura san! Hadimemashite! Fiquei feliz por ter lido o meu texto. E também por enviar-me seu comentário gentil com elogio. Aqui em Minas é raro ter contato com Nikkei san e muito menos japonês legítimo, por aonde vou sou a única japonesa. Parabéns a sua conquista profissional, pessoal e ter construído uma linda e simpática família o qual mostra a sua galeria de foto. Através do seu texto noto que sua mãe foi uma mulher de muita garra e determinação, porque não é fácil criar seus noves filhos sozinha. Não menosprezando o homem, pois uma mãe de fibra inluencia a base do Clã. Em minha opinião, todos imigrantes japoneses são heróis, sejam os bem sucedidos ou aqueles que lutam ao caminho da vitória. Por fato de ter grande coragem numa empreitada tão difícil em alvorada desconhecida. Durante um século todos contribuíram e continua ajudando no progresso da nação brasileira em diversas áreas, não apenas focado na agricultura. E desfrute o lado bom que existe nesse Brasil, a segunda pátria dos imigrantes japoneses. Desejo tudo de Bom a você e sua família! Sucesso!

  19. Takeshi Misumi @ 20 Jun, 2009 : 01:31
    Mario-san, vejo que o senhor é um voraz leitor das histórias contadas neste site. É elogiável que além disso, o senhor é um grande incentivador dos escritores, que como eu, por mais amador que seja pretende deixar registrado seus sentimentos e idéias que quiçá sejam úteis à comunidade brasileira, em especial aos nikeis. Muito obrigado pelos comentários que o senhor faz ao meu último artigo. Doomo arigatoo gozaimashita.

  20. Eduardo Keiji Kamigouchi @ 23 Jun, 2009 : 22:27
    Caro Sr. Mario Kimura, é por esta que escrevo dizendo que estou muito feliz por reencontrar com o pai de um dos meu s melhores amigos de ifância! Devo dizer que adorei a história que escreveu e parabenizo pelo mesmo. Para ajudá-lo a relembrar de quem sou: Sou filho do ex-comerciante de Formosa Do Oeste, Toshimi Kamigouchi (falecido em 2000 de câncer no Japão), me lembro que na época meu pai me levava junto ao Banco do Brasil da cidade que o Sr. era Gerente, e sempre éramos recebidos com muita simpatia e um ótimo sorriso no seu rosto! Me lembro com muita emoção também que eu e o Leandro éramos amigos inseparáveis, ficava muito feliz quando era lembrado para ir a Umuarama juntos. Realmente foi uma parte de minha infância que jamais esquecerei! Desejo ao Sr. e sua esposa muita saúde e longevidade, espero também que o Leandro e a Leticia tenha muito sucesso tanto na profissão como em sua vida familiar! Um grande abraço a todos!!!

  21. Mario Katsuhiko Kimura @ 30 Jun, 2009 : 07:12
    Caro Eduardo Keiti, Recebi o seu e-mail via Site Abril no Centenário da Imigração Japonesa com muita satisfação e de outro lado fiquei muito triste pela passagem do Sr. Toshimi Kamigouchi. Lembro-me perfeitamente de você, de seus irmãos, enfim de todos os familiares. Recordo até de visita que fiz a sua casa, na ocasião de comemoração de aniversario de sua mana. Passei bom período (1982/1986) em Formosa do Oeste PR, minha primeira investidura como Gerente Geral do Banco do Brasil, recebi apoio da comunidade de Formosa do Oeste, dentre esse o do seu pai que me prestigiou em muito e graças a esses apoios consegui transferir para Curitiba Pr como administrador, tinha então a sua idade de hoje, também do meu filho Leandro, para dar prosseguimento ao projeto traçado para minha vida (dar estudos aos filhos e cuidar da saúde da esposa), sempre mais favorável estando na capital. Consegui permanecer na capital por dezessete anos (cinco agencias), todas como administrador e me aposentei do banco em 2001. Embora aposentado continuo atuando como analista de credito do Banco Case New Holland. A amizade de vocês foi fundamental para que o período que lá estive fosse feliz, sobretudo com sucesso. O Sr. Toshimi era batalhador, quase não parava em Formosa do Oeste, estava sempre em transito para busca de mercadorias, sobretudo butijões de gás que trazia de Campo Mourão Pr. Com certeza deve ter deixado muitos legados aos seus descendentes. A minha esposa (Elena Sizuka), vide a historia de sua família no Site da Abril, está atuando com o Leandro na Cabana da Tapioca, empresa que fundamos em 2003. O Leandro formou-se em direito pela PUC, é advogado/comerciante, casou-se com Jaqueline em 2007. A Letícia formou-se em Medicina, também pela PUC, fez residência medica na área de radiologia aqui em Curitiba e fez especialização, também na área de radiologia, por mais dois anos em São Paulo, onde reside, ainda é solteira, no entanto namora com Gustavo, também medico da mesma área. E você? Continua no Japão? Tem projeto para retornar ao Brasil? Conte MAIS da sua vida. Já casou? Será sempre uma satisfação receber suas noticias e de seus familiares. Tomei a liberdade de transcrever o seu e-mail no meu perfil da Abril. Grande abraço, muita saúde paz e sucesso. Kimura

  22. Mario Katsuhiko Kimura @ 1 Ago, 2010 : 07:46
    Olá Elaine Kimie Ishihara, Recebi seu e-mail porem não estou conseguindo mandar a resposta com os dados de Atsushi Kimura. Informe ao seu pai que o celular dele é 41-041-9815-2117 e que ele não possui e-mail.

  23. Edelmar Bastianik Martins ( lilo) @ 2 Ago, 2010 : 18:04
    Kimura, muito interessante a história do seu pai. Gostei muito da maneira como voce registrou os fatos. É muito envolvente e me senti fazendo parte da sua família que tenho certeza é muito unida e feliz.Um grande abraço//lilo.

  24. PEDRO INAMURA @ 3 Nov, 2010 : 16:09
    Olá Kimura-sam, td bem? Gostaria de saber se vc tem algum parentesco com algumas dessas pessoas. TOMOAKI KIMURA, TIZUKO KIMURA, SATOKO KIMURA, HIDEO KIMURA. Eles mudaram para BASTOS-SP no final da decada de 1930, vindos de PROMISSÃO-SP. Se tiver, gostaria que entrasse em contato comigo pelo e-mail systemajapan@terra.com.br Grato

  25. Rita de Cássia Arruda @ 21 Nov, 2010 : 11:55
    Prezado Sr. Kimura: Tenho realmente uma ligação afetiva com o Japão e Deus me deu a graça de poder manter até hoje as amizades que cativei com as amigas e os amigos da Terra do Sol Nascente; nativos e descendentes. Haika é uma delas! Além de fã de sua arte, gosto igualmente dessa nipo-brasileirinha multicultural por sua extrema simpatia e simplicidade. Eu torço para que ela brilhe para fama, pois realmente é muito talentosa! Como recentemente me disse um amigo dela, também ele nikkei, "espero que o vídeo dela bombe!" O "Work of Art" de Haikaa tem todos os ingredientes para se tornar um grande sucesso na Web! É lindo e tem conteúdo! Sem dúvida, uma bela mensagem que prega a paz, a tolerância e o amor entre os homens! As outras duas, do Nihon, Kaoru e Aki, essas serão amigas para sempre, conforme meu relato aqui nesse maravilhoso portal criado pela Editora Abril, em 2008, para celebrar o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Obrigada por visitar a minha página e também por seu comentário ali deixado! Um abraço! Domo arigato! Work of Art: http://www.youtube.com/watch?v=2F3ph9QPCb8

  26. Rita de Cássia Arruda @ 21 Nov, 2010 : 11:59
    Obrigada por visitar minha página e também pelo comentário carinhoso, Sr. Mário! Parabéns por seus relatos! Gostei imensamente das histórias que o Sr. contou sobre a família Kimura. Em suas memórias, além da homenagem aos seus antepassados, percebi igualmente que, apesar de todas as dificuldades enfrentadas por sua família, o Sr. conservou com ternura as lembranças da infância e dos entes queridos. Muito bonita também a homenagem prestada a sua irmã Eliza. Do mesmo modo, é comovente a forma como o Sr. expressa a sua gratidão por todos aqueles que foram solidários. Congratulações!

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