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marcelo tamada

São Paulo / São Paulo - Brasil
53 anos, Jornalista

Futebol: o maior craque de olhos puxados


Desde 1997, trabalho com jornalismo esportivo e não pude resistir a especular quem seria o melhor jogador profissional japonês que atuou nos gramados brasileiros?
É verdade que temos poucos candidatos. Também não estou considerando o ponta Sérgio Echigo, que surgiu na década de 60 no Corinthians, colega de Rivelino, e que construiu uma vigorosa carreira no Japão. Abriu escolinhas, dava clínicas e atuava como comentarista da TV japonesa (não sei se continua na ativa). Não o vi jogar, mas o próprio Rivelino admitiu ser Echigo o inventor do drible do elástico!!!
Na verdade, a fama dos japoneses não é das melhores em se tratando de futebol. Lembro-me do Paulinho Kobayashi, um atacante que jogou com algum brilho na Portuguesa e rodou por várias equipes.
Recentemente, falava-se muito do goleiro Yamada, revelado pelo Corinthians, que chegou a defender a Seleção Brasileira nas categorias de baixo. Mas não vingou.
O meia Rodrigo Tabata, do Santos, talvez fosse um bom candidato. Mostrou um bom futebol no Goiás, mas ainda não se firmou na equipe do Santos.
Há a revelação Pedro Ken, que brilhou no Coritiba no ano passado, mas esse ainda é uma promessa.
Na minha opinião, o melhor japonês que eu vi jogar foi o atacante Kazuyoshi Miura, o Kazu, que defendeu o Santos na década de 80 e depois voltou ao Japão.
No Santos, ainda jovem, Kazu era um atacante rápido que caía com facilidade pelas pontas. Tinha dificuldades de finalizar. Só voltei a reencontrá-lo no início da J-League, em 1993, atuando pelo Verdy Kawasaki. Já era um atacante completo, maior ídolo da torcida japonesa.
Sua história era emblemática. Mandado ainda criança pelo pai a Jau para aprender futebol, Kazu passou sua mocidade em solo brasileiro. Retornou homem feito para brilhar no futebol japonês. Ele mesmo brincava: "Sou japonês, mas o futebol é brasileiro!"
Na minha opinião, no futebol, o melhor nikkei foi um japonês: Kazuyoshi Miura.


Enviada em: 13/01/2008 | Última modificação: 13/01/2008
 
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Comentários

  1. Sílvio Sano @ 15 Jan, 2008 : 12:04
    Bom, o Rivelino confirmou que o drible elástico é criação de Sérgio Echigo, o que é muito bom... e é verdade! Eu o vi jogar e posso acrescentar, neste depoimento do Marcelo, que o Sérgio só não foi titular do Corinthians, naquela época, porque tinha um Bataglia na sua vida, ou melhor, na sua posição (ponta direita~- ainda existe isso?). Mesmo assim, tinha minhas dúvidas sobre quem deveria ser o titular. Teve também o Tigrinho (Jorge Yoshimura?), mas apareceu apenas na comunidade nikkei e, assim como Sérgio, foi para o Japão antes da J-League, se não me engano, exatamente para o Yomiuri. Acho que ambos, hoje são comentaristas e têm suas escolinhas de futebol. Bom, mas quem pode confirmar isso é o próprio Marcelo. Agora, para mim, o melhor foi o Sérgio Echigo. Valeu, Marcelão!

  2. Ana Paula @ 24 Jan, 2008 : 18:58
    Marcelo! Escrevi um texto hoje e não sabia que "te acharia" aqui tbm !!! hihihi. Como é a vida, né?! Nos conhecemos na infância, acho que até chegamos a brincar um pouco juntos, nos cruzamos no Coopercotia algumas vezes e agora vemos nossos filhos convivendo diariamente na escola, no mesmo clube, nas atividades de férias, estreitando a cada dia uma amizade tão pura, tão bonita! Realmente são as pessoas que fazem toda diferença do mundo aonde quer que a gente vá, onde quer que trabalhemos, onde quer que vivamos. Valeu!

  3. Kátia @ 24 Jan, 2008 : 23:05
    Tamada foi meu primeiro grande mestre no jornalismo! Teve paciência para me explicar o beabá dos textos e da apuração, quando eu era muito inexperiente. Obrigada pelo primeiro empurrãozinho que deu em minha carreira! Abraços!

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