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Janela Dekassegui

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Correria, muita correria »

 
1 Abr, 2008

A vida na capital

Ewerthon Tobace

Muitos brasileiros morrem de medo de Tóquio. O emaranhado de linhas de metrô e de trem e a quantidade absurda de gente na rua realmente assustam quem chega aqui pela primeira vez.

No meu caso, foi ao contrário. Eu gosto dessa muvuca toda. E me senti em casa desde o primeiro momento. Mas eu não sou o único. Em meio à multidão de cerca de 12 milhões de pessoas (a área metropolitana abriga pouco mais de 31 milhões de habitantes) há um grupo de brasileiros. São cerca de 4.400 conterrâneos que moram em algum canto dessa megalópole.

Quem conheçe o Japão sabe que Tóquio é muito diferente de outras cidades do interior. Mesmo as capitais mais desenvolvidas de algumas províncias (com exceção de Osaka) não se comparam à capital japonesa. Aquela imagem high tech, luzes de neon etc. só se vêem aqui e em Osaka.

Então, tudo isso é para dizer que a comunidade brasileira não está toda enfurnada em fábricas (e não que isso seja menos digno ou algo do gênero). Mas acho importante dizer que há trabalhadores em outros serviços que não os de linha de montagem.

Ronaldo Shiquedone é um dos que conheci em Tokyo. Ele batalhou por anos numa fábrica em Kanagawa e, há alguns anos, ele decidiu que era hora de investir no aprendizado do idioma japonês e, desde então, foi galgando empregos em escritório na capital japonesa. Ele mora num confortável apartamento e, nas horas vagas, adora ir ao cinema, exposições, restaurantes, baladas e ao curso de bonsai, aquelas árvores anãs.

Aqui em Tokyo é o único lugar que não sinto que estou numa bolha, num gueto. Acho que os lugares onde não há muita concentração de brasileiros também deve ser assim. Porque quando vou a alguma cidade com muitos conterrâneos, sinto que estou num outro mundo. Alguém concorda comigo?

Postado por Ewerthon Tobace | 18 comentários

Comentários

  1. Expatriado @ 1 Abr, 2008 : 01:38
    Confesso que e bom nao conviver com conterraneos. Nao por preconceito, adoro o meu pais e seu povo, mas sim porque viver fora do pais e uma oportunidade como nenhuma outra para enriquecimento cultural. E vivendo com pares nao ha como obter este enriquecimento porque e como se voce nao tivesse deixado o proprio pais. Ainda bem que tive a oportunidade de vir a Toquio como expatriado e aqui tenho tido a chance de viver em um ambiente cultural bastante diversificado por trabalhar em uma empresa com atuacao global que conta com gente de tudo quanto e nacionalidade, desde americanos, canadenses, australianos, indianos e ingleses ate checos em seu quadro de colaboradores. Por conta disso, alem de dar uma melhorada no japones, ainda consegui dar uma melhorada substancial no ingles, sem contar o mergulho na cultura e habitos locais. Todos deveriam aproveitar a oportunidade de estar em terras estrangeiras em sua plenitude, deixar os guetos de lado e abracar com os dois bracos e as pernas as oportunidades unicas que so a vivencia em um pais estrangeiro e convivencia com os nao-pares podem oferecer.

  2. 留学生 @ 1 Abr, 2008 : 04:21
    Concordo com voce, Ewerthon. Concordo 100% com o Expatriado tambem.

  3. Paulo (Plurality) @ 1 Abr, 2008 : 06:48
    Eu também concordo. Eu costumo dividir minha vida aqui entre antes e depois que saí da bolha.

  4. Expat @ 1 Abr, 2008 : 08:17
    Tava pensando na fala do Expatriado e fico me questionando sobre a idéia de gueto. Eu vejo os expat de Tóquio e eles vivem no gueto que só ganha outros contornos: o gueto deixa de ser de uma nacionalidade só para ser o gueto de uma categoria: o gueto gaijin. Essas pessoas se informam pela Revista Metropolis ou pelo Japan Times em inglês, só assistem filmes americanos ou de outro país onde a língua materna é o inglês, frequentam Roppongi - que oscila entre Nova York e Nova Delhi (e, de vez enquando, Nova Iguaçu de tantos brasileiros que se pode ver...) - e não têm um amigo japonês sequer. Só têm contato fora do trabalho com japoneses nos nomikais das companhias e olhe lá. Então, o limite do gueto é muito tênue. E é flexível. Podemos até pensar que os japoneses vivem no gueto também. Não falam outra língua senão japonês, não se comunica com outras pessoas que não os japoneses... No fundo, acho que a experiência transnacional inclui o gueto. E acho que os ganhos de viver no gueto também existem. Eu, particularmente, nao escolho amigos pela nacionalidade.

  5. 留学生 @ 1 Abr, 2008 : 09:38
    No meu entendimento, a ideia do Expatriado de deixar o gueto brasileiro significa "entrar" no Japao e nao entrar em outro gueto, por mais amigos estrangeiros que alguem possa ter. Pensei tambem em, como o Paulo disse, "sair da bolha", que, para mim, significa viver no Japao de fato. Mas o ponto do Expat (ou seria "ricardo y", pelo menos o estilo de escrita eh o mesmo), tambem eh verdadeiro, apesar de japoneses vivendo em um "gueto" em sua propria terra ter sido abstracao demais. Tem estrangeiros que nao vivem rodeados por compatriotas, mas vivem em uma bolha multinacional usando, quase sempre, so ingles. Porem, experimentar ou nao a vida em "gueto", quando se vive em outro pais, eh de escolha do individuo e nao uma imposicao inerente do fato. A qual nao significa ter de selecionar amigos ou contatos pela nacionalidade. Significa, colocando em termos cotidianos e simples, ser apto a matricular-se em uma academia, ir ao hospital, abrir uma conta no banco, procurar um apartamento, assinar contratos, nao se deixar ser abusado e explicar, por exemplo, para o recepcionista do hotel que, pelas leis japonesas, ele nao pode tirar copia nem do seu passaporte nem do seu registro estrangeiro para te dar um quarto, alugar um DVD no Tsutaya etc... em japones e lidando com japoneses, sem a necessidade de um interprete. Coisa que os estrangeiros, nao apenas os brasileiros, no Japao, nao fazem comumente. Sempre que eh necessario fazer algo desse tipo, pede-se a um amigo (japones ou nao) ou a algum tipo de tantousha (担当者). Nao acredito que a nacionalidade dos amigos e colegas seja fator determinante para que se viva em um gueto, ou nao, a ponto de ser necessario importar-se em selecionar amigos pelo passaporte (porem, eu ja conheci uma garota brasileira que fazia isso). A maioria de meus amigos sao estrangeiros e isso nao me faz viver em uma bolha. Apesar de ainda cometer erros na comunicacao, consigo realizar todas as tarefas cotidianas e algumas um pouco mais especificas como, ajudar, como interprete, brasileiros que vem ao hospital, participar de reunioes de departamento, discutir projetos e resultados, discutir procedimentos etc.... em japones. Resumindo: viver ou nao em guetos depende da iniciativa de cada um. Nota: antes que alguem diga que estou em uma viagem pelo meu ego, eu quis apenas demonstrar que dando a cara a tapa, em lugar de se acomodar, eh possivel sair da bolha ou do gueto.

  6. ricardo yamamoto @ 1 Abr, 2008 : 20:15
    Concordo contigo Ewerthon. Quando a experiência de Japão de uma pessoa se resume a anos vivendo dentro desta "bolha", sob o guarda-chuva protetor da infraestrutura que existe para ampará-la, a idéia de largar tudo e sair para o mundo muitas vezes dá medo. Onde vou morar? Como vou pagar o aluguel? Será que o que eu faço tem valor na capital? Será que vou conseguir amigos verdadeiros? Ficarei longe da minha família? Para quem tem filhos, então, pode parecer um sonho impossível. Além disso, se "em terra de cegos, quem tem um olho só é rei", muitas vezes é mais fácil ser uma pessoa de destaque em um modelo de sociedade em miniatura. E quem não quer destaque? O irônico é que, mesmo "fugindo" para Tóquio, a gente acaba tendo um pé (e muitas vezes é o pé direito) exatamente no universo citado acima. É aí que descobrimos: os braços da "bolha" (e em grande parte isto é mérito da evolução da mídia especializada) são mais longos e menos geográficos do que a gente imagina.

  7. Mário @ 2 Abr, 2008 : 02:02
    Ewerthon e demais Participantes! .Como estou bem distante das experiências vivenciadas por vocês, vou emitir uma modesta opinião, através de um singelo questionamento: este dilema entre viver em guetos conhecidos ou aventurar-se em bolhas não tão familiares. Mas Senhores, este enredo já o conhecemos. Ele não é a História da emigração...? É o mundo gira... Acredito porém que os emigrantes de hoje dispoem de melhores condições da adptação ao novo meio, comparativamente aos nossos queridos emigrantes do passado, estes sim sofreram as mais variadas agruras, pois não raro, não possuiam condições de escolha . Somente para visualizarmos melhor, observemos as constituições das agromerações de emigrantes denominadas popularmente "colônias", elas se formaram não por opção deles, mas sim para atender as necessidades do capital.... Abraços Amazônicos

  8. Claudia Yoscimoto @ 2 Abr, 2008 : 08:28
    Concordo que procurar viver em lugares onde há menos brasileiros ou onde a comunidade está mais espalhada, ajuda-nos a estourar um pouco essa bolha. Eu mesma já morei em uma cidade onde, no meu prédio, só viviam brasileiros e era muito comum esbarrar com um conterrâneo em cada esquina. Optei em ir para um lugar onde isso não fosse tão corriqueiro, porque quero me aproximar dos japoneses e tentar absorver um pouco da cultura deles. Não vejo mal nisso (na verdade, para mim achei mesmo necessário), porém concordo com quem disse lá em cima que viver numa bolha é uma opção, independente do local. Mas acredito que se você está em um lugar onde só se ouve português e há toda uma estrutura para brasileiros, enfim, você acaba se acomodando, não expande horizontes e muito menos se integra à sociedade em que vive. Bem, essa é minha opinião.

  9. kikks/moyashis @ 2 Abr, 2008 : 16:42
    Além de toda discussão (e comunidade existe em qualquer lugar, aqui na França também, papo para um iced coffee no nosso próximo encontro em alguma metrópole do mundo!), queria dizer que adorei a imagem que você postou. O Museu de Fotografia em Ebisu foi um dos meus melhores passeios como turista. Talvez seja uma visão "elitista" minha, mas absorver a cultura de outro país e fazer como o Ronaldo. Acho que a "bolha" pode ser protetora, mas dar a cara para bater e ralar é uma experiência muitíssimo interessante! Acho que a mudança acontece nas segundas e terceiras gerações de imigrantes. É o caminho da fusão, que tanto enriqueceu culturalmente o Brasil, e este traço eu carrego com muito orgulho em Paris quando perguntam (e aqui sempre perguntam isso para todas as pessoas) a minha nacionalidade. No Brasil, são várias caras falando a mesma língua. Sei que não posso comparar o nível de dificuldade do francês para o japonês (que não falo), mas mergulhar na língua do outro país é um canal de integração.

  10. Expatriado @ 2 Abr, 2008 : 22:43
    A verdade e que o brasileiro e acomodado. E um traco cultural. Brasileiro esta tao espalhado pelo mundo quanto chines, entao e possivel montar grupinhos de brasileiros em qualquer buraco. O que precisa ficar claro na cabeca daqueles que procuram o aconchego e a (falsa) sensacao de seguranca que os guetos ou as bolhas proporcionam e que com um pouco de boa vontade e possivel se atingir um ganho inversamente proporcional as dificuldades enfrentadas. E aquela velha historia: "no pain no gain".

  11. meg @ 9 Abr, 2008 : 15:37
    Gente Concordo com muitas coisas citadas acima, mas tb acho que qualquer pessoa tem o direito de viver da maneira que se sente melhor, mais conforntável, mais seguro, mais feliz! Por que temos que julgá-los e rotulá-los de isso ou aquilo. Deixemos que cada um viva da maneira que ache melhor. abraços a todos

  12. Alien D alientambempensa.blogspot.com @ 10 Abr, 2008 : 12:45
    Olá Ewerthon... Muito interessante seu post...a realidade é que a vida no Japão se divide em duas ou mais etapas...A primeira você chega sem saber o que vai encontrar em um país estranho,sem saber o idioma e quando se depara com milhares de brasileiros se sente em casa e da graças a Deus por isso...Na segunda etapa você começa a ver a presença massiva de brasileiros como algo incômodo a ponto de não suportar ouvir alguém falando em português...À partir dessa etapa a tendência é você se sentir cada vez mais sufocado em meio a tantos compatriótas e a idéia de Brasil no Japão que no início era um sonho começa então a se transformar em um pesadelo. Abraço

  13. Fernando Uchiyama @ 12 Abr, 2008 : 12:28
    Acho que todo brasileiro sempre tende a pensar que a cultura japonesa é ultrapassada, antiga, antiquada, que não vale a pena conhecer. Isso faz com que a comunidade BR se isole com seus próprios costumes e continue vivendo do seu próprio jeitinho...

  14. madoka otsuka @ 14 Abr, 2008 : 08:39
    Muito salutar o seu post, como sempre...Acho que é muito relativo, e cada um é cada um, e vai ter opiniões divergentes. Conheci gente que veio do Brasil p/ cá, e nunca tinha entrado num shopping center, e muito menos andando de metrô no Brasil, portanto, chegar e ir num final de semana que seja, ou ir direto morar em Tóquio deve assustar ´pacas´, não! Agora, quem é de Sampa, sabe, que a terrinha da garoa não deve a nenhuma metrópole do mundo, se chega em Tóquio, não vai se sentir assustado, ao contrário, vai achar que Tóquio é uma SP melhorada... Moro numa cidade onde se concentram em torno de 8 mil brasileiros, tem os dois lados da moeda. Mesmo q o cidadão não saiba japonês, tem todo respaldo de intérprete e/ou informações em português. Mas particularmente, prefiro eu mesma me virar, no meu básico japonês, sem intérprete mesmo, com a cara e coragem, para aprender, e estudar o idioma. Procuro, os serviços e produtos locais, pois estou no Japão. Um abraço Sayonara Madoka

  15. Rani @ 6 Mai, 2008 : 02:12
    Olha, moro fora do Brasil, nao no Japao, mas velejo por muitos lugares do mundo e vou dizer uma coisa, nao e so Brasileiro que se isola em sua cultura, o ser humano em geral tem essa tendencia. No caso do brasileiro, posso dizer que nao e facil chegar em outro pais e eles te aceitarem, para falar a verdade, so senti na pela depois que sai do pais, nos somos muito discriminados fora do pais, vistos como pais de terceiro mundo e sem cultura. Nao gosto nem um pouquinho do tratamento que me dao, os ridiculos dos americanos que se acham o maximo, os ingleses com seu nariz em pe ( meu marido e ingles) rsrrss e assim vai. Realmente sao muitas questoes em divergencia.

  16. Geraldo @ 6 Mai, 2008 : 03:37
    Concordo com a Rani. Os japoneses no Brasil se juntaram e mais, nao se misturam casando ou namorando outras racas. So agora com a modernizacao comecaram a se misturar mais. Isso depois de 100 anos no Brasil.

  17. ELAINE YAMANASHI @ 5 Jul, 2008 : 22:13
    BOM CADA UM TEM UM PONTO DE VISTA . EXISTEM PESSOAS FELIZES EM GRANDES METROPOLES E OUTRAS EM PEQUENOS VILAREJOS. TAMBEM O GRUPO NO QUAL EU ME ENCAIXO : PESSOAS QUE SE ADAPTAM E APRENDER A SER FELIZES EM QUALQUER LUGAR. EU ADORO MOVIMENTO , LUZ , CARRO , CONCRETO .... MAIS A INEXPERIENCIA DA JUVENTUDE ME LEVOU PRA OCASIOES E LUGARES DIFERENTES DO QUE IMAGINAVA PRA MIM. APRENDI A GOSTAR E SER FELIZ ONDE ESTOU . HOJE COM A INTERNET E POSSIVEL TER QUALQUER COISA DE QUALQUER PARTE DO MUNDO. TENHO AMIGOS QUE NAO ABREM MAO DE IR COMPRAR ELETRONICOS EM AKIHABARA OU DOS BARZINHOS E DISCOS DE ROPPONGI... EU PREFIRO LUGARES COM MENOS CONTERRANEOS , MUITO MAIS FACIL PRA SE ADAPTAR A CULTURA DO PAIS , APRENDER A LINGUA ... E ISSO!

  18. trabalhador braçal @ 30 Nov, 2008 : 16:42
    sr. ewerton: a maioria dos brasileiros(uns caipiras!!) não moram em tóquio por medo, mas porque os empregos (sujos mas honestos) estão em outros lugares (roça!!) como gunma, aichi, shizuoka, etc. não haveria lugar em tóquio para os mais de 300 mil dekasseguis preguiçosos e incultos que não querem aprender o idioma japonês nem visitar museus ou fazer cursos de bonsai. se não fosse esse povinho o sr. não estaria aqui!! pense nisso...

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Perfil

Ewerthon Tobace, jornalista, 31 anos. Um dia, meu avô resolveu enfrentar o desconhecido. Chegou ao Brasil de mala e cuia, sem falar a língua. Agora, faço o caminho inverso e, a cada dia, descubro os fascínios da ‘terra do sol nascente’. Moro no Japão desde 2001 e trabalho na mídia étnica com foco na comunidade brasileira.
 



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