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Rita de Cássia Arruda

Brasília / DF - Brasil
58 anos, Jornalista

AMIGAS PARA SEMPRE


Quando Kaoru e Aki vieram para o Brasil, em janeiro de 1996, meu irmão André estava então de partida para o Japão. Naquele ano, pela primeira vez na história da Universidade de Brasília (UnB), concretizava-se um intercâmbio cultural entre os estudantes daquela instituição de ensino superior e os da Universidade de Kyoto. Os três cursavam Letras-Tradução.

Antes de partir para a Terra do Sol Nascente, André nos apresentou às japonesinhas, que na ocasião contavam 21 anos, recomendando-nos tomar conta delas. Foi empatia à primeira vista. Minha família logo se afeiçoou às meninas. Embora as duas não tivessem ficado hospedadas em nossa casa - já vieram do Japão com residência definida, pelo intercâmbio - estavam sempre conosco; especialmente nos finais de semana. Quase sempre dormiam aqui, só retornando a seu domicílio no domingo à noite.

Guloseimas

Nessas ocasiões, em seus caderninhos, Kaoru e Aki anotavam as receitas que invariavelmente preparávamos: pão de queijo, brigadeiro, biscoito de povilho, cuscuz e outras tantas. Minha mãe costumava dizer, de brincadeira, que a imigração viria atrás de nós, multar-nos, por explorarmos as meninas na cozinha todos os finais de semana. Por nós, as duas foram afetuosamente apelidadas de "Kaki' - numa alusão a seus nomes - a dupla dinâmica.

No início, assim que chegaram, respeitando a tradição nipônica, nós não as tocávamos; apenas fazíamos uma reverência ao encontrá-las. Com o passar do tempo e à medida em que os laços de amizade iam-se estreitando, o afeto foi igualmente se "abrasileirando" e já nos cumprimentávamos com três beijinhos no rosto e, na despedida, ainda com um abraço apertado.

Batalha

Também passamos por algumas situações de estresse. As meninas moravam longe da UnB - localizada na Asa Norte - e a distância tornava a jornada diária das duas cansativa. Tinham que tomar quatros ônibus, todos os dias, para ir e voltar. Além disso, talvez por residirem em um dos bairros mais nobres de Brasília, o Lago Sul, o aluguel que mensalmente pagavam era demasiadamente caro.

Notamos, então, que Kaoru e Aki andavam visivelmente cansadas e perguntamos o porquê. Discretas que eram, apenas no final acabaram confessando. Foi então uma aventura o que se seguiu. Tivemos que, literalmente, resgatá-las da casa onde residiam. Não antes sem os veementes protestos da dona. Fez-se mesmo necessário ir a UnB, explicar a situação das meninas ao colegiado, e oficializar um pedido para que a Universidade revisse a situação de ambas. Somente depois dessa "batalha" conseguimos acomodá-las em uma Superquadra próxima a UnB. Tudo feito dentro dos trâmites legais; supervisionado pela professora responsável pelo intercâmbio. Assim, as duas tinham apenas que atravessar uma avenida para chegar ao campus.

Música

Como nem tudo são lágrimas, também costumávamos nos divertir muito. Certa vez, fomos assistir a um show do Gilberto Gil. Minha mãe foi conosco; as meninas a chamavam de "nossa mãe brasileira". Quando Gil começou a cantar "A Paz", emocionadas, Aki e Kaoru choraram ao ouvir os versos da canção em que o compositor baiano diz que "uma bomba sobre o Japão fez nascer o Japão da paz". Kaoru, por sinal, é de Hiroshima. Aki é de Kyoto. A alegria e a energia de Gil, contudo, rapidamente as contagiaram e logo as duas estavam sorrindo novamente.

Esse, porém, não foi o único show a que fomos. Na ocasião, o governo do Distrito Federal tinha uma rica agenda cultual e seu "Projeto Temporadas Populares" fazia sucesso. Artistas do calibre de Zizi Possi, João Bosco, Zélia Ducan, Ivan Lins, Edu Lobo e Beto Guedes, entre outros, costumavam se apresentar na cidade e os ingressos, naquela ocasião, eram vendidos a R$ 3.00 (para estudantes) e R$ 6.00 para o restante do público. Foi assim que as colocamos em contato com nossa Música Popular Brasileira.

Turismo

Aki e Kaoru também viajavam bastante, sempre que aparecia um desses feriados prolongados. Conheceram o Pantanal de Mato Grosso, o Rio de Janeiro, São Paulo e o interior do Paraná. Também visitaram parte de nossos familiares e amigos que moram em São Luís e de quem também já haviam se tornado amigas. Em São Paulo, as meninas ficaram encantadas com o Bairro da Liberdade. Não imaginavam que pudessem encontrar um pedacinho do Japão em solo brasileiro.

Tudo era motivo de festa; até os tropeções na língua que vez por outra as duas davam. Como por exemplo quando certa vez Aki disse que "dona fulana" havia "tintado" o cabelo; querendo com isso dizer que a tal pessoa tinha pintado o cabelo.

Separação

Findo o intercâmbio, no início de 1997 a dupla voltou para o Japão, para graduar-se. Meses depois, Kaoru retornou ao Brasil. Gostou tanto daqui que resolveu voltar. Trabalhou na UnB, como professora-auxiliar, e também no Clube do Nipo-Brasileiro, ensinando japonês para as crianças; filhas dos sócios.

Aqui, Kaoru conheceu e se apaixonou por Klei, um simpático sansei, com quem se casou. A cerimônia de casamento foi realizada no Japão, onde a mãe do noivo e toda a família da noiva residem. Retornaram em seguida ao Brasil mas depois de alguns anos fizeram o caminho de volta. Hoje, o casal mora e Nagoya. Kaoru trabalha atualmente no Banco do Brasil daquela cidade japonesa. Nós, sua família brasileira, estamos aqui na torcida para que logo venha por aí um "kodomo".

Casal Imperial

Ainda sobre a temporada em que morou no Brasil, em 1997, logo que graduou-se e retornou do Japão, tem um episódio que certamente marcou a vida de Kaoru. Quando o imperador Akihito e a imperatriz Michiko visitaram o país, naquele ano, ela trabalhava na Embaixada do Japão. Por esse motivo, acabou fazendo parte do cerimonial que recepcionou o casal imperial aqui em Brasília. Foi uma emoção e tanto. Tempos depois, Kaoru me contou da emoção que também sua avó sentiu ao saber que a neta conhecera de perto o imperador e a imperatriz do Japão e que até foto ao lado deles havia tirado para registrar o momento.

Aki, por sua vez, atualmente mora e trabalha em Osaka. Em 2001, ela voltou ao Brasil para nos visitar. Sempre que pode, por sinal, Aki viaja para conhecer outros países. Em 2006, juntou-se ao fã-clube de um conhecido cantor japonês (Kazufumi Miyazawa) e foi conhecer Cuba. Seu ritmo de trabalho, contudo, é bastante puxado. Eu gosto de brincar dizendo: "Aki, minha amiga, você virou 'nihonjin' novamente; está trabalhando muito, menina".

Saudade

Não perdemos o contato com Aki e Kaoru. Sempre nos falamos pela Internet. Sentimos saudade das japonesinhas; nossas amigas. Foi uma fase feliz aquela que vivemos. Tivemos então a oportunidade única de entrar em contato uma com a cultura da outra. Não restaram apenas daquela época as fotos - que um dia o tempo há de amarelar - mas sobretudo uma amizade recíproca e sincera. Claro, trocamos também alguns, CDs, cartas, cartões e outras tantas lembrancinhas. Meu Maneki Neko, por exemplo, que ganhei de presente, nunca saiu de minha estante. Banzai !!!


Enviada em: 29/03/2008 | Última modificação: 29/03/2008
 

 

Comentários

  1. Renato Yassuda @ 31 Mar, 2008 : 11:36
    Prezada Rita de Cássia; Parabéns pelo depoimento e por compartilhar conosco. Li seu relato e achei muito bacana a fraternidade que se estabeleceu entre vocês. Um belo sentimento e um ensinamento para os dias de hoje. Espero que a amizade de vocês seja contínua.

  2. Kenji Arimura @ 2 Abr, 2008 : 21:32
    Adorei a sua história! Pelo jeito foi sorte delas terem encontrado uma família tão hospitaleira e sorte de vocês pelas grandes amigas que ganharam.

  3. Luci @ 6 Abr, 2008 : 05:45
    Cara Rita, muito obrigada pelo comentário. Não há nada mais gratificante para um estrangeiro que poder contar com um aconchego familiar, fora do próprio país. É um conforto impagável, que com certeza, suas meninas nunca mais esquecerão. Abraços.

  4. Sílvio Sano @ 7 Abr, 2008 : 10:18
    Prezada Rita. O seu depoimento sobre sua acolhida às "japonesinhas" é de muita relevância, principalmente aos jovens, para que os estimulem a um intercâmbio cultural ao extremo. Mas, lógico, sua postura em relação a elas é que foi determinante para essa troca efetiva. A retribuição “pós”, delas, é prova disso. De minha parte, como valorizo muito esse tipo de intercâmbio, considero que somos privilegiados (mais de 60 nacionalidades imigrantes) apenas pelo fato de podermos realizar parte disso sem nem precisarmos cruzar fronteiras. E em seu relato você mostra bem essa reciprocidade, daí porque intercâmbio. Ambas as partes sempre saem ganhando. Por isso, em nosso caso, deste imenso país, apesar de tudo, ainda acho que, um dia, “lááá na frente”, haveremos de ser referência ao mundo de que “raças” e credos diferentes podem viver em harmonia, sim. Parabéns, e que o “maneki neko” ainda lhe traga mais satisfações dessa relação... como o primeiro “aka-chan” da Kaoru. Um grande abraço.

  5. Elaine Abreu @ 7 Abr, 2008 : 12:18
    Rita, excelente seu artigo! Demonstra claramente que não importa quanto nossos costumes são diferentes, quando há boa vontade podemos desfrutar do contato como seres humanos e da amizade que somos capazes de sentir!

  6. Alice Joko @ 7 Abr, 2008 : 19:39
    Querida Rita, Foi com muita emoção que li o seu artigo e gostaria de dizer-lhe que pessoas como você e sua família fazem dessas "meninas"um grande elo de bom relacionamento entre os países. Recordei-me com saudade o tempo em que hospedei as duas no nosso apartamento, já às vésperas de retorno delas ao Japão. Considero um pouco madrinha da Kaoru pois na sua segunda vinda ao Brasil escrevi a carta exigida pelo governo para a obtenção do visto, na qualidade de diretora do Instituto de Letras. E foi nessa ocasião que ela conheceu o Klei, então aluno de Letras-Japonês da UnB. Os muitos alunos que tiveram aulas com a Kaoru, tanto na UnB quanto no Clube Nipo ainda lembram dela com muito carinho. Muitos mantêm contatos até hoje através de site de relacionamento. Kaoru e Aki foram intercambistas que cumpriram o real papel de intercâmbio de uma forma que só elas podiam: sendo elas mesmas.Beijo grande.

  7. Rita de Cássia Arruda @ 8 Abr, 2008 : 18:34
    Querida professora Alice: Obrigada pela mensagem carinhosa que a senhora deixou aqui em minha página. Kaoru e Aki são mesmo amigas especiais. Sinto-me feliz de tê-las conhecido e de ainda hoje poder privar da amizade de ambas. A senhora também teve um papel importante na vida das duas, com certeza. Lembro-me sim de quando Aki e Kaoru ficaram hospedadas em sua casa, na Asa Norte, já perto de voltarem para o Japão, e da anfitriã maravilhosa que a senhora e sua família foram para elas. Também agradeço ao Renato, ao Kenji, a Luci, ao Silvio e a Elaine pelo carinho. Domo arigato a todos vocês !!! Um beijo carinhoso.

  8. Danilo Batista @ 10 Abr, 2008 : 21:25
    Rita, somente quem conhece de perto sua calorosa família sabe quanta afeição e acolhimento devem ter passado a dupla Kaoru e Aki. É difícil não se deixar levar pelo jeito brasileiro. E mais difícil ainda não querer ficar por aqui, nesta terra tão bela e culturamente tão rica em diversidade. Seu aventureiro irmão, André, que sempre teve tantos contatos, inclusive estrangeiros, certamente pôde dar à toda a família um significado todo especial à sincera amizade e ao acolhimento, que todos que se aproximam sentem, e posso dizer que sou beneficiário e fã desta simpática família. Não conheci pessoalmente Kaoru e Aki mas pelos relatos, tenho certeza que são boas pessoas e que ficarão para sempre marcadas, tanto em suas histórias quanto em seus corações pela experiência no Brasil. É bonito de se ver que ainda hoje existam pessoas que se importam com as outras e tornam a existência algo profundamente interessante, justamente por possuírem a irresistível força da bondade e da empatia. Continuem assim. Que Deus abençoe vocês.

  9. Ines Bastos @ 17 Abr, 2008 : 07:52
    Cumadinha, Vc é uma artista nata!! A Rede Globo está perdendo uma pessoa tão especial como vc. Temos que fazer de tudo para que eles saibam o quão inteligente vc é. Te admiro muito e te adoro!! Um grande beijo.

  10. Rita de Cássia Arruda @ 18 Abr, 2008 : 00:14
    Querido Danilo: Aqui em casa nós também gostamos muito de você e fazemos parte de seu fã-clube. Obrigada pelas palavras carinhosas. Um beijo grande para você e outro para Viviane, que todos nós mandamos. Inês, minha prima querida: Você é realmente uma pessoa muito especial. De longe, creio mesmo que seja minha mais ardorosa fã. Viu lá na galeria a foto do Gabriel, seu filho, nosso "bichinho"? A Tatá também está lá, imortalizada na foto, ao lado das japonesinhas. Com certeza, vocês também fazem parte dessa história. Conheceram e conviveram com Aki e Kaoru. Obrigada por seu carinho, Inês. Um beijo GRANDE.

  11. Carlos A. Kato @ 3 Mai, 2008 : 16:32
    Olá Rita, achei você... já tinha lido as suas hisórias mas não tinha associado à elas. As suas ilustres amigas japonesinhas já sentiram como é bom o nosso querido Brasil. Tenha a certeza que jamais deixarão de nos visitar. Conheço muitos japonêses que adoram o Brasil e sempre que podem, vem nos visitar. Aqui eles se sentem mais à vontade e mais aquecidos pelo nosso jeito de ser e pelo nosso acolhimento. Parabéns. Carlos

  12. Elisa K. @ 6 Mai, 2008 : 13:15
    Sra. Rita, tenho notado suas incursões por vários perfis, deixando seus pareceres àqueles que de alguma forma têm lhe chamado atenção, deixando suas impressões em cada um deles. Pude notá-la pelo fato de seus comentários coincidirem quase sempre com as minhas opiniões, o que me fez visitar o seu texto. Meus cumprimentos pela doce homenagem às suas amigas. Certamente a sua hospitalidade não se justificou pela origem das meninas, que poderia ser sômala, sueca ou neo-zelandesa, mas porque dispõe de sensibilidade sem fronteiras, isenta de valores prestabelecidos. E assim, pude conhecê-la pelo seu texto e também pelos seus comentários, o que já justifica a minha afinidade pela sua pessoa. Um grande abraço, Elisa.

  13. Rita de Cássia Arruda @ 6 Mai, 2008 : 23:43
    Prezados Carlos e Elisa: Muitíssimo obrigada pelas mensagens que deixaram aqui em minha página. Carlos, o povo brasileiro, longe disso parecer apenas mais um estereótipo, é realmente muito acolhedor. Foi de fato uma troca muito intensa, de amizade e cultural, aquela que minha família e eu tivemos com as japonesinhas Kaoru e Aki. Elisa, obrigada por suas palavras carinhosas. Concordo com você: quando a gente acolhe o outro de coração aberto, sinceramente e com amor, todas a barreiras podem facilmente ser transpostas. Foi com essa abertura que acolhemos e fomos acolhidos por Aki e Kaoru e tem sido assim também com todos os nossos outros amigos de diferentes nacionalidades que vez por outra passam aqui por nossa casa. Um beijo carinhoso.

  14. Danshiro Hirata @ 12 Mai, 2008 : 14:14
    Rita, Obrigado por compartilhar sua historia de quando voce e sua famila conheceram e recepcionaram as duas estudantes do Japao. Creio que sua experiencia eh um exemplo real da hospitalidade brasileira de que tanto falam os estrangeiros depois de visitarem o nosso pais e conhecerem um pouco da nossa cultura. Sao os pequenos gestos de cortesia que fazemos no dia a dia, mesmo aqueles praticados entre os proprios conterraneos, que ajudam a formar o conceito de um povo e a imagem de uma nacao. Posso assegurar que devido a ajuda que voce prestou as duas estudantes e sua demonstracao de amizade para com elas nao so voce ganhou duas amigas para sempre como tambem o Brasil tem agora mais duas embaixatrizes la no pais do sol nascente. Um grande abraco.

  15. Rita de Cássia Arruda @ 23 Mai, 2008 : 21:14
    Prezado Danshiro: De alguma forma, aqui e ali, o Japão sempre esteve presente em minha vida. Ainda criança, lembro do dia em que meu tio Raimundo levou dois senhores japoneses em nossa casa e por eles fomos fotografados. Tenho ainda hoje essas fotos aqui guardadas. Meu irmão André estudou, posteriormente, no ginásio, com um garoto nissei (Mitoro) que por sinal eu achava uma gracinha; muito lindo mesmo. Recentemente, por intermédio desse maravilhoso site da Editora Abril, acabei reencontrando um ex-colega japonês (Tsutomu) que estudou Inglês comigo, aqui em Brasília, na Casa Thomas Jefferson, ainda na década de 70. Fiquei mesmo feliz e surpresa com esse reencontro. Na ocasião, ele mal falava Português e havia chegado há pouco do Japão. Com a vinda de Kaoru e Aki para o Brasil, o Japão passou a fazer efetivamente parte de nossas vidas; minha e de minha família. Passamos a conhecer melhor e mais de perto a cultura desse maravilhoso país - tão distante geograficamente mas ao mesmo tempo tão próximo de nosso afeto. O Brasil não poderia ter ganho embaixatrizes melhores que Aki e Kaoru lá no País do Sol Nascente. Obrigada pelo comentário aqui deixado. Um abraço carinhoso.

  16. Renzo Morishi-ta @ 28 Mai, 2008 : 14:05
    Rita, Obrigado por ler meus textos e pelo seu comentário. Abraços.

  17. Claudio Tanoue @ 14 Jun, 2008 : 17:50
    Rita, obrigado pelo comentário. Fico feliz por ler suas histórias. Realmente, uma lição de vida. Grande abraço.

  18. nelson sinzato @ 14 Jul, 2008 : 20:10
    Prezada Rita de Cássia. Visitei sua página levado pela curiosidade. Notei que sua presença é assídua nesse site. Ficava me indagando: Quem seria essa pessoa, cujo nome nada tem de japonês, comentando assuntos diversos, como uma verdadeira nihonjim? Então, conheci essa sua bela história. Exemplo de hospitalidade e calor humano. Omedetô.

  19. Rita de Cássia Arruda @ 16 Jul, 2008 : 01:09
    Prezado Nelson: Obrigada pelo comentário carinhoso deixado aqui em minha página. Realmente, foi com prazer que li inúmeros depoimentos aqui nesse maravilhoso site da Editora Abril e me senti igualmente estimulada a deixar minha mensagem aos depoentes. São relatos em sua maioria interessantíssimos, tocantes e um bocado deles bem engraçados também. Isso só fez com que aumentasse ainda mais a admiração que há muito já sentia pelo povo japonês. Admiro sobretudo a dignidade, a determinação e a capacidade de adaptação ao novo demostradas por esses honrados cidadãos do Japão; bem como seu amor pelo Brasil. Acho sim que temos muito o que nos orgulhar dos nihonjins e seus descendentes. Hahahaha... Eu realmente não tenho origem japonesa, mas já me sinto um pouco tia do kodomo da Kaoru, que está a caminho. Ela me escreveu contando estar grávida e que o bebê está sendo esperado para fevereiro. Arigatô gozaimas, Nelson. Obrigada a você também, Cláudio, por visitar minha página e aqui deixar seu post. Um abraço carinhoso a ambos.

  20. isabelle adriene @ 27 Mai, 2010 : 07:14
    Parabens rita de cassia pelo seu dia muito especia q neste dia realize todos qs seus sonhos ♥

  21. Rita de Cássia Arruda @ 11 Out, 2010 : 18:02
    Obrigada, Isabelle! Desejo igualmente que você possa realizar todos os seus sonhos! Que eles se concretizem!

  22. mario katsuhiko kimura @ 20 Nov, 2010 : 14:43
    Prezada jornalista Rita de Cassia, Li a tua historia, gostei muito, e costumo a dizer que na linguagem escrita retrata e fica contido o espírito da subscritora. Li também seus vários comentários, sempre no intuito de incentivar e nos comentários implícito está a sua admiração com a colônia japonesa. Muito obrigado. Por ultimo, li o seu comentário no perfil da Haikaa Yamamoto, onde demonstra ser grande incentivadora de boa arte, conduzindo os leitores a conhecer esta grande artista. Sou também fã da Haikaa e também torço muito pelo seu sucesso. Assisti o vídeo sugerido e só reforçou a minha admiração pela artista, muito inteligente e poliglota. Que perfeição o seu comentário em japonês. Admiro também você, que embora não seja descendente, sempre está presente neste Site da Abril. Grande abraço

  23. Rita de Cássia Arruda @ 21 Nov, 2010 : 11:02
    Obrigada por visitar minha página e também pelo comentário carinhoso, Mário! Tenho realmente uma ligação afetiva com o Japão e Deus me deu a graça de poder manter até hoje as amizades que cativei com as amigas e os amigos da Terra do Sol Nascente; nativos e descendentes. Haikaa é uma delas! Além de fã de sua arte, gosto igualmente dessa nipo-brasileirinha multicultural por sua extrema simpatia e simplicidade. Eu torço para que ela brilhe para fama, pois realmente é muito talentosa! Como recentemente me disse um amigo dela, também ele nikkei, "espero que o vídeo dela bombe!" O "Work of Art" de Haikaa tem todos os ingredientes para se tornar um grande sucesso na Web! É lindo e tem conteúdo! Sem dúvida, uma bela mensagem que prega a paz, a tolerância e o amor entre os homens! Um abraço, Mário. Domo arigato! Work of Art: http://www.youtube.com/watch?v=2F3ph9QPCb8

  24. mario katsuhiko kimura @ 22 Nov, 2010 : 12:27
    Prezada Sra. Rita de Cássia, Obrigado por visitar o meu perfil e transcrever seu valioso e significante elogio. Fico agradecido e comovido. A minha irmã Eliza, a que prestei homenagem escrita em 2002, infelizmente veio a falecer recentemente (28/10/2010), muito precocemente, tinha 67 anos de idade, em face de insuficiência respiratória e digestiva. Acho que foi premonição poder prestar homenagem em vida a esta especial irmã, responsável pela nossa (meu e de meus irmãos) criação, muitos legados deixados, responsável pela nossa formação. Quer onde esteja, acredito estar agora em um lugar muito especial, onde não haja dificuldade respiratória, dor, sofrimento e podendo degustar toda alimentação privada nos últimos tempos. Grande abraço

  25. Rita de Cássia Arruda @ 1 Dez, 2010 : 18:55
    Quero muitíssimo crer que sua irmã Elisa deve ter ficado emocionada com a homenagem que o Sr. lhe prestou. Que bom que ela teve a chance de ser homenageada ainda em vida. Com certeza ela deve estar agora em um lugar de muita paz e luz, velando de lá por todos vocês, seus familiares que tanto a amavam. Obrigada mais uma vez pela visita.

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