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Marcia Akiko Miyahira Mizushima

São Paulo
42 anos, técnica em prótese dentária

Amor ao softbol


Sou caçula de uma família de quatro filhos: três meninas e um menino. Meu pai é nikkei e minha mãe é espanhola, de Granada. Sou produto de um processo de miscigenação entre o Oriente e o Ocidente, tanto culturalmente como racialmente.

Sempre convivi junto à comunidade nipo-brasileira. Aos 3 anos já freqüentava a escolinha (yotien) do Bunka de Santo André, e depois o curso de língua japonesa (nihongakko) até os 11 anos. Nessa época, minha mãe era diretora desse curso. Odori (dança), undokai (gincana esportiva) e todas as manifestações culturais japonesas que me foram proporcionadas nessa convivência com a comunidade nipo-brasileira marcaram profundamente a minha formação. Também participei de competições “inter-coloniais” de atletismo da região do ABC.

Eu nasci num ambiente "beisebolista", pois meu pai é fundador do Santo André Beisebol Clube e os meus irmãos foram atletas do beisebol e do softbol. Então acho que foi uma coisa que aconteceu naturalmente, normalmente. O softbol é o esporte que pratico com toda emoção, tanto nas vitórias como nas derrotas. O mais importante é a superação, minha paixão.

Meu maior orgulho foi participar da seleção brasileira de softbol nos Jogos Pan Americanos do Rio, em 2007. Recebi do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) o troféu de melhor jogadora de softbol de 2006. Outras conquistas:

- Campeã sul-americana de Seleções Júnior – Peru, 1994 – premiada com troféu de melhor receptora
- Campeã sul-americana de Seleções Júnior- Brasil, 1995 – premiada com troféu de melhor rebatedora
- Vice-campeã sul-americana de Seleções Adulta – 2000

Sou casada com um nikkei (Alec) e tenho uma filha (Miwa) de 6 anos, que é meu maior xodó. Minha formação profissional é de técnica em prótese dentária. Atualmente trabalho com meu marido, que é empresário no ramo de empilhadeiras.

Apesar da minha mãe não ser nikkei, ela fez questão de nos ensinar a fazer moti, manju e outros pratos da tradicional culinária japonesa. O nikkei é antes de tudo alguém que sabe se equilibrar entre duas culturas, pois ele é uma ponte entre o Brasil e o Japão e não quer esquecer as suas raízes.


Enviada em: 11/10/2007 | Última modificação: 05/11/2007
 

 

Comentários

  1. Rita Ueno @ 4 Jun, 2008 : 22:28
    Minha filha foi beisebolista. Hoje, como softbolista tem atletas, como a Márcia M. para se espelhar. Sua presença em campo sempre foi marcada, pela garra, de terminação, objetividade. Além campo, sua humildade, seu carisma, continuava nos encantando. Talvez, não haja outra receptora como Márcia. Porque talvez, tb não haja, um Pai como o dela: Sr. Osvaldo Miyahira, cujo amor ao esporte, nos comove. Supera as desigual dades sociais, habilitando atletas carentes, num esporte até então desconhecido. MÁRCIA. SIKA. NINJA ENTRE OUTRAS... NÃO NOS DEIXEM COM SAUDADES! APAREÇAM. RITA UENO

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