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Renata Murakami

Cuiabá / Mato Grosso - Brasil
33 anos, bacharel de direito

Como fui parar no Japão


Eu sempre fui resistente a idéia de ir trabalhar no Japão. Pensava que minha vida seria 100% Brasil. Mas nos últimos anos de faculdade essa idéia começou a clarear na minha mente já que não me identificava com a faculdade de direito que estava cursando. Mas é engraçado como a vida dá voltas. Até que me formei em 2000 e ao procurar emprego fui assaltada pela primeira vez na vida. Meus pais e 2 irmãos já moravam no "Nihon" e isso influenciou minha decisão, de ir ao Japão em busca de uma perspectiva de vida, trabalhar bastante e retornar ao Brasil. Mas antes de partir para a nova vida me casei e tivemos que esperar o visto que demorou um ano certinho. Só posso dizer que valeu muito a pena. Ficamos 5 anos e meio trabalhando duro, com bastante disciplina para poder realizar vários sonhos que todo casal sonha. Por lá mesmo realizamos alguns. E que é mais gostoso nessa vida: ainda não paramos de sonhar! Sinto muitas saudades daquela terrinha e por isso sempre fico olhando nossas fotos. Guardo os objetos que trouxe com muito carinho. Lá eu aprendi muito da nossa cultura que na minha família já estava se perdendo, pois depois que meus avós faleceram, já faz bastante tempo, pouca coisa restou. Minha mãe tem poucos hábitos da cultura, como por exemplo cozinhar com temperos japoneses.


Enviada em: 10/02/2008 | Última modificação: 30/05/2008
 
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Comentários

  1. julianovalentim@hotmail.com @ 8 Jan, 2008 : 09:39
    Beijos menina bacharel , familia bonita a sua.

  2. Cristiano Kaminishi @ 21 Jan, 2008 : 22:06
    Ola Renata! Muito obrigado pela sua visita. É muito legal poder saber de varias historias e saber que nw somos todos diferentes. No final todos estao em busca de coisas boas. bjus. Cristiano Kaminishi

  3. Sara Mirie @ 29 Jan, 2008 : 00:14
    Oi Renata, tudo bem ? Nossa, realmente deve ser difícil deixar tudo pra trás, mas tudo tem um preço, hehe, pelo menos você conseguiu passear e conhecer o país.... E agora ? Você já está no Brasil ? já se estabilizou ? Abraços, Sara

  4. nelsonsinzato@brturbo.com.br @ 21 Jun, 2008 : 19:44
    Como Matogrossense e Okinawano, gostei do video "viagem para a ilha de okinawa". Aliás é oportuno lembrar que no Kasato Maru, vieram também vários "uchinanchus" (habitantes da ilha de Okinawa, no dialeto local).

  5. Ailton Shinmoto Martinsjunior @ 2 Jul, 2008 : 22:54
    q legal achei+alguem q tem shinmoto!vc sabe +sobre a historia da sua vo?meu bizavo se nao me engano era de hiroshima o nome dele era kaitishinmoto

  6. Renata Murakami @ 3 Jul, 2008 : 10:43
    Não sei muito sobre minha avó, boa pergunta. Preciso interrogar minha tia que morou muitos anos com ela.

  7. flavio @ 12 Mai, 2009 : 14:22
    ei eu quero aprender japones eu nao sei se vo ser trans firido para cuiaba mas moro em ms ladario me ajuda a achar eu quero aprender falar eu ate ja sei algumas palavras

  8. Silvio Sano @ 14 Mai, 2009 : 10:30
    Prezada Renata. Vc é um ótimo exemplo de descendente (não apenas de japoneses) afastado das próprias raízes que se surpreenderam, de maneira favorável, com o reencontro. Muitos descendentes (de todas as mais de 60 nacionalidades imigrantes no Brasil), ainda não perceberam o quanto estão perdendo por não fazerem o mesmo que vc. Aliás, deixando de ganhar, pq não há país no mundo que possibilita esse intercâmbio cultural sem precisar cruzar fronteiras!! Só que intercâmbio significa troca, por isso a necessidade de se conhecer as próprias para que isso se viabilize. Sem contar que a resultante disso (intercâmbio) acaba repercutindo também para a nação. Ou seja, conhecer as próprias raízes acaba sendo o mesmo que tomar uma postura cidadã. Quer mais? Parabéns pela redescoberta e pela contribuição ao Brasil. Abs.

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